Blocos de Embalo e Enredo na Avenida Chile ganham quatro dias; a Cinelândia, cinco dias de bailes e os tradicionais Concursos de Fantasias. Foto: Thiago Lara

Prefeitura anuncia mais bailes populares durante o Carnaval

Sapucaí ganha arquibancada premium e blocos de rua terão maior estrutura; coletiva aconteceu na última segunda, 16/10

Para o folião que estiver no Rio, não faltarão opções para curtir o período de pré-Carnaval e os dias oficiais da festa, numa programação que vai além dos blocos e tradicionais desfiles na Marquês de Sapucaí, o Sambódromo. Na celebração mais democrática da cidade, a Riotur apresenta o Terreirão do Samba, os Blocos de Embalo, os Bailes, e os tradicionais desfiles no Sambódromo.

No Terreirão do Samba, nove dias de programação agitam os espaços que promovem encontros entre artistas de diferentes gêneros e gerações.

Já os blocos de Embalo e Enredo na Avenida Chile ganham quatro dias; a Cinelândia, cinco dias de bailes e os tradicionais Concursos de Fantasias. Ampliando os dias e pontos de bailes, o propósito é oferecer para as Zonas Norte, Oeste e Centro uma programação gratuita para toda a cidade.

E a Intendente Magalhães não vai ficar fora, com seis dias de desfiles, numa estrutura que une conforto e a possibilidade de um número maior de público.

Os bailes populares serão ampliados. Em 2023 foram 16 palcos, com shows durante 4 dias. Para o próximo Carnaval a Riotur anuncia que o número de palcos vai crescer, criando mais opções gratuitas de diversão em diferentes regiões da cidade.

A folia das ruas em 2024

A Prefeitura do Rio, a Riotur e o Governo do Estado, junto a Dream Factory, empresa vencedora do Caderno de Encargos, prometem um Carnaval de Rua ainda mais pulsante. Os preparativos começaram em junho deste ano, quando a Riotur antecipou pela primeira vez o caderno de encargos, definindo o melhor projeto para 2024 e também os anos de 2025 e 2026.

Responsável mais uma vez por operacionalizar a realização em parceria com os órgãos públicos, a Dream Factory é quem dará todo suporte para atender a energia que movimenta mais de 400 desfiles ao longo da festa, com disposição de banheiros químicos, postos médicos, ambulâncias, coleta seletiva, tráfego, sinalização e informação turística sobre a cidade, além da inscrição de promotores de venda.

– O alinhamento pró-Carnaval entre Prefeitura e Governo do Estado se reflete em benefício para o Carnaval, com mais investimentos e antecedência, resultando no maior caderno de encargos desde 2010. A previsibilidade de fazer o Carnaval de Rua por três anos dá muita segurança. Em junho, começamos a dialogar com as marcas. Essa antecipação do edital significa um melhor planejamento. Acreditamos que o Carnaval de 2024 será um novo marco por termos mais tempo para fazer a organização – disse o presidente da Dream Factory, Duda Magalhães.

O diretor de Operações da Riotur, Gustavo Mostof, explicou que Prefeitura unificou a emissão do documento preliminar de autorização dos blocos. Um pedido feito pelos blocos e atendido pelo município.

– Agora, os responsáveis pelos blocos não precisam ir em diversos órgãos da Prefeitura, basta irem na Riotur. Posteriormente, pela legislação estadual, é preciso ir nos órgãos do Governo do Estado. Nós já estamos com quase 90% das autorizações de documentos preliminares no que tange o município entregues para cada bloco. Quase todo o Carnaval já está com seu documento na Prefeitura. A antecipação do cronograma foi primordial não somente para as questões estruturais como também para a preparação dos blocos – destacou Mostof.

Sambódromo com muitas inovações

O Carnaval 2024 ainda vai marcar a mudança do modelo de gestão dos desfiles na Marquês de Sapucaí. O diretor de marketing da Liesa, Gabriel David, informou que, em breve, em um novo modelo de negócio, será anunciada a cervejaria que será a patrocinadora do Carnaval na Sapucaí.

Entre as novidades está a venda da totalidade dos ingressos via internet, através de uma parceria com a Ticketmaster para a venda de ingressos do Rio Carnaval 2024. Pela primeira vez, todas as entradas para o Sambódromo durante os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial serão gerenciadas por uma única empresa, desde camarotes a arquibancadas e frisas.

– Esse novo formato da venda de ingressos é fundamental para criar uma nova linha de receita para o Carnaval, uma linha de receita direta para as escolas de samba – contou Gabriel David, informando que 100% dos camarotes já foram vendidos e que em breve será anunciada a data da venda dos demais ingressos.

Os bilhetes digitais poderão ser baixados através do aplicativo Rio Carnaval, disponível para Android e IOS.

Beco do Rato: petiscos e feijoada pra quem ama samba

Local de resistência cultural e tradição para cariocas e turistas, espaço é ponto de encontro da música boa, cultura, bambas, e gente de alto astral

Bar e casa de samba no bairro da Lapa, há 18 anos o Beco do Rato é um local de resistência cultural e tradição para cariocas e turistas. Um espaço onde música boa, cultura, bambas, e gente de alto astral se encontram para festejar a vida – sempre com uma cerveja gelada e ótimos petiscos.

A casa, que fica na Rua Joaquim Silva, conta com três ambientes interligados: área interna climatizada onde abriga a roda de samba e uma confortável área externa, totalmente cobertas, com bar de bebidas e mesas, que se conectam a um espaço a céu aberto. Quem frequenta pode ainda apreciar painéis com desenhos e imagens que fazem alusão à cultura popular brasileira, com mestres do samba e também pontos do Rio de Janeiro, além de ícones de matriz africana.

É por lá que se apresentam ricas atrações, com opções musicais de domingo a domingo. Nomes importantes do samba estão sempre rodopiando pelo bar, que concentra bambas consagrados e novos talentos. Fazem parte da programação fixa semanal rodas de samba com Arlindinho, às segundas, e o projeto Encontros Casuais, dos bambas Mosquito e Inácio Rios, às quintas. A novidade é a Resenha do Mamute, que agora faz parte de grade fixa, toda terça-feira. Toninho Geraes, João Martins, Moyseis Marques e os consagrados grupos Arruda, Casuarina, Galocantô e Samba Que Elas Querem são atrações mensais obrigatórias.

O Beco do Rato fica na Rua Joaquim Silva, 11 – Lapa. Tel.: (21) 2508-5600/97968-3670 (whatsapp). Seg. e qui., das 18h à 01h; ter. e qua., das 18h à 0h; sex. e sáb., das 18h às 2h; dom., das 11h às 21h. Tem acessibilidade. @becodorato

Entrada: a partir de R$15 (programação de roda de samba)

 Site: https://becodorato.com.br/

Cardápio: https://go.tagme.com.br/qrcodebecodorato

Baródromo saúda público com temática que resgata história do Carnaval

Point para quem ama o samba e o Carnaval, bar é famoso no bairro da Tijuca

Mais que um simples, ele é o point para quem ama o samba e o Carnaval. Casa que reúne duas das vertentes artísticas mais aclamadas do país, o Bar Baródromo, na região da Tijuca, resgata a historicidade a partir de um bar – onde o bom batuque começa. 

A esfera, que traz nas paredes cânticos históricos das agremiações, os adereços ajudam a experiência ser aprofundada para quem nele chega para aproveitar o cardápio de comidas e bebidas do local – que leva nome de personalidades . Nas TVs, vídeos de desfiles marcam a realização da folia. 

Com programação intensa durante todo o ano, com apresentações semanais de artistas, compositores e grupos, o casarão da Rua Dona Zulmira 41 chega a atender 400 pessoas. O ambiente anteriormente estava no bairro da Lapa, como uma casa de eventos e música. 

No mais novo e recente lar, as calçadas se tornam extensão do balcão, com mesas mais informais, de frente a uma agradável praça. 

Para quem quer estar imerso ao mundo do Carnaval, com confetes e serpentinas além de fevereiro, o Baródromo é o lugar! O bar abre de Ter. a Qui. das 17h à 00h; Sex. das 17 à 1h

Sáb. das 12h à 1h; Dom. e feriados das 12h às 22h.

Mais informações, nas redes sociais: https://www.instagram.com/barodromo/ 

Para visitar: conheça o Museu do Samba

Espaço reafirma Carnaval como tesouro cultural do país

Nascido em um dos mais poéticos e tradicionais redutos do samba carioca, o bairro de Mangueira, Zona Norte do Rio de Janeiro, o Museu do Samba tem o objetivo de guardar a memória do ritmo, que é patrimônio cultural, além preservar as suas matrizes. Por meio de exposições itinerantes e permanentes, o lugar também abre espaço para oficinas, projetos de cultura do samba para escolas e roda de samba em todas as segundas-feiras.

​​Com um Centro de Documentação e Pesquisa do Samba e o maior acervo patrimonial e audiovisual do gênero, o local também cria uma imersão para os visitantes por meio do “Vivência do Samba”, criado que conta a história com uma visita guiada por pesquisadores do Museu. No passeio, quem passa por lá ainda pode ter uma aula sobre os passos do samba e ainda tocar os principais instrumentos de uma bateria, tendo como instrutores experientes passistas e ritmistas da Mangueira, Portela e Salgueiro.

​A dica é certa: para saudar a memória, preservação e representatividade da cultura afro-brasileira. Não deixe de visitar e viver esta experiência.

O Museu do Samba fica na Rua Visconde de Niteroi, 1296 – Mangueira. Visitação: Segunda a sexta, das 10h às 17h. Sábado e domingo somente para grupos com agendamento prévio.

Site: http://www.museudosamba.org.br

Escolas de samba do Grupo Especial apresentam enredos; confira

Público já pode se preparar para shows que serão apresentados nos desfiles de 2024

No calendário estamos só em julho, mas os preparativos das escolas de samba para o próximo Carnaval começaram no dia seguinte ao final da folia. É que a teia dos mil detalhes precisa e requer atenção, com estudo e muito trabalho. 

Assim, as agremiações já trouxeram para conhecimento do grande público quais serão os enredos que darão norte aos desfiles. Acadêmicos do Salgueiro, Grande Rio, Imperatriz Leopoldinense, Porto da Pedra (que retorna ao Grupo Especial), Unidos da Tijuca, Beija-Flor, Vila Isabel, Mangueira, Acadêmicos do Viradouro, Paraíso do Tuiuti, Mocidade Independente de Padre Miguel e Portela. 

Para saber mais, nós listamos um resumo de cada enredo trazido pelas escolas. Confira: 

Acadêmicos do Salgueiro

Sinopse: Há mais de mil anos, os Yanomami vivem na maior Terra Indígena (TI) do país, em um território ao norte do Brasil e sul da Venezuela, nos estados do Amazonas e Roraima, nas bacias do Rio Negro e do Rio Branco. Ou seja, quinhentos anos antes dessas duas nações existirem, eles já estavam lá. Viver na floresta é um ofício que requer uma sabedoria ancestral, não fabricada em laboratório, nem encontrada nas páginas dos livros do “povo da mercadoria”. Viver na floresta como Yanomami é ser parte dela. É conviver com seres humanos e não humanos, animais, plantas, vento, chuva e milhares de espíritos.

“Omama recriou a floresta, pois a que havia antes era frágil. Virava outra sem parar, até que o céu desabou sobre ela. Por isso, Omama criou uma nova floresta, mais sólida, cujo nome é Hutukara”

Grande Rio

“Nosso destino é ser onça”, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, fala sobre a criação do mundo a partir da ótica da cosmovisão dos povos tupinambá, que se conecta com visões de indígenas brasileiros e latinos, tomando a onça como símbolo.

Incontáveis são as histórias que narram a origem do mundo. Criação, destruição, recriação – eterno retorno. Aqui, falaremos do “eterno devir”. Imortalidade e futuro! Nos rastros, pelas trilhas de Alberto Mussa, o mito Tupinambá restaurado é um mosaico de cosmovisões de nações indígenas que habitavam (e habitam) o Brasil há milhares de anos. 

Imperatriz Leopoldinense 

Conto, em meio ao carnaval, que uma cigana chamada Esmeralda deixou por escrito um testamento onde constam os ensinamentos para que os sonhos possam ter compreensão, ou a sina de uma pessoa ser revelada. O fato é que esse testamento foi trazido para o Brasil por um grupo de ciganos que, em caravana e ao redor de fogueiras, espalhou festa, música, circo, dança e a crença popular naquilo que o testamento guardava. Conto-lhes então que esse testamento parou nas minhas mãos como uma espécie de manual mágico para a interpretação dos delírios de quem dorme; das datas felizes e azaradas, das linhas que cruzam a palma da mão para traçar destinos e dos planetas que se movem. Ao lê-lo, desde então, quero a alegria de adormecer nos braços de Morfeu pra colher um sonho bom, tal qual consta nas linhas escritas pela cigana. Sonhar com cisne pra esperar candura. Com rosa encarnada, pra ser feliz sem demora. De olhos fechados, sonhar com urso ou macaco, para que, de olhos abertos, eu possa botar fé no jogo certo. Ganhar na dezena e na centena. Quebrar a banca quando der doze no milhar e, na véspera, em sonho, eu avistar um elefante. Ciente do que diz o testamento, peço apenas que com pressa me acordem caso, em sonho, o vulto de um sultão vier me visitar.

Sei de cor e salteado (e foi lendo o testamento da cigana que eu aprendi) que há dias nos quais o azar se põe a espreitar. Por isso, malandro que sou, piso manso pra não vacilar. Espero aquilo que não se antecipa nem se atrasa. O que é meu – a cigana me contou – tem data e hora marcada pra chegar. Tá escrito na palma da mão que a linha da fortuna vai fazer valer o meu corre-corre pra não deixar a peteca cair. Que a linha da vida é forte e que a linha do amor é fino traço, quase corda bamba, onde é bom se equilibrar com a expectativa de não cair, enquanto espero que pinte aquele sorriso que vai pintar a vida que eu quero (e que todo mundo quer) de rosa.

Sei que tá na palma da mão o que se ganha e se perde. Que tá no céu o tempo bom e o tempo mau. Nos planetas que mudam de lugar. Conto-lhes o segredo que habita o céu desde o tempo dos faraós: quando os astros se movem, quem erra também pode passar a acertar. A vida embolada pode embalar. Quem chora pode então gargalhar. O de cima descer. O de baixo subir. O zodíaco anunciar que a sorte virá, o sol entrar em peixes, o brilho lunar entrar em aquário, o balanço das marés fazer as coisas mudarem, o calendário marcar fevereiro, quem é bamba bombar, a Escola decolar. E é aí que (foi a cigana quem me antecipou) ninguém segura, amarra ou prende quem nasceu com a sina de ter sorte virada pra lua.

Porto da Pedra 

A Unidos do Porto da Pedra apresentou na sexta-feira, 19, a sinopse do enredo para o Carnaval 2024: “O Lunário Perpétuo: A Profética do Saber Popular”, que celebrará o saber popular utilizando o “Lunário Perpétuo”, seus ensinamentos e desdobramentos, como guia precioso do enredo do Carnaval 2024.

Mocidade 

A Mocidade Independente de Padre Miguel levará para a Marquês de Sapucaí ‘’Pede caju que dou…pede caju que dá’’. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Ferreira e contou com a pesquisa e argumentação do jornalista Fábio Fabato.

“Na cabeça, uma Estrela. No corpo suave, o rebolado passista e a pulsação do tambor. Que tal a deliciosa carne de carnaval, o salivar permitido, lamber os beiços longe de qualquer pingo de culpa? Cá estou, servida de bandeja com a dose de feitiço que me fez banquete desejado desde moça. Sou a Mocidade e em 2024 vou cravar meus dentes em carne de Caju para saborear o essencial da alma do Brasil”.

Unidos da Tijuca

Com o ‘’Contos de Fados’’, a Tijuca embarca em uma viagem a uma Portugal mítica e mística repleta de fábulas. Um enredo que contará, em clima de encantamento, fatos, mistérios e lendas populares que pairam sobre a formação dessa nação.

Nessa história, um dos protagonistas será o “Fado”, que em seus múltiplos significados, além de representar o gênero musical típico lusitano, traz consigo a ideia de destino e de fabulação. Nesse jogo de palavras o “Conto de Fada” se torna “Conto de Fado”, o lúdico e o imaginário interagem com as histórias narradas, inventadas, repaginadas.

Beija-Flor

Em seu “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, a Beija-Flor trará as nobrezas de Maceió, de Nilópolis e da Etiópia. Um encontro mágico de personagens reais, mas que nunca se viram, guiados pela luz dos encantados e da ancestralidade, com as cores, os ritmos e os pisados dos folguedos das Alagoas. Um delírio baseado na realidade, desafiando o espaço e o tempo, algo que só o Carnaval pode nos brindar.

O desejo é mergulhar em Gonguila para contar como ele viu a corte de Haile Selassie embarcar numa jangada encantada para conhecer, do outro lado do mundo, os folguedos de uma terra de cores intensas, brisa mansa e mares quentes. Viajaremos no tempo e na mente do príncipe etíope dos carnavais alagoanos para mostrar o encontro dele com a Deusa da Passarela e seus soberanos.

Vila Isabel

Para o Carnaval de 2024, a Vila Isabel reeditará “Gbala: uma viagem ao Templo da Criação”, criado em 1993 por Oswaldo Jardim, e que será agora assinado por Paulo Barros. O samba-enredo é de autoria de Martinho da Vila. 

“Partindo de uma narrativa fictícia, utilizando a cultura Yorubá como base criativa, não só prestaremos uma homenagem ao artista (Oswaldo Jardim, já falecido) como também visitaremos nosso baú de memórias, propondo uma reflexão sobre nosso planeta, as mazelas que os humanos fazem à Terra e a possibilidade de nos salvarmos através das crianças e sua candura.

Mangueira

Homenageando a cantora Alcione, a Mangueira comemora seu 95 anos de fundação com o enredo “A Voz Negra do Amanhã”, criado e desenvolvido pelos carnavalescos Annik Salmon e Guilherme Estevão. A base para nossa narrativa será os caminhos percorridos pela cantora na construção de seu amanhã. Esses se dão, principalmente, por suas crenças, que promovem sentido à sua caminhada, aliado à música que lhe acompanha desde menina como missão e a cultura popular que a formata enquanto artista.

Acadêmicos do Viradouro

A Unidos do Viradouro fará sua folia com “Arroboboi, Dangbé”, que contará sobre a energia do culto ao vodum serpente. Criado e desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon, o enredo narra a energia do culto que se estabelece no Brasil com a instalação de terreiros na Bahia por Ludovina Pessoa, sacerdotisa daomeana que veio com a missão de perpetuar a crença nos voduns. Ludovina também se torna liderança nas irmandades católicas e na formação do que hoje é o candomblé Jeje. Essa linhagem tem como referência o Terreiro do Bogum, centenário templo religioso em Salvador, dedicado à Serpente.

Paraíso do Tuiuti

“Glória ao Almirante Negro!”. É com este enredo que a Tuiuti levará para a avenida a história de João Cândido,  marinheiro brasileiro que se engajou na luta contra os maus-tratos, a má alimentação e as chibatadas sofridas pelos colegas. Todo o desenvolvimento será do carnavalesco Jack Vasconcelos.

Portela

O enredo da Portela para o próximo carnaval será “Um Defeito de Cor”, de André Rodrigues e Antônio Gonzaga, baseado na obra homônima da autora Ana Maria Gonçalves. O anúncio foi feito neste sábado, 01 de abril, durante a feijoada da escola. Na ocasião, a Majestade do Samba apresentou oficialmente a equipe que fará o Carnaval 2024: a porta-bandeira, Squel Jorgea – que será par do mestre-sala, Marlon Lamar -; o diretor de carnaval, Junior Schall, o diretor de harmonia, Julinho Fonseca e a dupla de carnavalescos.

Para o Carnaval de 2024, o sonho da G.R.E.S Portela está baseado no principal fator simbólico que dá consistência para ela ser o que é e chegar onde chegou: O Afeto. Baseado no romance “Um Defeito de Cor”, da escritora Ana Maria Gonçalves, o enredo traz uma outra perspectiva da história, refazendo os caminhos imaginados da história da mãe preta, Luisa Mahim. Essa poderia ser a história da mãe de qualquer um de nós, ou melhor dizendo, é a história das negras mães de todos nós.

Samba Trabalhador - Foto Alexandre Macieira 77

Segunda é dia: Moacyr Luz e Samba do Trabalhador animam Andaraí

Apresentações acontecem todas as segunda-feiras

Engana-se quem pensa que as rodas de samba só podem (e devem) acontecer aos finais de semana. Todo dia é dia, e no Clube Renascença, reduto dos bambas cariocas, o batuque não deixa de acontecer às segundas-feiras com a apresentação de Moacyr Luz e o Samba do Trabalhador.

Considerada por quem entende do assunto com uma das melhores e mais animadas rodas de samba do Rio, o Samba do Trabalhador é um ponto de encontro e resistência, localizado no bairro do Andaraí – que já se apresenta como um antigo reduto do movimento negro.

A abertura dos portões acontece tradicionalmente às 16h30, e o samba começa a animar a partir das 17h. Do primeiro soar dos tambores aos acordes dos violões, canjas de artistas que visitam o local, a apresentação novos talentos e encontros musicais de variados ritmos.  

Com mais de uma década, o Samba do Trabalhador têm discos gravados e prêmios importantes da música. 

Os ingressos são vendidos pela plataforma Sympla e também na bilheteria do local, com o preço de R$30,00. Mais informações em: https://www.instagram.com/moacyrluzesambadotrabalhador/ 

O Renascença Clube fica na Rua Barão de São Francisco, 54 Andaraí