Carnaval 2026 Intendente Magalhães

Carnaval 2026: Intendente Magalhães terá 54 desfiles ao longo de quatro dias de folia

Conhecido como “Passarela Popular do Samba’’, o Carnaval da Intendente Magalhães é o local por onde passam as agremiações das séries Prata, Bronze e Grupo de Avaliação, além do Grupo 1 das Federações dos Blocos. Em 2026, a avenida volta a receber diversas escolas de samba das mais diferentes regiões do estado, que prometem grandes disputas em dias de muita emoção, histórias, personagens e senso de comunidade.

Organizado pela Superliga RJ em parceria com a Riotur, o Carnaval terá sua programação iniciada no sábado (14), a partir das 20h, com os desfiles do Grupo 1 da Federação dos Blocos Carnavalescos. Esse dia reunirá o grupo de blocos de enredo que disputam vaga no Grupo de Avaliação. Já os desfiles da Série Prata acontecem no domingo (15) e na segunda-feira (16), a partir das 18h, com as escolas que competem para subir para a Série Ouro. O Grupo de Avaliação desfilará na terça-feira (17), e a Série Bronze entra na avenida na sexta (20) e no sábado (21) após o Carnaval oficial.

Por ali, concentram-se as escolas e blocos que, mesmo enfrentando adversidades, disputam locais de acesso a cada ano visando um lugar na elite do Carnaval do Rio. Ao longo dos anos, a Intendente também se consolidou como espaço de revelação de compositores, passistas, carnavalescos e profissionais que movimentam toda a cadeia produtiva da folia. Além disso, o local fortalece o vínculo direto entre as escolas e seus territórios, preservando tradições e estimulando o senso coletivo que marca as escolas de samba.

Localizada a cerca de 19 quilômetros do Centro da Cidade, a Intendente Magalhães corta os bairros de Campinho, Oswaldo Cruz, Madureira, Cascadura, Bento Ribeiro e Vila Valqueire. A via integrava a antiga Estrada Real de Santa Cruz. Sua história aponta a expansão do Rio, além de refletir sobre as relações culturais do povo carioca e suas realidades. Os desfiles da Intendente são gratuitos e garantem uma ótima opção para quem busca viver uma versão mais raiz e tradicional do Carnaval carioca.

Confira a programação completa dos desfiles

Federação dos Blocos – Grupo 1

Início: 20h

Sábado – 14 de fevereiro

Birita Mas Não Cai — 20h

Império do Gramacho — 20h50

Vai Barrar? Nunca! — 21h40

Cometas do Bispo — 22h30

Unidos do Alto da Boa Vista — 23h20

União da Ponte — 00h10

Novo Horizonte — 01h

Renascer de Vaz Lobo — 01h50

Unidos do Bandeirantes — 02h40

Do Barriga — 03h30

SÉRIE PRATA

Domingo – 15 de fevereiro

Início: 18h

Mocidade Unida do Santa Marta — 18h

Arrastão de Cascadura — 18h40

Tubarão de Mesquita — 19h20

Renascer de Jacarepaguá — 20h

União do Parque Curicica — 20h40

Independente da Praça da Bandeira — 21h20

Chatuba de Mesquita — 22h

Vizinha Faladeira — 22h40

Unidos de Lucas — 23h20

Independentes de Olaria — 00h

Tradição — 00h40

Lins Imperial — 01h20

União de Jacarepaguá — 02h

Acadêmicos do Cubango — 02h40

Segunda-feira – 16 de fevereiro

Início: 18h

Império da Tijuca — 18h

Flamanguaça — 18h40

Feitiço Carioca — 19h20

Siri de Ramos — 20h

Acadêmicos da Abolição — 20h40

Império de Nova Iguaçu — 21h20

São Clemente — 22h

Acadêmicos do Dendê — 22h40

Acadêmicos do Engenho da Rainha — 23h20

Unidos de Santa Tereza — 00h

Acadêmicos da Rocinha — 00h40

Acadêmicos de Santa Cruz — 01h20

Alegria do Vilar — 02h

Leão de Nova Iguaçu — 02h40

Império da Uva — 03h20

GRUPO DE AVALIAÇÃO

Terça-feira – 17 de fevereiro

Mocidade Unida da Cidade de Deus — 18h

Império Ricardense — 18h40

Raça Rubro-Negra — 19h20

Império da Resistência — 20h

Mocidade Independente de Inhaúma — 20h40

Acadêmicos da Pedra Branca — 21h20

Difícil é o Nome — 22h

Gato de Bonsucesso — 22h40

Arame de Ricardo — 23h20

Acadêmicos de Madureira — 00h

Renascer de Nova Iguaçu — 00h40

Coroado de Jacarepaguá — 01h20

Delírio da Zona Oeste — 02h

Unidos de Manguinhos — 02h40

Casa de Malandro — 03h20

SÉRIE BRONZE

Sexta – 20 de fevereiro

Concentra Imperial — 18h

Acadêmicos do Recreio — 18h40

Rosa de Ouro — 19h20

Império de Brás de Pina — 20h

Sereno de Campo Grande — 20h40

Flor da Mina do Andaraí — 22h

Unidos de Cosmos — 22h40

União Cruzmaltina — 23h20

Alegria de Copacabana — 00h

Sábado – 21 de fevereiro

Caprichosos de Pilares — 18h

Unidos da Vila Rica — 18h40

Boi da Ilha do Governador — 19h20

Imperadores Rubro-Negros — 20h

Unidos do Cabuçu — 20h40

Unidos da Vila Kennedy — 21h20

Acadêmicos do Peixe — 22h

Novo Império — 22h40

Mocidade de Vicente de Carvalho — 23h20

Unidos da Barra da Tijuca — 00h

Circuito Bira Presidente

Circuito Bira Presidente transforma a Avenida Chile em polo do Carnaval de rua no Centro do Rio

O Carnaval de rua do Rio ganhará ainda mais força esse ano no Centro da cidade com o Circuito Bira Presidente, que será realizado na Avenida Chile, entre sábado (14) e terça-feira (17) de fevereiro. Batizado em homenagem a um dos grandes símbolos do samba e da cultura popular carioca, o circuito celebra a tradição dos blocos e a ocupação democrática do espaço público, reunindo diferentes expressões culturais ao longo de quatro dias de festa.

Com programação contínua, o Circuito Bira Presidente destaca a diversidade do Carnaval de rua, reunindo blocos tradicionais, coletivos culturais, manifestações afro-brasileiras e grupos que representam diferentes territórios da cidade. A Avenida Chile se transforma em um grande corredor da folia, conectando história, memória, música e celebração no coração do Rio.

Os desfiles da Avenida Chile reafirmam o protagonismo dos blocos como pilares do Carnaval carioca e fortalecem a identidade cultural da festa mais popular do país. O circuito foi batizado em nome de Bira Presidente, lendário sambista fundador do Cacique de Ramos, falecido em junho de 2025. A homenagem foi oficializada por meio de um decreto da Prefeitura, escolhida por ser o percurso tradicionalmente realizado pelo bloco Cacique de Ramos.

Ao longo dos quatro dias de desfiles, o circuito reúne alguns dos blocos mais tradicionais e representativos do Carnaval de rua do Rio de Janeiro. Entre os destaques está o Mocidade Mineira, Do China, Pagodão Beco de Pilares, Pagodão de Madureira, Bohêmios de Irajá, além do já citado Cacique de Ramos, uma das maiores instituições na história do Carnaval e da música popular brasileira.

Ao ocupar a Avenida Chile com uma programação intensa e diversa, a iniciativa reforça a vitalidade da cultura carnavalesca e evidencia o papel da cidade como um dos principais polos de festas populares do mundo, onde tradição e inovação caminham lado a lado.

Concentração: Av. Almirante Barroso (Rua México)

Confira a programação completa:

Sábado (14/02):

Federação Blocos Grupo 2

20h Quilombo Baixada

20:50 Resistentes Lapa

21:40 Moc. Manguariba

22:30 Raízes da Tijuca

23:20 Amigos do Tinguá

00:10 Mocidade Mineira

1h Do China

1:50h Diamante

2:40h Indep. Nova América

Domingo (15/02):

Liberj – Blocos de Embalo

16h Engata no Centro

16:30 Pagodão Beco de Pilares

17h Unidos de Benfica

17:30 Pagodão de Madureira

18h Vai Quem Quer Catumbi

18:30 Turma do Gato

19h Bohêmios de Irajá

19:30 Acadêmicos da Botija

21h Cacique de Ramos

Segunda-feira (16/02):

Liberj – Blocos de Embalo

16h Vinil Social

16:30 Gigante dos Mares

17h Ninho Cobras do Arsenal

17:30 Xodó da Piedade

18h Cervejeiros

18:30 Bohêmios São Cristóvão

19h Banda da Folia

19:30 Confraria da Bebidinha

21h Cacique de Ramos‘

Terça-feira (17/02):

Liberj – Blocos de Embalo

15h Alegria de Quintino

15:20 Imperadores do Samba

15:40 Chorou Cuíca

16h Foliões do Rio

Febarj – Blocos Afro

16:30 Afoxé Filhas de Gandhi

Afoxé Filhos da Paz

Afoxé Raízes Africanas

Afro Zimbawê

Afro Tafaraogi

Afro Lemi Aiyó

Afro Olodumaré

20h Afro Orunmila

21h Cacique de Ramos

Corte do Carnaval 2026 no Terminal Gentileza

Corte do Carnaval 2026 leva samba e alegria ao Terminal Gentileza nesta quinta-feira (5/2)

O clima de Carnaval vai tomar conta do Terminal Gentileza na manhã desta quinta-feira (5/2). A partir das 7h30, quem circular pelo local será recebido pela Corte do Carnaval 2026 e pela banda da Guarda Municipal, em uma ação especial idealizada pelo VLT Carioca, em parceria com a Riotur, a Guarda Municipal e o BRT.

A iniciativa tem como objetivo levar alegria, música e a tradição carnavalesca para os usuários do terminal logo nas primeiras horas do dia, valorizando a cultura carioca e promovendo um momento de descontração durante o deslocamento diário da população.

Com samba no pé, fantasias e apresentações musicais, a ação promete deixar a manhã mais leve e festiva, reforçando o espírito do Carnaval e aproximando a maior festa popular do país dos espaços públicos da cidade.

Após a apresentação no Terminal Gentileza, a Corte do Carnaval e a banda da Guarda Municipal embarcam no VLT, em uma composição da Linha 1, com destino à Parada dos Museus, levando a animação carnavalesca também para o trajeto e para outros pontos do Centro do Rio.

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Terreirão do Samba confirma programação com grandes nomes do samba e do pagode no Carnaval 2026

O Terreirão do Samba volta a se firmar como um dos principais pontos de encontro do Carnaval carioca em 2026. Com uma programação que reúne grandes nomes do samba e do pagode, o espaço celebra a música popular brasileira e reforça a tradição da festa fora da avenida. Localizado nas proximidades da Marquês de Sapucaí, o Terreirão será novamente palco de shows que prometem animar o público ao longo do período carnavalesco.

Neste ano, o espaço recebe o público em dez dias de programação, nos dias 6, 7, 8, 13, 14, 15, 16, 17, 20 e 21 de fevereiro, transformando a região central da cidade em um grande polo de música, encontro e alegria durante o Carnaval.

Tradicional no calendário oficial da folia, o Terreirão do Samba se consolidou como um espaço de acesso popular, onde foliões e amantes do samba podem vivenciar a essência do Carnaval carioca em um ambiente que mistura roda de samba, shows e festa. A proximidade com o Sambódromo faz do local um ponto estratégico tanto para quem chega para acompanhar os desfiles na Sapucaí quanto para quem deixa a Passarela do Samba em busca de atrações no pós-desfile.

Programação – Terreirão do Samba 2026

Sexta-feira – 06/02
22h às 22h30 – DJ FM O DIA
22h30 às 23h45 – Rodrigo Costa
0h às 1h20 – Mumuzinho
1h40 às 3h50 – Dilsinho
4h às 5h – DJ FM O DIA

Sábado – 07/02
20h30 às 21h – DJ FM O DIA
21h30 às 23h – Flávia Saolli
23h30 às 0h40 – Intimistas
1h10 às 2h20 – Tá Na Mente
2h50 às 4h20 – Thiago Soares
4h20 às 5h – DJ FM O DIA

Domingo – 08/02
20h às 20h30 – DJ FM O DIA
20h30 às 21h30 – Bruna Oliveira
22h às 23h – Robinho
23h30 às 0h40 – DiPropósito
1h10 às 2h20 – Revelação
2h40 às 3h50 – Nada Combinado
3h50 às 5h – DJ FM O DIA

Sexta-feira – 13/02
20h às 21h30 – DJ FM O DIA
21h30 às 22h45 – Fabinho
23h30 às 0h40 – Velha Guarda da Vila Isabel
1h10 às 2h20 – Bokaloka
2h50 às 4h20 – Suel
4h20 às 5h – DJ FM O DIA

Sábado – 14/02
20h às 20h30 – DJ FM O DIA
20h30 às 21h45 – Juninho Thybal
22h às 23h20 – Roda de Samba do Beco do Rato
23h50 às 0h50 – Davi Quaresma
1h20 às 2h30 – Gamadinho
3h às 4h30 – Pedro Menezes
4h30 às 5h – DJ FM O DIA

Domingo – 15/02
20h às 22h – DJ FM O DIA
22h às 23h30 – Branka
23h30 à 0h – DJ FM O DIA
0h às 1h20 – Vitinho
1h45 às 2h50 – Primeiro Amor
3h15 às 4h30 – Ferrugem
4h30 às 5h – DJ FM O DIA

Segunda-feira – 16/02
20h às 20h30 – DJ FM O DIA
20h30 às 21h45 – RDN
22h às 23h20 – Família Diniz
23h50 às 0h50 – Gabrielzinho
1h20 às 2h30 – Grupo Existência
3h30 às 4h40 – Belo
4h40 às 5h30 – DJ FM O DIA

Terça-feira – 17/02
20h às 20h30 – DJ FM O DIA
20h30 às 21h30 – Vou Zuar
22h às 23h20 – Karinah
23h50 às 0h50 – Pagodelas
1h20 às 2h30 – Yan
3h às 4h30 – Arlindinho
4h30 às 5h – DJ FM O DIA

Sexta-feira – 20/02
20h às 21h30 – DJ FM O DIA
22h às 23h – Palito
23h30 às 0h40 – Dudu Nobre
1h10 às 2h20 – Fundo de Quintal
2h50 às 4h20 – Bom Gosto
4h20 às 5h – DJ FM O DIA

Sábado – 21/02
20h às 20h30 – DJ FM O DIA
20h45 às 21h45 – Balacobaco
22h às 23h – Leandro Sapucay
23h30 às 0h40 – Clareou
1h10 às 2h20 – Pretinho da Serrinha convida Seu Jorge
2h50 às 4h – Tiee
4h às 5h – Pique Novo

Ingressos

Os ingressos estão à venda no site Bilheteria Digital com valores entre R$ 15 e R$ 30. As vendas presenciais têm início na quinta-feira, 5 de fevereiro, das 17h às 3h, e acontecem sempre às quintas, sextas, sábados e domingos.

Terreirão do Samba recebe VII Baile de Passistas

Terreirão do Samba recebe VII Baile de Passistas com celebração da dança no Carnaval

O Terreirão do Samba recebe, no dia 6 de fevereiro (sexta-feira), a partir das 17h, o VII Baile de Passistas e o V Encontro Nacional da Associação de Passistas Brasileiros (APASB). O evento reúne representantes de diversas escolas de samba e grupos culturais em uma grande celebração da dança, um dos pilares fundamentais do Carnaval brasileiro.

Idealizado e realizado pelo carnavalesco Milton Cunha, o baile é promovido pela APASB, com apoio da Riotur, da Prefeitura do Rio e de instituições ligadas à cultura. A iniciativa valoriza a trajetória dos passistas e fortalece a dança como linguagem essencial do samba, responsável por traduzir em movimento a história, a força e a diversidade do Carnaval.

A edição deste ano presta uma homenagem especial a Soninha Capeta, integrante da Beija-Flor por mais de 20 anos. Ao longo de sua carreira, foi rainha de bateria, destaque e atualmente é baluarte da escola. Soninha é reconhecida por sua contribuição à história da dança do samba e por inspirar gerações com uma trajetória marcada por talento, resistência e paixão pelo Carnaval.

Além do baile, o encontro nacional funciona como espaço de articulação e troca entre passistas, coordenadores e representantes de diferentes estados, com foco na valorização profissional, na formação de novos talentos e na preservação da memória da dança no samba.

Estão confirmadas as participações das escolas Arranco do Engenho de Dentro, Unidos de Bangu, Brás de Pina, Unidos do Cabuçu, Estácio de Sá, Beija-Flor, Grande Rio, Imperatriz Leopoldinense, Jacarezinho, Mangueira, União de Maricá, Mocidade, Parque Acari, Acadêmicos do Peixe, Renascer de Jacarepaguá, Rosas de Ouro, Paraíso do Tuiuti, Vigário Geral, Vila Isabel, Unidos da Ponte e Relíquias do Samba, além da Ala PCD, reforçando o caráter plural, inclusivo e representativo do evento.

A programação inclui apresentações coreografadas, números especiais, rodas de samba e participações coletivas, transformando o Terreirão do Samba em um grande palco de celebração da cultura popular. Ao unir arte, memória, inclusão e desenvolvimento cultural, o VII Baile de Passistas reafirma seu papel como um dos principais encontros de valorização da dança no Carnaval do Rio!

Serviço:

VII Baile de Passistas e V Encontro Nacional da APASB

Data: 6 de fevereiro (sexta-feira)

Local: Terreirão do Samba Nelson Sargento

Endereço: Rua Benedito Hipólito, 66 – Centro

Horário: a partir das 17h

Evento gratuito

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Portela: O Céu de Madureira é mais Bonito – Vivo Rio

Já é tradição: o ano só começa depois do encontro de Teresa Cristina com a Velha Guarda da Portela no Vivo Rio. O show celebra a história da maior campeã do carnaval carioca e apresenta o novo samba-enredo “O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”. A noite ainda presta homenagem a Gilsinho, intérprete da azul e branco por quase 20 anos. No repertório, clássicos da Portela e obras de nomes como Paulinho da Viola, Candeia, Zé Keti, Clara Nunes e Monarco, em um encontro emocionante entre tradição e celebração.

Serviço:

Local: Vivo Rio

Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo

Abertura da casa: 19h | Horário: 21h

Ingressos: R$180,00 (inteira) R$90,00 (meia). Garanta seu ingresso no site!

Rede social: @vivoriorj

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De Bethânia a Laíla: os desfiles que marcaram os últimos títulos do Grupo Especial

Os desfiles do Grupo Especial carregam, a cada edição, uma combinação de expectativa, memória e renovação. Na Passarela do Samba, o passado recente serve de termômetro para medir o nível de exigência do presente. Os últimos campeões do Grupo Especial ajudam a entender como o espetáculo evoluiu nos enredos, na estética e na forma de contar histórias, apontando caminhos para o que o público espera ver novamente na avenida. Venha conferir com a gente como foram os últimos desfiles que já estão eternizados na galeria de momentos históricos do Maior show da Terra.

2016

Carnaval 2016 – Mangueira – Liesa Fat Press

A Estação Primeira de Mangueira foi a campeã do Grupo Especial do Carnaval de 2016. Para encerrar um jejum de 14 anos, a agremiação trouxe o enredo “Maria Bethânia: A menina dos olhos de Oyá”, assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira, homenageando as cinco décadas de carreira da cantora Maria Bethânia. Naquele ano, além da Mangueira, Unidos da Tijuca, Portela, Salgueiro, Beija-Flor e Imperatriz marcaram presença no Sábado das Campeãs.

2017

Carnaval 2017 – Portela e Mocidade – Luiz Alvarenga e Fernando Grili/ Riotur 

Nesta edição, duas agremiações dividiram a glória máxima do Carnaval carioca. A Portela quebrou um jejum de 33 anos sem títulos ao levar para a Sapucaí o enredo “Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar Ao Ver Esse Rio Passar…”, que abordou a relação histórica da humanidade com os rios, passando por lendas e religiosidades. A outra campeã foi a Mocidade Independente de Padre Miguel, que fez uma conexão com Marrocos por meio do enredo “As Mil e Uma Noites de uma ‘Mocidade’ pra lá de Marrakesh”. Imperatriz, Grande Rio, Salgueiro e Beija-Flor se juntaram a Portela e Mocidade no Desfile das Campeãs.

2018

Carnaval Rio 2018 -Beija-Flor – Raphael David | Riotur

Com forte crítica social no enredo “Monstro é aquele que não sabe amar (Os filhos abandonados da pátria que os pariu)”, a Beija-Flor uniu referências ao romance Frankenstein às mazelas sociais brasileiras e conquistou seu 14º título do Carnaval. A escola levou para a avenida alas emblemáticas, como a dos “roedores dos cofres públicos” e a dos “lobos em pele de cordeiro”, em alusão à classe política. Paraíso do Tuiuti, Salgueiro, Portela, Mangueira e Mocidade completaram o Top 6 e encerraram a festa no Sábado das Campeãs.

2019

Carnaval 2019 – Mangueira – Acervo LIESA

Com o enredo “História pra Ninar Gente Grande”, a Mangueira voltou a conquistar o título do Carnaval carioca pela 20ª vez. A verde e rosa promoveu uma revisão da história oficial, exaltando lideranças populares negligenciadas, e desconstruindo figuras tradicionalmente tratadas como heróicas. Além da Mangueira, Viradouro, Vila Isabel, Portela, Salgueiro e Mocidade desfilaram no Sábado das Campeãs.

2020

Carnaval 2020 – Viradouro – Fernando Grilli / Riotur

A história do grupo das Ganhadeiras de Itapuã levou a Unidos do Viradouro a conquistar seu segundo título. Com o enredo “Viradouro de Alma Lavada”, a escola de Niterói apresentou o legado de mulheres negras que lavavam roupas na Lagoa do Abaeté, em Salvador, e realizavam outros trabalhos em busca da compra de suas alforrias. O Top 6 foi completado por Grande Rio, Mocidade, Beija-Flor, Salgueiro e Mangueira.

2021

Em virtude das restrições impostas pela pandemia de Covid-19, os desfiles do Grupo Especial foram cancelados neste ano.

2022

Carnaval 2022 – Acadêmicos do Grande Rio

No retorno dos desfiles após a pandemia, a Acadêmicos do Grande Rio conquistou seu primeiro campeonato ao celebrar as tradições afro-brasileiras com o enredo “Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu”. A agremiação da Baixada Fluminense homenageou a divindade Exu e combateu a intolerância religiosa, desmistificando preconceitos contra as religiões de matriz africana. Além da Grande Rio, Beija-Flor, Viradouro, Vila Isabel, Portela e Salgueiro desfilaram no Sábado das Campeãs.

2023

 Imperatriz – Gabriel Monteiro Riotur

O “Rei do Cangaço” fez a Imperatriz Leopoldinense voltar a festejar um título após mais de duas décadas. Com o enredo “O Aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarda”, inspirado na literatura de cordel sobre o destino de Lampião após a morte, a escola conquistou a avenida. O Desfile das Campeãs contou ainda com Viradouro, Vila Isabel, Beija-Flor, Mangueira e Grande Rio.

2024

 Viradouro – Foto Marco Terranova/ Riotur

O tricampeonato da Viradouro veio com o enredo “Arroboboi, Dangbé”, que apresentou as serpentes como objeto de culto nas tradições africanas. Em sistemas de crença como o da nação jeje, o réptil simboliza regeneração, vida, transformação e recomeço. Além da escola de Niterói, Imperatriz, Grande Rio, Salgueiro, Portela e Vila Isabel retornaram para o Sábado das Campeãs.

2025

Carnaval 2025 – Beija-Flor – Foto Alexandre Loureiro /  Riotur

A homenagem ao legado do carnavalesco Laíla garantiu à Beija-Flor de Nilópolis o seu 15º campeonato. Com o enredo “Laíla de Todos os Santos, Laíla de Todos os Sambas”, a escola celebrou a fé em Xangô e a trajetória do carnavalesco, culminando em um reencontro simbólico com Joãosinho Trinta no plano espiritual. O desfile também marcou a despedida de Neguinho da Beija-Flor da Marquês de Sapucaí. Além da campeã, Mangueira, Portela, Viradouro, Imperatriz e Grande Rio participaram do Sábado das Campeãs.

Com esse retrospecto recente, o Carnaval deste ano chega cercado de altas expectativas. Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, novas histórias serão contadas em três noites de desfiles que prometem entrar para a história da Marquês de Sapucaí. Confira aqui a programação completa.

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Marquês de Sapucaí: história, curiosidades e os bastidores do maior palco do Carnaval do mundo

Um dos maiores símbolos culturais do Brasil, a Marquês de Sapucaí consegue ultrapassar as barreiras de ser uma simples avenida. Ela tem o dom de conectar tradição, criatividade e emoção, que se conectam todos os anos para dar vida ao Maior Espetáculo da Terra: O Carnaval carioca. Projetada para ser a casa definitiva dos desfiles das Escolas de Samba, a Sapucaí reúne curiosidades pouco conhecidas e histórias marcantes que transformam cada desfile em um espetáculo inesquecível. Conheça alguns fatos e detalhes que ajudam a entender por que esse espaço é tão especial para cariocas, sambistas e visitantes do mundo inteiro.

A origem 

Antes de ganhar a forma que o mundo conhece hoje, a Passarela do Samba quase teve outro endereço. A proposta inicial era que os desfiles acontecessem na Av. Presidente Vargas, tradicional palco do Carnaval carioca até então. No entanto, o então vice-governador Darcy Ribeiro defendeu que a nova estrutura fosse construída na Av. Marquês de Sapucaí, nas proximidades da Praça Onze,  região considerada um dos grandes berços do nosso samba.

A escolha do local não foi simples e gerou debates, já que ali funcionava a fábrica de uma famosa marca de cerveja, o que exigiu negociações e adaptações antes do início das obras.

O projeto de Niemeyer e construção recorde 

Para transformar a ideia em realidade, o consagrado arquiteto Oscar Niemeyer foi convidado para tocar o projeto. Em 1983, ele apresentou o projeto do Sambódromo com um conceito inovador: criar um espaço que fosse, ao mesmo tempo, palco do Carnaval e equipamento público.

Alinhado às propostas educacionais e culturais da época,Niemeyer incluiu 115 salas de aula sob as arquibancadas dos setores 4, 5, 6, 7 e 9, reforçando o papel social da obra além da festa. Sua construção também entrou para a história pela velocidade. Em apenas 110 dias, cerca de 2,5 mil operários trabalharam intensamente para entregar a obra, inaugurada em março de 1984. O resultado é um projeto com características marcantes do estilo de Niemeyer: linhas modernas, estrutura simétrica e o uso do concreto como elemento principal.

O nome oficial do Sambódromo

Embora seja mundialmente conhecido como Sambódromo da Marquês de Sapucaí, o nome oficial é Passarela Professor Darcy Ribeiro, uma homenagem ao antropólogo e idealizador da mudança do local dos desfiles. A associação com a avenida, no entanto, foi tão forte que o nome popular acabou se tornando sinônimo do maior espetáculo da Terra.

Quem foi o Marquês de Sapucaí?

O nome da avenida desperta curiosidade, já que o personagem homenageado não tinha ligação direta com o Carnaval. Cândido José de Araújo Vianna, o Marquês de Sapucaí, nasceu em Nova Lima, Minas Gerais, e viveu durante o período imperial brasileiro. Formado pela Universidade de Coimbra, foi político, desembargador e educador. Atuou como professor de D. Pedro II e de suas irmãs, tornou-se tutor das filhas do imperador, foi ministro da Fazenda e presidiu o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil.

A Sapucaí hoje

Atualmente, o Sambódromo conta com 13 setores, praças de alimentação, sala de imprensa e estrutura preparada para grandes eventos. Durante o Carnaval, mais de 120 mil pessoas passaram pela Passarela do Samba para acompanhar os desfiles das escolas da Série Ouro, do Grupo Especial e das escolas mirins.

Cerimônia de Lavagem: fé e tradição 

Seguindo a tradição, a Lavagem da Sapucaí é um ritual de fé e purificação que marca o fim dos ensaios técnicos com a participação de baianas, mestres-salas, porta-bandeiras e diversos grupos religiosos, que caminham pela avenida com flores, ervas e defumadores para abrir os caminhos para o espetáculo, simbolizando a limpeza de energias e a união de todas as fés para abençoar o evento.

O Carnaval da Sapucaí em 2026

Está chegando o grande momento da Marquês de Sapucaí voltar a ser o centro das atenções do mundo do samba com uma programação intensa. Os desfiles da Série Ouro acontecem nos dias 13 e 14 de fevereiro. Já o Grupo Especial, principal vitrine do Carnaval carioca, entra na avenida em três noites consecutivas: 15, 16 e 17 de fevereiro.

Encerrando a festa, o tradicional Sábado das Campeãs, no dia 21 de fevereiro, reúne as seis escolas mais bem ranqueadas, que ganham o direito de desfilar novamente, celebrando o sucesso e a excelência do espetáculo.

PROGRAMAÇÃO DESFILES MIRINS

PROGRAMAÇÃO DESFILES MIRINS – SAPUCAÍ 2026

O Carnaval da Sapucaí também é espaço para a nova geração do samba! Em 2026, os Desfiles Mirins levam alegria, criatividade e muito talento para a Marquês de Sapucaí, reunindo crianças e jovens de diversas comunidades do Rio.

Ao todo, 20 escolas mirins participam da programação, com apresentações distribuídas entre os meses de janeiro e fevereiro, antes do Desfile das Campeãs. É o futuro do carnaval mostrando que a tradição segue mais viva do que nunca.

Programação Desfiles Mirins Sapucaí 2026:

Sábado (31/01) • 18h

  • Miúda da Cabuçu
  • Inocentes da Caprichosos
  • Império do Futuro 

Domingo (01/02) • 17h30

  • Golfinhos do Rio de Janeiro
  • Ainda Existem Crianças na Vila Kennedy – Vila Kennedy
  • Petizes da Penha 

Domingo (08/02) • 18h

  • Corações Unidos do CIEP
  • Nova Geração da Estácio de Sá 

Sexta-Feira (20/02) • 17h

  • Infantes do Lins
  • Herdeiros da Vila – Vila Isabel
  • Pimpolhos da Grande Rio
  • Tijuquinha do Borel – Unidos da Tijuca
  • Estrelinha da Mocidade
  • Mangueira do Amanhã – Mangueira
  • Aprendizes do Salgueiro
  • Sonho do Beija-Flor
  • Filhos da Águia
  • Crias da Imperatriz – Imperatriz Leopoldinense
  • Netinhos do Tuiuti
  • Virando Esperança – Viradouro

Saiba mais em: Desfiles Mirins 2026: nova geração do Carnaval desfila na Sapucaí com programação especial

Acompanhe todas as informações sobre Carnaval no site riotur.rio.

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Conheça os sambas-enredo da Série Bronze do Carnaval 2026

Nos dias 20 e 21 de fevereiro, a Intendente Magalhães volta a ser palco da pluralidade do Carnaval carioca com os sambas-enredo da Série Bronze. É nesse chão democrático que, assim como na Série Prata, vão se encontrar Escolas tradicionais, carregadas de história e novas Agremiações, que chegam com muita vontade de marcar seu nome na folia.

A seguir, confira os sambas-enredo das agremiações que desfilam nesses dois dias e prepare-se para viver mais um capítulo da maior manifestação cultural do país:

Concentra Imperial 

A Escola de Santa Cruz inicia os desfiles da Série Bronze prestando reverências a Rosa Magalhães. Com o enredo “Nem toda rosa é vermelha, das espécies surge a Magalhães”, a Concentra promete celebrar a sensibilidade artística e o legado da carnavalesca, que encantou gerações.

Autores: Glauco Leão, Bebetinho, Douglas Ramos, Nito de Souza, Naval, Marquinhos Beija-Flor, Júlio Assis.

Bum bum paticumbum prugurundum
Sua obra é um legado que o samba aplaudiu
Dos livros extraiu sabedoria
Sua arte é poesia com um toque genial
Tribos tupinambás e tabajeres vão passar
Mas vale um jegue que um camelo a derrubar
Brasil mostra sua cara e raiz, or not Tupy
Quem te descobriu foi o seu Cabral
Desceu o suco na pancada do ganzá

Vem brincar nesse trem, au revoir Napoleão
Na Rua do Ouvidor, delirante confusão (bis)
A festa é pra gente, Marques na Sapucaí
Para o caldeirão ferver, o concentra é o ti-ti-ti

Na Vila, mostrou o celeiro pro mundo
E fez um arraiá pra lá de bom
Por muitas vezes, uma rosa premiada
Balançou arquibancada e deu o tom
Um cenário ideal nasceu
No Maraca a festa brilhou
A união dos esportes, selando a paz mundial
Eternizando o encerramento magistral

Ê saudade que dói no fundo do peito (bis)
E quem dera um dia no tempo voltar

Agradecer aos mestres com carinho
Concentra Imperial resgata o caminho (bis)
De Rosa Magalhães, eterno ensinamento
Pra vida, inspiração e sentimento

Acadêmicos do Recreio

Com o enredo “Nosso Lar Aiyê dos Orixás: Terreiro de Nossa Gente”, a Escola da Zona Sudoeste promete enaltecer o nosso lar como um espaço sagrado de culto, resistência e morada. A Agremiação promete se transformar em um terreiro de luz e fé, onde o Aiyê (a Terra) é a morada sagrada dos nossos Orixás e o berço da nossa comunidade.

Autores: Jeferson Rodrigues, Marquinhos Índio, Gilson Bernini e Gilsinho da Vila

Cenário encantado de axé
O portal da minha fé, o ayê dos orixás
Terreiro de umbanda e candomblé
Memória viva dos meus ancestrais
Chegou o povo cigano
Tem festa à luz do luar
Em cada palma da mão… destino
Fogueira, pé na areia à beira-mar
Ao som dos violinos
A roda de oborós e iabás
É canto e reza, caridade, amor e paz

Minha Praia da Macumba
Um presente do sagrado
Um balaio de riquezas
Êta solo abençoado
A energia que envolve o meu quintal
Virou enredo nesse Carnaval

Ogã, firma ponto no tambor
Ialorixá mandou
Bota a gira pra girar
Laroyê Exu, mojubá
A malandragem tá na ginga do meu samba
Filho de pemba também vai pagodear
No fim do ano, quando o céu clareia
Tem oferendas que a maré sabe levar
Esporte, cultura, lazer, prazer
Motivos pra me orgulhar… meu lugar
A brisa sopra musicalidade
Lá vou eu nas ondas da felicidade

Kabecilê Xangô, meu padroeiro
Alumia o nosso lar, salve o povo macumbeiro
Yemanjá, peço proteção
Vai, meu Recreio, nesse mar de emoção

Rosa de Ouro

O legado de Candeia vai ser levado para a Avenida pela Rosa de Ouro. Com o enredo “Deixe-me ir: Rosa de Ouro canta Candeia: A Luz que Iluminou o Samba!”, a Escola homenageia seus 90 anos, cortejando de reverência à sua trajetória, às suas letras combativas e poéticas, ao seu amor incondicional pela negritude, pela cultura popular e pelo carnaval verdadeiro.

Autores: Victor Rangel, Dinho PQD, Marcelo Vieira, Diego Gaúcho, Edson de Jesus e Léo Castro.

É povo preto, é mandinga e fundamento
O real assentamento traz a luz de orixá
Que guia, orienta e dá caminho
Nunca vai deixar sozinho, é a força pra lutar
O negro em dia de graça, o axé que não passa
A esperança que não vai ter fim
Arte iluminada por Candeia
A estrela que anseia o futuro no sopro do benjoim

Partideiro, sua rima me conduz
O seu verso vem das bandas de Oswaldo Cruz
O retinto carioca se vestiu de azul e branco
Trouxe a águia da Portela e seu eterno manto

É resistência, alma livre pra cantar
Sob a luz do luar… exalou favela
Cultura enraizada no saber
Muito fez por merecer, mostrou sua diretriz
Quilombo é raça, raiz
Acordes que brotam do chão
O canto é um elo das três raças
A fuga dos nossos ais
Sua história assim se faz
O legado é alma do Carnaval

A nossa escola de samba é ouro
É rosa que faz o povo cantar
Meu partido é o samba na veia, tem sobrenome Candeia
Chama que jamais se apagará

Império de Brás de Pina

Com o enredo “Nas Asas do Gavião, o Violão – Alma Musical do Brasil”, a Agremiação da Zona Norte promete embarcar a Intendente em viagem mágica pela história da música brasileira, tendo o violão como fio condutor que costura ritmos, emoções e histórias de norte a sul do país. 

Autores: Adriano Amaral, Luh Andrade, Clara Vidal, Felipe Lima, Jorginho Anhangá Ney Mesquita. 

Veio de além-mar
Na travessia, um lamento em segredo
Feito de notas e pranto tecido
Cordas caladas em meio ao degredo
Ao aportar no chão, soprou liberdade
Festejando com os índios, nasceu identidade
Na voz do repente cortando sertão
Florescem poesias no xote, baião
Violeiros, sertanejo a cantar
Um novo som está no ar

Na Lapa, a lua sorri seresteira
Entre as varandas da gafieira
A bossa que embala um chorinho do bom
Nas cordas do meu violão

Vem nos meus acordes viajar
Por melodias de tantas canções
Uma congada de cores no frevo das multidões
Grandes festivais, liberdade e esperança
Caminhando contra o vento
A Tropicália é lembrança
O rap é a luta desse meu país
No funk a favela só quer ser feliz
E o samba é a voz que não cala, é minha raiz
Vem ver meu Gavião tocar sua viola
E fazer valer a história
Pro meu Império ser campeão

Violão e a canção brasileira
Mistura perfeita desse meu país
Brás de Pina, a tua bandeira
Paixão verdadeira de um povo feliz

Sereno de Campo Grande

Em comemorações de seus 30 anos, a Sereno vai mergulhar nas sombras da desigualdade para trazer à luz aquilo que é silenciado através do enredo “Com o Olhar de Coruja, Enxergamos Além da Escuridão”. O desfile também vai celebrar a resiliência e a cultura que pulsa mesmo em meio ao caos e da esperança que insiste em florescer. 

Autores: Jaci Campo Grande, Sergio Alan, André Baiacu, Fabio Rodrigues, Laio Lopes, Marcelinho do Cavaco, Reinaldo Chevett, Almir Chega Junto, Renato Duarte e Ricardo Castellar “Cabelo”

Além da escuridão
Uma luz que encanta e fascina
Contra os muros da opressão
Vou em outra direção, proteger a vida
O rio escasso lamenta
Paira no céu o ar poluído
Nas matas resiste a esperança
Por que não acreditar
Exaurido o planeta, que futuro haverá?

Campos de guerra expõem a contradição
Riqueza demais em poucas mãos
Ante a ganância voraz
Canto em favor da paz
Enfrento toda forma de exclusão

Respeito a fé, origem e cor
Sou a coruja espalhando o amor
Represento o saber
O estudo ajuda a vencer
Reflete no meu pavilhão
A “garra” de ser campeã
O samba fortalece a minha paixão (superação)
Reciclando sonhos
A festa não pode parar
Brilham as “bodas de pérola”
No meu olhar

Sublime inspiração
Quantas histórias no coração
Em noite de esplendor, um voo pleno
Nos 30 anos do Sereno

Leão de Quintino

Com o título “O Reino que o Samba Sonhou!”, a Agremiação de Quintino promete emocionar o público com um defile  onde a fantasia, a cultura e a alegria do povo formam os pilares de um império popular. 

Autores: Marcelo Lepiane, Lico Monteiro, Marquinhos Beija flor, Júlio Assis, Flavinho Avellar, Ricardo Simpatia, Jonas Marques ,Tim Maia, Marcelo Mineiro, Julio Cesar Freid’Sil, Laura Romero, Binho Teixeira, Waltinho Xavier.

Era uma vez
Um reino onde a fé não descansa
Lugar de coragem e luta
Suor e labuta e um fio de esperança
Sob a luz dos guardiões da avenida
Magia, herança ancestral
Metamorfose é transformação
No show da vida à criação

No faz de contas vou bordando a fantasia
Com euforia,  entalhando a ilusão
A obra prima do artista em poesia
Vai empolgando  a multidão 

Sopra a brisa e anuncia
Festejo nesse reino de emoções
Trovadores batucadas
O cortejo faz pulsar os corações
E pra embalar
O Carnasamba contagia
Baluartes, gente bamba
Tem nobre no samba
Os reis da folia
Os nobres do samba
No reinado da folia

 Abre o portal da alegria
Leão de Quintino chegou
O sonho Encantado do povo que Brilha
No reino que o samba sonhou

Flor da Mina do Andaraí

Com o enredo “Tereza de Benguela – A escrava que virou rainha”, a agremiação vai contar o legado inspirador de Tereza de Benguela, uma mulher que rompeu as correntes da escravidão para se tornar líder do Quilombo do Quariterê, no Mato Grosso, desafiando o sistema escravocrata e construindo uma comunidade autônoma, plural e resistente.

Autores: Jorge do Batuke, Fred Lima, Lucas Alves, Márcio Carvalho, Ayr Júnior, Claudinho Oliveira e Araguaci

Oh! Tereza!
A roda do tempo girou,
Mas ninguém te esquece.
És filha de Angola?
Ao luar permanece…
Tua alma guerreira, que jamais se apagou.
Odoyá… no balanço do mar
Liberta as correntes,
Quilombola, heroína, é chama ardente!
Benguela, nome que eternizou.
Foi na fé em Deus!
Foi na fé em Deus!
Brava luta contra o opressor
Igualdade ainda não chegou?
De caboclo à mulato,
A essência é o amor!

Êêê… negra rainha…
Que na força de Nzâmbi
Não se entregou! Oh, Senhor!
Do Quariterê, a eterna herança.
A liberdade não raiou.

Resistência é a força que se cria,
Nosso canto tanto ensina,
O seu sangue germinou,
Linda semente…
Que hoje é a estrela guia,
Sua luz nos irradia…
Coragem, povo vencedor!

Ôôôôô, canta Flor da Mina!
Preta é a voz do morro!
Que ecoa na avenida!

Unidos de Cosmos

Para essa temporada, a Unidos de Cosmos propõe um mergulho profundo na ancestralidade, exaltando a força espiritual, a sabedoria dos povos originários e o elo sagrado que nos une à natureza. Com o enredo “AHAMA – É preciso resgatar para existir“,  a escola promete um desfile de fé, memória e consciência, celebrando o reencontro com nossas origens e o despertar para o que realmente nos mantém vivos.

Autores: Lúcio Naval, Diego Nicolau, Igor Pagodinho, Márcio Silva, Júnior Diniz e William Picote

Sou eu curumim que carrega no sangue a terra
O filho ancestral de um país ancião
O elo entre homens e animais
O som dos pajés em seus rituais
Evoco a resistência nesse chão
A alma de Sepé Tiaraju
A força de Tamoios, Cariris
A luz em dois de Julho
Por todos os “Brasis”

O grito que ecoa é brado de resistência
A quem entoa contra nossa existência
Ergo a voz pra lutar, defender nosso chão
Agbaye, Deus Tupã! Salvação!

Rio acima, a mata é dos encantados
Na defesa do Eldorado
Da beleza de cunhã
Onde a lua se admira
Na contenda Curupira
Entidade guardiã
Meu Brasil Urucum
Coração de mulher
Grito de resistência
Testemunho de fé
Canta todo o povo da floresta, vem ver
É festa até o dia amanhecer

Auê Auê quando o som do tambor bater
A magia acontecer
É Cosmos a desfilar,
Aldeia Brasil rumo a vitória
Escreve o nome do teu povo na história

União Cruzmaltina

O legado de Miguel Camisa Preta vai ser o tema central da União Cruzmaltina para o desfile deste dia. Com o enredo “A parábola de Miguel – O Homem da Camisa Preta”, a Agremiação celebra a trajetória de um personagem forjado na rua, na astúcia, na coragem e no código próprio de quem nunca aceitou ser menor que seu destino. 

Autores: Samir Trindade, Renne Blum, Herval Neto, Jonathan Silva e Daniel Paixão

Carioca atrevido,
Capoeira temido…
Vem, Malandro Miguel!
Liderança de rua,
Forjado de astúcia,
Malícia de mel!!!
Muitas amou, também por muitas foi amado.
Pegada firme de um malandro posturado.
Viveu a vida defendendo e atacando…
Na madrugada, de mãos dadas com o profano.
Mas Capoeira se esqueceu, que não sabia desviar de bala.
No gatilho, a covardia:
Faleceu Camisa Preta
E a Capital decretou luto na Lapa!

Vem, abre a roda e vem jogar!
Malandro bom, não pode confiar nos outros.
Mas o que pareceu ser mal
Deu vida a um imortal:
Camisa Preta, campeão do Carnaval! (2x)

Ogunhê, Patacori!
Epa Hey, Iansã Balé!
Do outro lado, ele assumiu
A malandragem com seu Zé.
Pra uns, é Miguelinho do Morro ou Miguelzinho.
Fuma, bebe, brinca e ri,
Mas não é de brincadeira!
Pros amigos tem cerveja e petisco;
Pros inimigos, tem caixão e vela preta!
Quem lhe demanda, eu admiro a ousadia.
O seu feitiço passou longe de pegar!
Camisa Preta frita peixe em água fria.
E aqui, na Cruzmaltina, faz macumba voltar!

Na porta de um cabaré,
Eu vi caído quem jurou de me matar.
Não deu nem tempo de saber quem é,
Porque Miguel chegou bem antes de eu chegar! (2x)

Alegria de Copacabana

Fechando a primeira noite, a Alegria de Copacabana vai levar o enredo “Tranca-Rua”, que promete abordar as tradições de fé, resistência e mistério, com a saudação “Laroyê” para abrir os caminhos.

Autores:Márcio André, Rafael Prates, Daniel Katar, Mingauzinho, Nando do Cavaco, André Filosofia, Grassano e V.Tomageski 

Ogum… Ogunhê
Chama a gira…
Pro Seu Capa Preta e cartola
Pra conduzir meu caminhar
Rumo a vitória!
É no toque da macumba
Que me livro da quizumba
Exu das Almas, saravá!
Mar de dendê, marafo, alafiá
É festa de Umbanda
Pra vencer demanda

O sino da igrejinha faz belém-blém-blom
O sino da igrejinha faz belém-blém-blom
Meu povo pisa forte neste chão
E firma o ponto batendo na palma da mão 

Ô luar, ô luar…
Sobre as sete encruzilhadas
Embaré vem gargalhar
Ô luar, ô luar…
A falange está formada
O xirê vai começar!
Dos humildes, defensor
Tenho fé no axé do protetor
Seu Tranca-Rua vai cortar todo esse mal
Abençoa a minha escola
Vem guiar meu carnaval

Laroyê Exu e Mojubá
Clareia clareia
Abre os caminhos Alegria vai passar
Levantar poeira

Caprichosos de Pilares

Abrindo a segunda noite de desfiles, a Caprichosos levará o enredo “Que valha a nossa voz”. A voz preta será exaltada através de ritmos, nomes e canções singulares que se destacam no Brasil. O protagonismo preto através da música, dita para a Caprichosos um cenário sócio musical, onde o som conclama ideologias, verdades e a realidade cultural de jovens e artistas.

Autores: Alexandre Reis, Victor Rangel, Giuliano Paim, Dinny da Vila, Jonathan Tenório, Gigi da Estiva, Zé Mauro, Herval Neto e Lodi

Solta a voz chegou pilares
E nos bailes da Pesada o DJ comanda o som
É Black Power resistência não espera
É fusão que reverbera um tremendo batidão
Olhos coloridos de uma menina
Preta melodia é Brasilidade
Empoderamento na cultura popular
O show vai começar

Grafitando letras racionais
Minha Arte não vai tombar jamais
O meu charme é curtir um funk
Um anda bonito e outra elegante 

Afro Brasileiro gosta de mistura
Ritmo empolgante toque todo seu
Na modernidade alma de terreiro
A baianidade nunca se perdeu
O som do negro é universal
Faz no carnaval a maior a maior festa popular
Caprichosamente um Grammy pra te coroar
É Deus quem aponta a estrela
Que tem que brilhar

Um sorriso negro é favela
Braço forte que não cansa sentinela
Dos sambas de Ciata aos pagodes
De Arlindo o nosso tambor te leva ao infinito

Unidos de Vila Rica

“O Poeta do Sertão: João do Vale” será a homenagem da Villa Rica ao mestre da música popular brasileira, um ícone da cultura nordestina que transformou as adversidades do sertão em poesia e resistência. Com um enredo que nos leva do coração do Maranhão até o palco do Brasil, celebramos a vida e a obra de João do Vale.. 

Autores: Pato Roco, Renne Barbosa, Henrique Santos, Herval Neto, Piter Luiz, Evanildo Paranhos, Nelsinho Marcolino, Ismael Peçanha. Participações Especiais: Bia Teixeira & Santos Consultor Imobiliário

Do ventre da terra vermelha
No “Lago da Onça” nascia
O mensageiro da esperança
Lavrando a fibra da família
Na sua enxada, a poesia
As cicatrizes traziam a dor
Pé na estrada, uma nova jornada
O “aço” do Nordeste despontou

No toque do “tambor de crioula”
Renasce a valentia, maracá
Ê, Bumba Meu Boi, brilha São Luís
Seu reduto de magia

Rasgando o céu da imensidão
Contra a opressão
Um “carcará” que voou
Pra desarmar as mordaças
Desse país, “mundo cão”
João… artista nobre dessa mãe gentil
O povo todo aplaudiu
No “Zicartola” e no teatro “Opinião”
A luta, coragem, desbrava
De azul e amarelo, o morro te exalta
Do samba faço oração
Eternizado em nosso coração

Ele é o João da Villa Rica
De tantas vidas, de tantos amores
“Pisa na fulô” na gira do Maranhão
Canta forte, “o poeta do sertão”

Boi da Ilha do Governador

Terceira escola a desfilar no sábado, a Boi da Ilha vai reeditar um dos maiores carnavais de sua história: “Orun-Ayê”, de 2001. O enredo narra a criação do mundo a partir de uma lenda africana de origem nagô. 

Autores: Aloisio Villar, Clodoaldo Silva, Paulo Travassos e Silvana Da Ilha

Vem do Orun
A ordem do Divino Criador
Para ser criada a Terra
E viver em paz, sem guerra
Olorun abençoou
Oxalá, orixá de confiança
Cai na sede da vingança
Não cumpriu sua missão
Exu, que é o bem e a maldade
Usa sua ambiguidade
Faz mudar a direção

Odudua, vá falar com Orunmilá
Consulte o oráculo de Ifá
Não se esqueça da oferenda (bis)
Não tenha vaidade
A nossa força vem da humildade

Vejo os meus filhos em seu caminhar
Elementos irão se formar
Nasce a vida do ventre de Ayê
É nagô, essa beleza é você, nagô
Que mostra um mundo de esplendor

Em uma linda história de amor
Hoje eu peço paz, saúde e felicidade
Brindaremos ao futuro nesse dia (bis)
Faça sua festa com o Boi da Ilha

Imperadores Rubro Negros

A rubro-negra vem o enredo “Nigredo e Rubedo: Alquimia em preto e vermelho”, onde exaltará a prática mística que floresceu durante a Idade Média reunindo arte, ciência e magia, a Alquimia. 

Autores: Marquinho Beija-flor, Valtinho Rubro-Negro, Raphael Gravino, Mateus Pranto, Gabriel Simões e Sérgio Renan

Sou na vida um alquimista
E mergulho na magia
Atravesso as dimensões
Guardo a sabedoria
Manipulo a poesia
Pra buscar transmutações
Decifrar a pedra filosofal
E conquistar o domínio elemental
A química perfeita descobrir
Com os quatro elementos evoluir
O samba é o verdadeiro elixir!

Tem ciência na regência da bateria
Misturei surdo e repique, destilando alegria
Sou o mestre da cadência, eis a minha descoberta
A nossa bossa é veneno na dose certa!

Quem sou eu no universo?
Um grão de areia na imensidão?
Tenho o dom da ousadia
Reinvento a criação
E no “cadinho” dos florais
Conduzo os anseios medicinais
Paixão rubro-negra!
Meu preto e vermelho, o futuro é agora!
Sobre a tábua sagrada
Risco a fórmula que forja a vitória!
Eis a pedra filosofal do samba
Alquimia de gente bamba

Do bronze à prata, a minha missão
Quem sabe ser ouro, a consagração
Imperadores, amor real é por ti
Te amar é o segredo do meu existir

Unidos do Cabuçu

Com o enredo “A Saga dos Tupinambás a Guaranis – No Olhar do Tempo, Escute o Cheiro da Chuva na Aldeia Maricá Cabuçu”, a proposta da Agremiação é uma imersão poética e histórica nas raízes indígenas do Brasil, especialmente dos povos que habitaram a região de Maricá.

Autores: Gabriel Leal, Erick Marques, Davison Jaime, João Zanuncio, Fábio Brandão, China do Cavaco, Mariano Araújo, Antônio Neto, Jonatan Quintanilha

A grande vespa vai voar sobre a terra de Tupã
Iluminando o curumim
Raiz forte, o sagrado, chuva em solo abençoado
Do guerreiro guarani
Resistência, ideal de luta
Ninguém assusta o poder ancestral
Aprendemos a lição, preservar o nosso chão
Essência do meu povo original

Anawê oka anawê… nós temos brilho no olhar
Anawê oka anawê… coragem pra vencer

Ouço um apito na mata
“Cuspindo” fumaça
Progresso ou ilusão?
Tentaram moldar sua fé
Das mãos de José
Toquei maracá em oração
Na imensidão do mar
Ouro negro, Maricá
Das profundezas, luz de um novo dia
É a força tupinambá
Que faz tremer a avenida

Naurú kuéra auê, na pele urucum
Rufem os tambores aqui na Cabuçu
A estrela azul vai brilhar (vai brilhar)
Na imponência da aldeia Pariká!

Unidos da Vila Kennedy

A Unidos da Vila Kennedy vem para a Intendente falando sobre a CUFA. Com o enredo “O grito da Favela, CUFA, o Brasil que deu certo”, a Vila Kennedy celebra a história da Central Única das Favelas, nascida em Madureira e hoje reconhecida no mundo todo como voz da do povo preto que transforma dor em potência, exclusão em oportunidade e silêncio em voz.

Autores: Flavinho Bento, Fernando Professor, Claudinho Russo, Miolo, André Baiacu, Jailton Russo, Leo Gonçalves, Luciano Flauzino, De Paula e Leo Peres

Um grito ecoa na boca do povo
A CUFA é a alma de um mundo novo
A prova real do verso que diz
“Eu só quero é ser feliz” 

Despertou!
O sonho de uma nova alvorada
No vaivém dos becos e vielas
A gente vira o jogo na quebrada
A luta que virou revolução
Teu povo em multidão
Estende as mãos
Conduz a esperança no viver
Histórias pra contar e aprender
Florescem os direitos de igualdade
Felicidade… É saber viver

Sobe morro, desce morro
Entre festas e mazelas
Teu nome é Favela
Vê se tu pega a visão que mostra na tela
Só sabe é quem vive nela 

Nos acordes da canção
Batidão toca na praça
Nossa gente não se rende
É a voz que não se cala
Pra formar um cidadão
Favelado em Doutor
Salve a mãe guerreira que se dedicou
Vila!
Veja o clarão da liberdade
A chave da oportunidade
Resistir sempre valeu
Por todo gueto
Nas aldeias e quilombos
Nos Brasis dos nossos sonhos
A comunidade venceu!

Acadêmicos do Peixe

A Acadêmicos do Peixe levará à avenida o “O que que o meu samba tem…”, uma homenagem à maior manifestação da cultura popular brasileira, o Carnaval. O enredo propõe uma viagem no tempo, resgatando as origens da festa do povo, desde o entrudo e os blocos de sujo, passando pelos ranchos, cordões e pelas rodas de samba dos becos e vielas, até os grandes desfiles contemporâneos.

Autores: Serginho Rocco, Orlando Ambrósio, Telmo Augusto, Washington Motta, Gilmar L. Silva e Anderson dos Santos

Deixa essa magia me levar
Seu axé purificar, mãe baiana
Festa profana da elite à ralé
Minha escola diz no pé… evoé!
Sou mascarado, pierrô e colombina
Fantasia que fascina um eterno folião
Que esquece as mágoas pra viver essa ilusão
Bate bumbo, Zé Pereira faz zoeira na cidade
Porre de felicidade
Foi Deus Baco quem mandou

Deixa falar a vizinha faladeira
Que o samba na Praça Onze
Foi de levantar poeira
Raiou do couro do tambor a igualdade

Um clima de alegria que invade
Num sonho que parece não ter fim
Batuque que foi pelo mundo afora
Agora veja o que meu samba tem
É vermelho e branco
Um brilho, encanto que mais ninguém tem

Tá aí meu Carnaval, passado no presente
É o nosso peixe sacudindo a Intendente
Vamos fazer história
Em busca da vitória

Novo Império

Com o tema  “No canto sagrado dos pajés e curandeiros: A cura que brota da floresta”, a Escola de Samba promete levantar seu pavilhão para cantar a força ancestral da mata. Entre o gorjear dos pássaros e o dançar das árvores ao som das cascatas, surge a magia que perfuma a vida com cheiro de beijoim. As energias de Ossain e Aroni, num bailado místico, convidam a todos para um banho de fé e renovação.

Autores: Chicão do Cavaco, Fagudinho, Rogério Máximo, Cidinho Pernambucano, Madalena, Silvana Aleixo, Jorge Feijão. 

Com as bênçãos dos pajés e curandeiros
Pássaros gorjeiam nas matas
Árvores dançando no bailar das cascatas
Começa o sassayin
Curando feridas, perfumando a vida
Com cheiro de benjoim
Eiyê voou, ô ô ô!
Aroni pulou, numa perna só
Ó Senhor das folhas,
Guiai as escolhas, tenha dó!

Vovô ensinou! Banho de abô
A bengala do velho quebra mandinga
Se junta caboclo, okê, arô!
Curandeiro da antiga

A floresta guarda o segredo
Finda o medo, Senhor Rei da magia
Macera as ervas
Elimina a epidemia
Com plantas medicinais
Dos nossos ancestrais
Vai meu samba exalar o aroma
Das flores, curar os dissabores
Sementes para a vida florescer
A Novo Império traz do ventre do Ayê…
Saravá! Atotô, Obaluaiê!

Okê, okê! Okê, arô! Oxóssi é caçador
O guardião e rei das matas
Peço licença, ó Juremá!
Abre os caminhos pra minha escola passar
Cabocla, filha de Tupinambá!

Mocidade Vicentina 

As festas de São João vão ser o tema central da Mocidade Vicentina. Em “Anavantur, Anarriê! Vem com a Mocidade dançar quadrilha, que o samba hoje é balancê!”, a Escola de Vicente de Carvalho promete apresentar a festa que, assim como carnaval, tem um propósito: celebrar o povo brasileiro!

Autores: Alexandre Guerra de Minas Arthur Franco, Custódio, Eliezer Rosa Meia Noite, Fábio Henrique, Fernando Silva, Joca Amaral, Luiz Carlos D’Almeida, e Mário Gomes 

Merci beaucoup nasci na França
Cheguei ao Rio, pelas mãos de Portugal
Do luxo a simplicidade
Birei cultura popular …
Ulalá
Hoje sou quadrilha, sou brincante
A pegada fascinante, faz o povo delirar
Olha a cobra! É mentira!
Abre a roda que o Arraiá vai começar!

Pula a fogueira, viva São João
Festa na roça ou no salão
O povo do samba no seu balancê
A Intendente vai estremecer 

As bandeirinhas, enfeitando o cenário
Em casamentos que o padre consagrou
Semeei a terra, plantei a esperança
Pra colheita perfeita, que São Pedro abençoou
Sorriso franco dessa gente brasileira
Que dança, canta e se sente mais feliz
Entrelacei minha raiz e transformei
O caipira na avenida hoje é rei
Na trajetória encontrei desigualdade
Ergui a voz nos preconceitos sociais
Nos templos há fé e a bonança
Entre a chita e a organza
Os valores são iguais
No chão de estrelas onde a minha escola brilha
Tem sambista na Quadrilha
Eita sô trem bão demais

Anarriê, anarriê, anavantur na Mocidade
Quero ver tu remexer
Anarriê, anarriê, do passista ao quadrilheiro
Hoje o couro vai comer!!!

Unidos da Barra da Tijuca

A Escola de Samba da Zona Sudoeste fecha os trabalhos na Intendente com o enredo “Enquanto Houver Sonho Há Esperança”, onde a escola vai explorar o mundo dos sonhos e subconsciente, através da metáfora de um cérebro com engrenagens, simbolizando a materialização de desejos, como estabilidade e sorte. 

Autores:Marcus Teles, Samir Trindade, Noca Neto, Clarissa Minardi , Marcelo Belo ,Wagner Guerra, Victor Rangel, Alexandre Reis, Marcão Lodi, Alesxandre Junior, Rodrigo Ferraz, Herval Neto, Renne ,Barbosa, PH Ubaldino, Pedro Moledo e Eduardo Lobão

No céu, um clarão
Os anjos vêm anunciar
Um novo sonho a surgir
Iluminando meu pavilhão
Do amor eu nasci
Vi na ciência evolução
Inspirações pra despertar
Há esperança no ar

No poder da mente, a criação
Mistérios, magias da imaginação
Onde tudo pode, a gente alcança
Nossos sonhos de criança

Na busca da felicidade
Carrego no peito a esperança
Nem toda riqueza traz alegria
O pesadelo vem da noite pro dia
Eu vou, com força e coragem pra resistir
Inspiro um novo tempo que vai reluzir
Nessa comunidade
Guerreira
“Sonhando acordado” até de manhã
Com o brilho nos olhos pra ser campeão!

Clareou na força do afã
Traz nessa avenida um novo amanhã
O sonho é nosso e vamos à luta
Unidos da Barra da Tijuca