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Conheça os sambas-enredo da Série Prata do Carnaval 2026

A Série Prata do Carnaval 2026 promete emocionar o público com sambas-enredo que vão ecoar pela Intendente Magalhães nos dias 15 e 16 de fevereiro. Com entrada gratuita e acesso aberto a todos, os desfiles reafirmam o caráter democrático do Carnaval carioca, com moradores, foliões e visitantes a vivenciar de perto a força criativa das Escolas de Samba.

A seguir, confira os sambas-enredo das agremiações que desfilam na Série Prata do Carnaval Rio 2026 e prepare-se para viver mais um capítulo da maior manifestação cultural do país:

Mocidade Unida do Santa Marta 

A Agremiação de Botafogo abre os trabalhos na Intendente Magalhães com o enredo “Samba é a minha cachaça”, uma celebração da bebida símbolo da cultura popular brasileira e da figura do malandro, encerrando uma trilogia que reflete sobre a vida, suas contradições, afetos e resistências.

Autores: Dalton Batista da Cunha; Renan Uccelli Guedes Ferreira; Daniel Tavares Guimarães; Thales Henriques da Mata Nunes Ferreira; Hugo de Oliveira; Carlos José Nogueira; Breno Medeiros Adão; Enzo Mello Barroso Menucci.

Ó santa no engenho, injustiçada
Água ardente nos tambores da senzala
Abençoada no meu coração
Que destila riquezas, fermenta revoltas da nação
“Marvada” que beija a boca
Deixa minha língua solta
E a verdade no ar
Protege dessa gente sem noção
Queima a goela do alemão
Que de nós, quer te roubar

Essa caninha, morena ou branquinha
Faz meu corpo esquentar
Se subir para a cabeça, vem e tira meu juízo
Sem o samba atravessar

Nasceu mais um, desce mais uma
A vida é festa, bebo até no gurifim
E no botequim, a danada está no altar
Nessa “batida” bebo até o sol raiar
Chora, “pinga” a lágrima de dor
Fiel é a cachaça, meu verdadeiro amor
Otim, deste lado da encruza
É a “pura” coragem da comunidade
Sagrada manguaça, nada vai nos derrubar

Vem Santa Marta, num gole pra festejar
Samba é minha cachaça, bebe pinga e vem sambar
Samba é minha cachaça, bebe pinga e vem sambar

Arrastão de Cascadura 

Segunda escola a desfilar no domingo, a Agremiação da Zona Norte do Rio levará o enredo “Cascadura se diverte nas culturas populares do Nordeste“, explorando as belezas, tradições e fé nordestinas, com lançamento do samba-enredo e figurinos já em andamento, prometendo muita alegria e identidade na Avenida, destacando elementos como Candomblé, Senhor do Bonfim e Filhos de Gandi.

Autores: Franco Cava, Leonardo Bessa, Lucas Thierry e Marquinhos Silva

Ah…meu Nordeste
Recanto do amor
Arrastando o povo… eu vou
São nove estrelas no céu da paixão
um mar de alegria invade o sertão

Se avexe não
Se achegue mais
Pro lado mais bonito do meu Brasil
Cabra da peste, lamparina, lampião
Alumia o meu chão
Mandacaru no agreste floriu
Pano da costa bordado de mar
Bato cabeça e peço licença no Gantois
Senhor do Bomfim guie essa jornada
Nessa terra abençoada
Na força dos Orixás

Desce a ladeira…Frevança
Em Pernambuco, Maracatu, canto e dança
Pula fogueira, Capelinha de melão
É lá na Paraíba o maior São João

E a beleza de Iracema
Se faz poema no meu Ceará
Em Juazeiro, Padim Ciço milagreiro
Sou romeiro de joelhos à rezar
Folguedos, Reisado me encantam
Vaquejada e o Boi Bumbá
Toca o Tambor de Mina
Dança menina no Maranhão
E num repente no altar desse terreiro
Vejo tremular divino o meu pavilhão

Tubarão de Mesquita

Terceira escola a desfilar no domingo, a Tubarão vem com o enredo “Berta Ribeiro: da Praça Onze ao Coração da Floresta”, que conta a história de quem dedicou a vida à valorização da cultura, da arte e do conhecimento popular. A agremiação de Mesquita vai abordar suas raízes culturais, sua trajetória e suas contribuições para a sociedade.

Autores: Sérgio Fonseca e Tom Tom

Desembarcou neste mundo, meu Deus,
Entre negros e judeus, quando ainda era criança.
Cresceu, mudou, foi morar na Pauliceia,
Porém não mudou de ideia nem perdeu a esperança.
Pela mão do casamento,
Achou alento, amor e paz.
Entre os nativos, sem tirar os pés do chão,
Decorou toda a lição dos saberes ancestrais.

Entre os Desana,
Mergulhou de peito aberto
E aprendeu que a alma humana
É bem maior vista de perto.

Antes, o mundo não existia:
Era um vazio existencial.
Depois que veio a tecnologia,
Não foi além do fogo e do metal.
Daí, então, veio a tecnoeconomia
De argila, pluma e palha natural.
Tudo se trança e, às vezes, dá um nó:
Tubarão, arte e ciência são uma coisa só.

Ave liberta!
Ave Berta! Viva a vida!
Salve o reino da floresta,
Hoje, em festa, na avenida!

Renascer de Jacarepaguá

A escola da Zona Sudoeste será a quarta a desfilar no domingo de folia. Para este ano, a Renascer promete estabelecer uma conexão entre a obra de Dante Alighieri e o dia a dia do povo brasileiro, que enfrenta seus próprios infernos cotidianos. O enredo “A Divina Comédia Brasileira” propõe atravessar os porões de uma nação profunda, convidando o público a mergulhar nessa jornada.

Autores: Cláudio Russo, Carlinhos do Cavaco, Julinho Cá e Jefinho do Amaral

Na selva imensidão,
Escuridão, concreto armado
A infância na contramão
Malabarista do sinal fechado
Desassossego, desemprego e opressão
Quem taxa a renda é a mordida do leão
A loba é mãe da exploração faminta vil
Como é que pode faltar o pão no Brasil!!!
Conheço as letras que vão me iluminar
Vou aprendendo para um dia ensinar

Tá no poder herói ou farsa
A esperança não venceu
Eu tenho medo desse mundo de trapaça
Vá pro inferno aquele que já se vendeu

Retorno à lida, é a vida afinal
Meu anjo me guia pra longe do mal
Nas ruas emprego informal
Saúde doente, manchete em jornal
Chego ao paraíso
Libertado pela educação
Quatro dias de festa me acabo
Ao povo o recado que há salvação

No país da ilusão é carnaval
Vai rolar um bafafá
A Renascer coloca a lenha na fogueira
Deixo a comédia brasileira me levar

União do Parque Curicica

A quinta agremiação a desfilar no domingo de folia é a União do Parque Curicica, que levará para a avenida a vida e a obra de Arlindo Oliveira, artista que transformou os desafios da mente em cores, formas e histórias .No enredo “As Viagens de Arlindo – Minha Loucura é Ser Artista”, a escola vai destacar o legado do artista e sua potência criativa.

Autores: Dudu Nobre, Victor Rangel, Dinho PQD, Jonathan Tenório, Renne Barbosa, Wagner Guerra, Herval Neto e Grassano

Meu bem, vim contar sua história,
Uma insana trajetória, fruto da imaginação.
A arte é vida, e a vida, um desatino,
Um sublime desafio,
Suburbana inspiração.
Viajar e reviver as emoções,
O afeto espanta o medo e liberta corações.
O menino desperta sob o manto do saber,
Estandarte de esperança em um novo amanhecer.

Um poema, um rosário,
Tudo vai se transformar.
O retrato mais bonito, aquarela multicor,
Revoada sem amarras que jamais se imaginou.

Toca o violão, a inclusão, sonho meu.
Entre oceanos e mandalas,
O amor não se perdeu.
Em Gaia, toda a sua criação,
Universo singular.
Arlindo, o seu legado não se apagará.
Ao som do bolero, uma paixão,
O Boi Diamante a eternizar.
Saúde mental, uma conquista:
Sua loucura é ser artista.

Na Colônia, o centenário é carnaval.
Nessa avenida, vi o sonho acontecer.
Bairro de loucos, você sabe onde fica:
Curicica.

Independente da Praça da Bandeira

A chegada dos povos negros à região Nordeste é o tema central da Independente da Praça da Bandeira, sexta escola a desfilar neste dia.. No enredo “Grande Sertão Negro”, a Agremiação de São João de Meriti promete abordar, com irreverência e força cultural, a história dos africanos que ajudaram a formar uma das regiões mais importantes do país.

Autores: Marquinhos Beija-Flor, Cláudio Russo, Raphael Gravino, Mateus Pranto, Gabriel Simões e Breno Santos Amaral

É preto o Nordeste do meu país,
Raiz da negritude se arraigou
Nos mocambos do sertão
E no porto de São Salvador.
Vem de Angola, Congo, Benin e Guiné.
Abará, acarajé,
O tempero da baiana
E o legado que forjou a nossa fé.
Tem magia, tem axé… é herança africana.

Negro bate tambor… kizomba!
Canto livre do quilombo é samba.
Ê, malê… aprendi que resistir
É honrar a luta de Mahin e de Zumbi.

O frevo ferve pelas ruas de Olinda,
Maracatu onde a nobreza preta é linda.
Bumba Meu Boi de Pai Francisco e Catirina,
A resistência africana nos ensina
E ecoa nas vozes do ijexá.
É jeje, é yorubá, é toque de afoxé.
Nordeste, a umbigada virou samba,
Yaôs e gente bamba,
Carnaval e candomblé.

No saveiro da Senhora, o presente vai pro mar.
No saveiro da Senhora: Odoyá, Yemanjá!
E a minha Praça da Bandeira sai do gueto
Pra saudar o povo preto: Inaê, Mojubá!

Chatuba de Mesquita

A trajetória de Benedita da Silva será o tema central da Chatuba de Mesquita neste Carnaval. Com o enredo “Benedita do Povo”, a escola da Baixada Fluminense, sétima a desfilar no domingo,  vai contar a história da primeira governadora negra do Brasil, ex-senadora e referência na luta por igualdade racial, justiça social e pelos direitos das mulheres.

Autores: Dudu Botelho, Leonardo Bessa, Franco Cava e Gabriel Chocolate

O Criador,
Do barro fez surgir a vida.
No ventre, o amor e a graça prometida,
Forjada por seus ancestrais,
Flor e essência da paz.
Enfrentou o preconceito,
Seguiu seu destino.
A cor da noite é luz que emana
Na pele retinta,
Nobre herança africana.

Segue a missão… vamos à luta!
É crença e fé de quem não se curva.

Cidade partida, ferida e feitor,
Fundou o Partido do Trabalhador.
Preta, favelada: sua identidade,
Orgulho de ser da comunidade.
No morro, o palanque,
Sua casa, seu altar.
Pelo povo eleita,
Nasceu pra governar.
Igualdade, justiça social,
Sem medo de ser feliz.
A voz que não cala contra a exploração:
Primeira negra senadora do país!

Fome Zero, cultura, educação,
Pelos mais humildes entregou seu coração.

É a força, é a raça, poder de mulher,
Guerreira bendita, Bené.
Chatuba é estrela no céu a brilhar,
A esperança de quem vive pra lutar.

Vizinha Faladeira

A saga da reconexão do homem com o mar será o eixo central do desfile da Vizinha Faladeira na Intendente Magalhães. Com o enredo “A Voz que Vem do Mar é Ancestral”, a Pioneira do Samba promete lançar um chamado urgente à reconexão com a natureza, honrando as tradições afro-brasileiras e reforçando a luta pela preservação do mar e da memória.

Autores: Regina, Luciano Fogaça, Orlando Junior, Cecília Cruz, Diego Nogueira, Osmar Fernandes, André Damázio, Claudinho e Julio Pagé

Anoiteceu, misterioso mar.
Na maré cheia, vamos embarcar.
Não ouvimos o clamor a ressoar,
Silêncio que prenuncia a jornada.
Como foi que a humanidade se perdeu?
Calaram a voz dos ancestrais.
Em águas turvas, segredos não mais.
Quem sabe dizer o preço da modernidade
Que sufoca os batuques desse chão,
Unindo a irmandade pra missão?

Vai, Sereia Faladeira,
Tuas raízes encontrar.
Segue firme a correnteza,
Custe o que custar.
Um grito de socorro ecoa em coro,
A esperança é porta-voz do teu cantar.

No vai e vem das ondas,
O cenário da destruição.
O lixo domina a imensidão
E já não se pode respirar.
Quem suja o mar não pode sambar.
Oh, mãe! A força das marés vai guiar.
Kianda, em teus braços não há o que temer.
Teu poder é ancestral,
Alerta a todo ser humano:
Faz do oceano palco do teu carnaval.

A Pioneira chegou sob a luz do luar,
Histórias pra contar.
Eis o sagrado festejado na areia,
Sambando na beira do mar: vem, Sereia!

Unidos de Lucas 

“O povo escreve sua história em um sublime pergaminho”. Com este samba-enredo, a Agremiação de Parada de Lucas revisita as principais revoltas sociais da história do Brasil, exaltando a luta popular como protagonista na construção de uma nação mais justa e igualitária. 

Autores: Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Charles Silva, Kaique Gigante, Lucas Martins, Guilherme Kauã, Jefferson Oliveira e João Vidal

É tempo, real liberdade
Aos originários que o Brasil esqueceu
O falso progresso e a desigualdade
Nasce tua ordem, e morre um filho meu
Sou muito mais que valor de mercado
E está gravado em minha história
Herança de Congo e Palmares
O sangue da luta ficou na memória
Pujança de crioula e de malês
É o grito liberto no peito
Derrubando o preconceito
Rebelando de uma vez

Mais um revel que veio do gueto
Impondo respeito pra se libertar
Teu decreto é ilusão, não foi fundamento
Negro luta, negro canta em movimento

Levanta nação!
Teu verbo vai no “front” contra a farda
Mentiras dessas cartas assinadas
Delírio que pregou o opressor
Pra resistir… Protesto contra o imperador
Meu Brasil… a sua pátria nunca se calou
Quem vive nas margens da sociedade
Enfrenta o chumbo da falsa doutrina
De punho cerrado, Diretas já!
Pra não se entregar a qualquer sina!

É a revolução, reparação da história
Deixar na memória um legado de luta
Meu povo vem mostrar o seu poder
É o Galo de Ouro, é Unidos de Lucas

Independentes de Olaria

A Agremiação da Zona Norte mergulha na trajetória de Jackson do Pandeiro, mestre da síncope, gênio da mistura e rei do ritmo brasileiro. Com o enredo “O Balanço do Cabra que Embolou o Som e, no Compasso da Mistura, Fez um Brasil Pandeiro”, a escola exalta a musicalidade que marca a obra do homenageado, destacando suas raízes, sua genialidade rítmica e o legado que atravessa gerações.

Autores: Cláudio Russo, Marquinhos Beija-Flor, Gabriel Simões, Mateus Pranto, Raphael Gravino e Leandro Vicente

Do som do silêncio se fez o remanso,
E o brejo querido entendeu que o balanço
Nasceu na criança de nome José.
Ciranda de flora, toada de fé.
E o coco brejeiro embala o menino,
Cantares da terra moldando o destino.
E nessas andanças, a vida é cordel;
No agito da feira, parece escarcéu.

Ê fuzuê, meia-noite na baderna,
É balancê, mexe braço, mexe perna.
É da moléstia, é da gota serena,
Olha que “a pisada é essa”,
Enlouquece a morena.

O rei do balanço fez mistura
E acendeu o dom.
O rei do balanço fez mistura:
Cachaça com bourbon.
Jack soul, Jack som,
Já que tudo está no tom.
Quero ouvir, quero ver
Se o coco vai ficar bom.
Encontra Miami e Copacabana,
O chiclete e a banana,
Capoeira “zum-zum-zum”.
“Se é samba que eles querem,
Eu dou, eu dou”,
Parado eu sei que não fica um!

Olaria é forró, forró de paraibano,
Traz o rei do pandeiro, remelexo insano!
Chame seu par, pegue ele pelo braço,
Só não pode dançar fora do compasso!

Tradição 

A apresentadora Gardênia Cavalcanti será o enredo da Tradição no Carnaval de 2026. Com “A Menina do Sertão que Virou Estrela de TV – Gardênia Cavalcanti”, a escola levará para a Avenida a história de uma mulher que desabrochou como uma flor no Sertão nordestino e hoje brilha como estrela da televisão brasileira.

Autores: Lico Monteiro, Leandro Thomas, João Perigo, Telmo Augusto, Gigi da Estiva, Filipe Zizou, João Neto, Rafael Gonçalves, Salgado Luz, Denis Moraes, Júlio César e Valtinho Botafogo

Voz-primavera, perfume de flor menina
Colhe o que a vida ensina, mas não nega a raiz
Nas linhas secas, no calor da incerteza
Nasce a flor da natureza
Chove a poesia em tantos Brasis
Como aprendeu com as Marias do sertão
Arte é inspiração pro sertanejo sonhar
E a fé que existe em seu interior
Joia de maior valor
Prece pra padroeira abençoar

Ê ê… Chegança
Feito dança desabrocha
A herança nordestina no pandeiro e no gonguê
Essência de mulher, sua história é um poema
Faz Santana do Ipanema, sua terra florescer! 

Sem tirar os pés do chão, bateu asas e voou
Se revelou a estrela da televisão
Por trás da tela, brilhou… Chegou a todo lugar
Em cada sonho, não deixou de acreditar
Fulô morena, a mais bela do jardim (bis)

Mulher… vem apresentar a sua história
Que inspira tantas flores na semente
Faz dessa vitória o seu bordão:
“Vem com a gente”, Tradição!

Chama a sanfona pra menina-flor
Voa meu Condor, vence a tempestade
De azul e branco mostra que é gigante
Vem coroar Gardênia Cavalcanti!

Lins Imperial

Para o Carnaval de 2026, a agremiação do Complexo do Lins encontra inspiração na água, elemento divino, símbolo de origem, memória e permanência através do enredo “Macacu – No caminho das águas cristalinas, reflete a alma da criação”. Em seu desenho geográfico natural, a água está registrada nos topónimos de duas comunidades do complexo: Cachoeira Grande e Cachoeirinha, estreitando a relação da Lins Imperial com esse elemento sagrado.

Autores: Paulo Cézar Feital, Marcelo Tricolor, Sidney Sá, João Neto, Telmo Augusto, Dinny da Vila, Argentina Caetano, Gilsinho da Vila e Ricardinho Professor

 É Deus quem traça o destino das águas,
Sob a luz do Cruzeiro do Sul.
Vem do seu pranto as lágrimas fartas,
Das fontes Quizangas de Macacu.
Na realeza de Oxóssi,
Os traços da natureza,
A lenda de uma história de amor.
Puris se abrigam na serra,
Os bantus, cultura e beleza,
Mitologia que vem de Olorum!

 A procissão e o som do ijexá
Fazem ecoar os rios e cachoeiras.
Povo de Oxum…
Ilê Axé Omin, Oração das benzedeiras.

 Com a bênção da Santíssima Trindade,
Imaculada reluzindo em seu altar,
Das águas cristalinas renascem flora e fauna,
Com o cantar dos sabiás e o imponente jequitibá.
Ventre que produz a fecundação,
Da terra gerando vida,
Traz alimentos e ervas que curam.
Ribeirinhos fazem o solo florescer:
As águas jamais podem adoecer!

 E neste carnaval eu vou te seduzir,
Divina fé, feito um ritual.
Vou mergulhar e me banhar de verde e rosa,
Lavar a alma com a Lins Imperial!

União de Jacarepaguá

A agremiação promete exaltar a relação sagrada do quiabo para as religiões de matriz africana. Com o título “Quingombô entre Dois Mundos!”, a escola vai narrar diferentes itans como o de Ogum, que venceu Obá, uma yabá (orixá feminina), após ela escorregar na baba do quiabo.

Autores: Victor Rangel, Alessandro Tiganá, Herval Neto, Wagner Guerra, Neném do Banjo, Renne Barbosa, Gigi da Estiva, Daniel Paixão, Alexandre Reis e Jonathan Tenório.

Quingombô, na raiz o fundamento,
Africano alimento que o mar atravessou.
Floresce a herança cultural de um povo ancestral,
Que vê justiça no machado de Xangô.
É proteção, é axé que cura a alma,
Oferenda que emana o poder dos orixás.
No meu ilê tenho tudo o que preciso:
Quem come quiabo não pega feitiço!

Erê, erê, erê, erá,
No xirê da ibejada
Hoje eu quero festejar.
Erê, erê, erê, erá,Salve Cosme e Damião,
Caruru pra celebrar.

Ô mãe baiana, faz fumaça no terreiro,
Traz a pitada do tempero brasileiro.
Apimentada culinária popular,
Uma delícia que encanta o paladar.
Prepara a famosa galinhada
Com quiabo e angu,
Sabor que se espalhou de norte a sul.
O banquete tá na mesa, quem vai querer?
Bota dendê, bota dendê!

Vem plantar a fé pra colher o axé,
Eu sou o fruto que desabrochou.
Na força do amalá,
Eu quero ver segurar
A União de Jacarepaguá!

Acadêmicos do Cubango

A Acadêmicos do Cubango propõe um desfile em que o sertão não é apenas paisagem, mas essência de vida. Com o enredo “O Menino Sonhador do Sertão”, a escola de Niterói promete apresentar um Brasil profundo, celebrando a criatividade, a espiritualidade e a força de um povo que não desiste nunca. 

Autores: Obson Ramos, Niu Souza, Vinícius Xavier, Thiago Meiners, Sergio Careca, Rafael Coutinho, Pequinho, Bobby Brown, Anderson Lemos, Manolo, Nego Vinny, Pará da Souza e Miltinho

De pé descalço vai a minha poesia,
Feito asa-branca, voa a imaginação.
Cada retalho, uma história… fantasia.
Mandacaru floresce no “aperreio” desse chão.
Os olhos brilham, nunca vi tanta beleza
Que inspira a cantoria de cordel.
Se “arrudeia”, “bate-coxa”, sobe a poeira,
Sob a estrela que “alumia” o menestrel.
Lá vem arte na boleia de um sonhador.
Ô, ô, ô, ô, ô, ô… venham ver! A alegria chegou!

Pingo de esperança, vento de bonança,
Pro “véio” sertanejo “vê chuvê” no sertão.
Na lida é vaqueiro, na vida violeiro,
Entoando a moda pra Bonita e Lampião.

Me fiz um rei no castelo de magia
E sonhei que a brincadeira ganha vida.
Quem carrega a fé não sente medo:
Meu “Padim”, vem me valer nesse festejo.
Mesmo na terra judiada e sofrida,
Nossa semente insiste em crescer.
No coração menino, sei que meu destino é vencer.

É mais que um sonho, é meu ideal:
Esse arraiá já virou carnaval.
Vou onde for, por seu verde e branco,
Cubango, eu te amo tanto!

Império da Tijuca 

A verde e branca do Morro da Formiga abre o segundo dia na Intendente prometendo um desfile carregado de fé, força e resistência com a releitura de um de seus enredos mais marcantes. “O Intrépido Santo Guerreiro” narra a saga do Santo que desafiou a opressão, enfrentou batalhas em nome da justiça e foi eternizado como protetor dos humildes e símbolo de resistência durante o período em que diocleciano, Imperador de Roma dominou a região da Capadócia.

Autor: Bola

Jorge era um bravo guerreiro
Que enfrentou batalhas sem nunca temer
E com o seu talento natural
Chega ao comando da guarda imperial
Roma que em tempos distantes
Punia os amantes da religião cristã
Via o soldado convertido
Apesar de perseguido, confirmar sua fé
Diocleciano, imperador romano
Ordenou a sua execução
Se espalhou o culto em sua devoção

Não chore alteza, não chore não
O cavaleiro matou o dragão
Santo guerreiro, de coração
Canta o Império em louvação

E ao chegar no Brasil
Com o sincretismo, no tempo da escravidão
Foi batizado de Ogum
É fogo, é ferro, é graça para cada um
Ele é que vence a demanda
Seja na Umbanda ou no Candomblé
Se hoje tem cavalhada
Amanhã tem congada pro santo de fé
Quem é fiel, é da guerra
É Corinthians na Terra e Jorge no céu

Eu te sinto pelo ar
Eu te vejo no luar
O Morro da Formiga em procissão
Faz a sua homenagem ao santo de devoção

Flamanguaça

A Flamanguaça lança seus olhares para uma das mais intrigantes e fascinantes práticas da humanidade. Com ‘Ecos de Sortilégios”,  a escola rubro-negra vai apresentar um tema que atravessa séculos, culturas, civilizações e continua a encantar as mentes de leitores, espectadores e criadores de narrativas em todo o mundo. 

Autores: Daniel Katar, Hudson Luiz, Márcio André, Turko e Rafa do Cavaco

Ecoa o batuque de lá
Oh mãe, África!
Soprou ventos ancestrais 
Guardiões nos rituais 
Raízes mágicas Nkisi …
Muthi proteção 
Aos voduns exaltação 
Sangoma e seus mistérios
Amuleto tem poder 
No Ifá o meu destino o encanto do saber 

O brilho de Isis, a feiticeira
Senhora de Heka, faceira
É oferenda, crença ancestral
Um elo sagrado sobrenatural 

Sobe a fumaça no templo das sacerdotisas 
Num céu de estrelas
A luz dos alquimistas 
Tem bruxaria tem… magia nesse caldeirão
O mantra hindu é fé e devoção 
É curandeiro ê pajelança feitiço e cura
Ê curandeiro ê na dança do sol e da lua
Reza pra benzer o meu terreiro
Com seu axé rubro negro 

Sou o canto da massa
Sou Flamanguaça!
A emoção é te ver vencer, vencer 
Nossa nação em ritual
No sortilégio desse carnaval

Feitiço Carioca

A agremiação do Santo Cristo vem com o enredo “Meu Malvado do Fundo do Coração”, uma viagem nostálgica pelos antagonistas que, mesmo com suas artimanhas, conquistaram o afeto do público. A proposta da escola é explorar a ambiguidade dos vilões que marcaram gerações, passando por clássicos dos desenhos animados e personagens icônicos da literatura e do cinema.

Autores: Macaco Branco, Prof. Carlos Bebeto, Rafael Chokito e Daniel Victor

Deixa o caldeirão ferver (deixa, deixa),
A magia está no ar.
“Eu tô do jeito”, eu sei que o pecado gosta:
Sou malvadão, eu sou Feitiço Carioca!

Não tenha medo
E corra pra se divertir.
Vou te assustar e também te ver sorrir!
Enfeitiçado e criativo em malvadezas,
Gargalhadas, espertezas, personagens vão surgir.
Ganhando vida, mascarados e vilões,
Meu favorito causa alucinações!
Arrepiado vai vestir a fantasia…
Sucesso de bilheteria essas tais aberrações!

O Charada é vilão na bateria,
Põe Arlequina de passista pra sambar.
O meu malvado do fundo do coração
É arretado, vigarista, trapalhão.

Talvez
O imperfeito represente as revoltas,
As fraquezas e a nossa admiração.
Povoa esse imaginário
Atraente e lendário, conquista adoração.
O bem e o mal são escolhas da gente,
Mas no carnaval dá pra ser diferente!
E, por mais estranho que for,
Nem toda maldade se opõe ao amor.
Nem toda maldade se opõe ao amor!

Siri de Ramos

Com o enredo “Joias do Axé”, a Siri de Ramos mergulha no universo das religiões de matriz africana, exaltando suas formas, cores, símbolos e toda a riqueza dessa tradição ancestral. O desfile promete  valorizar a espiritualidade, a força e a beleza que o axé carrega, celebrando a herança cultural que exala nas comunidades e na Avenida.

Autores: Naldo da Portela, PC do Repique, PC Bombinha, Laercio, Marquinho Simpatia, Fagundinho e Fernando de Lima

Orixá guerreiro,
Senhor do saber,
Alumia meu terreiro
Com a chama do poder.
Salve o candomblé!
Búzios vou jogar, tem rituais,
Energia dos metais.
Tem fio de contas e balangandãs,
Na cerimônia, alforje de Iansã
E o quelê pra consagrar,
Divindades cultuar.

Bate tambor… ô, ô, ô, ô!
Firma no ponto que o Siri de Ramos chegou
Pra contar essa história,
Louvar a raiz que ficou na memória. (bis)

Lua vem irradiar
A luz da alforria que tarde brilhou.
A sorte trouxe riqueza
Que a negra de ganho
No corpo ostentou.
Vem conhecer Debret,
Que os patuás veio retratar.
Nossa Senhora do Carmo
Vem abençoar.

Pai Ogum!O seu amuleto é minha fé.
De ervas eu me banhei
E na Bahia encontrei
Joias do sagrado axé. (bis)

Acadêmicos da Abolição 

Com o enredo “Chão é Gente. Cultivar, Cultuar e Colher Ancestralidade”, a escola da Abolição ressignifica o conceito de chão como território vivo, sagrado e coletivo, onde memória, identidade e ancestralidade afro-indígena se encontram. A narrativa celebra a diversidade, o pensamento plural e a confluência de saberes como forma de resistência à cromofobia e ao apagamento colonial.

Autores: Lequinho, Cecília Cruz, Fabinho Gomes, Victor Mendes, Zé Moraes e Júnior Fionda

Nego! Eu vim plantar em poesia
Pra irrigar sabedoria
Do sangue fértil ancestral
Somos… o corpo, a alma e o grão
A liberdade em profusão
Herança Afroriginal
Pajé do chão que habita o meu ser
A diversidade ao meu ver, cultiva luta e amor
Pra combater na selvagem colônia
Envenenada de insônia
Quem suja seu solo de dor 

Ae Ae, Mãe Terra Ae!
O dom de cuidar pra ter de comer
Finda o meu canto capiongo
Traz fartura pro quilombo
Já me fiz por merecer

Partilha a fé no roçado, em comunhão
Prepara o que é cultuado
Bota erva no pilão
Esse solo rachado
Minha constituição
Contra o latifundiário
O canto da abolição

Tudo que Velho plantou
Vou regar por toda vida
Fiz da escola meu terreiro
E do samba minha lida

Eu sou fruto da semente, Abolição!
São cinquenta primaveras florescendo nesse chão
Na minha gente vou acreditar
Só colhe a vitória quem aprende a semear

Império de Nova Iguaçu

O Império levará para a Avenida o legado do terreiro de candomblé Kupapa Unsaba. O espaço é uma ramificação do tradicional Terreiro Bate Folha, de Salvador. Com o enredo “Kupapa Unsaba – Morada Ancestral”, a azul e branca da Baixada contará uma diáspora de além-mar: uma semente africana que recebeu todo o axé na Bahia, criou raízes profundas na região, floresceu e segue reflorescendo pelas zelosas mãos de Floripes, o coração dessa dinastia ancestral.

Autores: Samir Trindade, John Bahiense, Renne Barbosa, Herval Neto e Daniel Paixão

Alumiou
Na morada dos encantos
O corpo arrepiou
Joelho se dobrou
É Lembá, Lembá Dilê
Quem dá demanda
Vai Lessengue em seu destino
Leva Congo e Angola na viagem
Chega ao Rio de Janeiro
Pombogira tem a chave
Água para o rei
Kizomba pra saudar
Ilê de proteção, chão de África

Muzenza Mabeji, herdeira do axéEm Anchieta, um ritual de fé

Ê Arenguerê, ê ArenguerêDesce o xaxará, vem para curarChove pipoca, a palha em giroÉ Unsumbô quem traz o alívio

E na casa de Zumbá
De Inkosse e Rongorô
A magia de Lembá, onde venta Kaiangô
Cada árvore plantada tem folha de Katendê
Matukalombô, fartura e saudade
Correm os vunjis em liberdade
Iyá nos confie o mistério
Dobra o couro, o Império
Vem de Exu o poder
No chão de terra batida
A vitória em vida há de florescer
Filhos, netos, tantas gerações
Vieram retribuir
Mametu Mabeji

Bate folha, bate tambor
Bate tambor, bate folha
Tem xirê na raiz do candomblé
Meu terreiro, legado de mulher!

São Clemente

O enredo que guiará a Escola de Botafogo promete ser um espetáculo à parte. Intitulado “Na Tamarineira, é pagode, é carioca, é São Clemente”, a São Clemente  mergulha nas raízes do samba ao reverenciar o jongo, o lundu, a Casa de Ciata e os quilombos, conectando a história da música popular brasileira à trajetória de resistência, celebração e identidade da escola. 

Autores: Nelson Amatuzzi, César do Ouro, James Bernardes, Hugo Bruno, Dedé Russo, LN, Vando Cardoso, Ronie Machado, Giovani e Vitor Mendes.

Eu sou o tronco forte que insiste
Sou raiz que atravessa oceanos
Resiste no canto, nasce da dor
Do choro derramado, num batuque aportou
O jongo e o lundu na Casa de Ciata
No Valongo, nos quilombos, minha seiva é libertar
Em cada galho, uma “fada” e um pagodinho
Bira, Jorge e Arlindo
Herança africana a ressoar

Em tom de protesto, sou manifesto
Meus versos não se prendem à mordaça
“Acorde” em liberdade, floresceu comunidade
No canto que agita a massa

Nas levadas virei samba-enredo
Escolas fincaram bandeiras
No Cacique ergui meu terreiro
Santíssima Trindade pioneira
Festejar virou liturgia
No fundo do nosso quintal
A cada herdeiro, um soneto de amor
Faz do berço imortal (imortal)
Um fiel clementiano
Não perde o compasso, feliz a cantar
Com dignidade, enfrentar a tempestade
Pro show continuar

Firma o partido alto, pro pagode começar
Já mandei buscar ioiô, já mandei chamar iaiá
Banjo, viola, cavaco, repique e pandeiro
São Clemente é quintal de todo partideiro

Acadêmicos do Dendê 

A escola insulana vai homenagear a Associação Atlética Portuguesa, símbolo da região, que celebrou o seu centenário em 2024. Com o enredo “No Carnaval dos 7 Mares, vai dar Zebra!“, a escola tem como personagem central o mascote da Lusa: a zebra. A narrativa mistura fantasia e memória, com a zebra embarcando numa viagem simbólica por carnavais ao redor do mundo, até retornar ao seu lugar de origem — o clube que marcou a história esportiva e cultural da Ilha. 

Autores: Almir da Ilha, Aloisio villar, Dé da Ilha, Waguinho, Rosangela Poeta, Marcelo Martins, Bruno Revelação, Micha, Doum Guerreiro, Rafael Santos, Marquinhus do Banjo, Rafinha da Ilha e Gugu das Condongas

Pelos setes mares viajei
Guardo lembranças dos lugares que passei
Grandiosos carnavais, que o tempo não disfaz
Vi… nos salões toda nobreza nos bailes de Veneza
Mascarados se escondiam
Desejos e paixões, roubando os corações
Mistério arte e poesia e poesia!

Vou navegando pelas ilhas desse mar
Pela Martinica eu fui me apaixonar
No rufar do tambor a saudade apertou
Até parece a Ilha do Governador

De volta ao meu Rio de Janeiro
Oh! Minha Lusa, quanta emoção
Galopei na fantasia que aqui um dia
Já foi tradição
O vento soprou a galera explodiu
Tem bola na rede o gol que saiu
Fiz história em Madrid, tirei onda no Havaí
Patin House é alto astral
Sou nostalgia, futebol e carnaval

Hoje é dia do meu sonho acontecer
Vou cair nessa folia com dendê!
No morro se faz samba com certeza
Rumo à vitória com a zebra portuguesa

Acadêmicos do Engenho da Rainha

A Acadêmicos do Engenho da Rainha vem homenageando Tomás Santa Rosa, um dos mais importantes nomes do Teatro Brasileiro, com o enredo “Santa Rosa – Negro, moderno, plural!”. Santa, para os íntimos, enfrentou o preconceito racial para comprovar o seu valor artístico e modernizou a cenografia teatral no Brasil.

Autores: Cláudio Russo, Marcota, Raphael Gravino, Gabriel  Simões , Renan Diniz , Laura Cavalcanti, Fábio de Souza e Mateus Pranto

Herói de perfil teatral
Menino de Engenho
Tomas tudo que é teu
Toma de posse a luta e o axé
Pinta os acordes da roda de samba
Faz seu batismo num bom candomblé
Retrata a gente esquecida
E a vida de mil pescadores
Escuta a mãe lavadeira cantando as dores

Nos traços da capa, o dom de ilustrar
Coloca no mapa um novo Brasil
Um livro aberto pra repaginar
A velha memória de um tempo hostil

E segue a revolucionar
O gênio das artes, um multiartista
Bem “vestido” pra se consagrar
À luz da ribalta, preto é protagonista
Santa, mistura o popular e o erudito
O seu talento bendito
Ganha a cena, enfeita o drama
Tinge o céu da minha favela
De rosa e carmim
No risco, o Pierrô e o Arlequim
Na Primeira Academia, a arte não tem fim

Eu quero ouvir o Morro do Engenho
Tomar a avenida em uma só voz!
Em nome da arte, por tudo que tenho:
Santa Rosa somos nós!

Unidos da Vila Santa Tereza

Inspirada no verso eternizado pela madrinha Beth Carvalho, a escola vai levar o enredo “Vila Santa Tereza Não Marca Bobeira e Festeja os 65 anos do Cacique de Ramos”, que conta a trajetória de um dos maiores símbolos da cultura popular e do samba carioca.  

Autores: Cláudio Russo, Marquinhos Beija Flor, Sílvio Romai, Gabriel Simões, Mateus Pranto, Raphael Gravino e Amaro Poeta

Vem pagodear
À sombra da tamarineira
E ver todo povo sambar
Nosso canto ecoar a noite inteira
E recordar o fundamento que Oxóssi enraizou
Com as folhas da jurema abençoou
Esse quilombo suburbano
Reduto onde o samba foi morar
O tambor se fez altar
Salve o Cacique de Ramos!

Lalaiá, laiá… tô com “água na boca” pra brincar
Lalaiá, laiá… eu só quero caciquear

Bate tantã, corta o repique
Faz um verso improvisado
Pega o banjo e puxa um tom…
o pagode tá formado!

Junta um pandeiro e o som de um cavaquinho
No terreiro da Uranos que se dança miudinho
E os seus frutos germinaram em toda parte
Mostrando que o samba é arte, poesia na essência
Suas três cores representam seus valores
Emolduram seu papel de resistência
Aldeia de toda essa gente
Semente que eu vou festejar
Nem mesmo a força do tempo irá apagar
O mestre ensinou que o show tem que continuar!

Eu sou a Vila Santa Tereza
Da batucada original
É noite de celebração
Ao Cacique guardião
Do fundo do nosso quintal

 Acadêmicos da Rocinha

A Rocinha propõe em “Alafiou! Caminhos Abertos para a Vitória!”, um reencontro necessário com suas raízes, suas tradições e com a força da ancestralidade. Os saberes dos terreiros, a oralidade dos nossos ancestrais, as práticas religiosas que resistiram mesmo quando relegadas aos subterrâneos da cultura oficial. 

Autores: Lico Monteiro, Fred Lima, Leandro Thomaz e João Perigo

Bate tambor, vai ter curimba
Na minha gira de Ogum
São tantas flores e veredas
Dança ao vento a folha da figueira
Respeite a raiz da minha figueira
Onde ecoa o adarrum, oferenda no ayê
Mensageiro é sentinela, Mojubá, Laroyê!
E nas sombras que cortaram a raiz… ajogun
O silêncio recolhido agô (agô)
É tempo de voar… p’ra Ilê Ifé!
Que o destino de Orunmilá
Possa confirmar o meu axé!

Sete bodes p’ra Exú, respeito aos eguns
A purificação: Oyá! (Oyá)
A força p’ra honrar meu oriÊ Patacori!
Não deixe seu filho tombar!

Viu nos búzios o destino… Babalaô
No Ifá a direção, confirmação!
Quem deseja abre caminhos
Não segue sozinho na escuridão
O cheiro de alfazema ganha a noite
Perfumando avenida de axé (axé!)
Reluz a borboleta encantada
Entre o choro e gargalhada… seus filhos de fé!
Rocinha! Como é bom te ver brilhar
Teu cortejo é esperança
Alafiá!

A Sòrò Dayò! A Sòrò Dayò!Deixa girar… ô deixa girar!Põe erva p’ra defumar, Rocinha!Vitória p’ra coroar… Rocinha!

 Acadêmicos de Santa Cruz

A agremiação da Zona Oeste vem com o enredo “Brasil de Mil Faces em um Só Coração”, que promete um convite a uma imersão na história e na cultura do nosso país, celebrando sua complexidade e a inabalável resiliência de seu povo. 

Autores:Paulo César Feital, Jefinho Rodrigues, Nita, Gilson Bernini, Jaci Campo Grande, Leandro Balinha, Carla da Barreira, Robinho Kisamba, Tuquinha, Rominho do Teo, Marcinho.com, Nem da Baiúca, Douglas Ramos, Ricardo Pimenta, Nito de Souza e Victor Raphael.

Terra sagrada…
Onde o povo é a maior riqueza
Pindorama, Paraíso Tropical
Dádiva da natureza
Lar dos tupinambás, Guaranis, Carajas
Antes da colonização
Já eram donos desse chão
Nas crenças e rituais
O dom de ser feliz e semear a paz
Mistério… Sabedoria
A vida em perfeita harmonia

Carvelas ao Mar exploração
Sangue derramado pela Escravidão
Resiliência Esperança e Fé
Resistencia no Quilômbo.. Axé!

E aí, ouviram do Ipiranga, às margens plácidas
Tambores de um povo torturado
E o Sol da liberdade em raios vívidos
Brilhou sobre a nação dos favelados
Brasil na independência e na proclamação
Caminho livre para imigração
Mosaico cultural, nação plural
A voz que não se cala, forjada na senzala
Samba, capoeira e religião
Mil faces num só coração

Acende a chama da Igualdade
Pra Celebrar Nossa Diversidade
Cada filho desse chão é um ser de luz
Avante, Minha Santa Cruz!

 Alegria do Vilar

Com o enredo “Regido e Guiado pelas lâminas do Rei da Justiça”, a Alegria do Vilar vai apresentar na Intendente a representação de uma ferramenta tão importante para o Orixá e filhos regidos e guiados de Xangô, que é o Oxé, representado por um machado de duas lâminas simbolizando a imparcialidade e a Justiça. 

Autores: Leozinho Nunes, Ali  Gringo, Dinho Prateado, Luciano Gomes, Mauro Nval,F Frank, T. Nem, Marco Calixto, Reginaldo Soares, Filipe Zizou

Laroyê Exu Mojubá
Abre os caminhos pra minha escola passar 
Kaô Kabecile, Xangô! 
O seu Oxê corta o mal e não falha 
Kaô Kabecile, Xangô! 
Guiado pelo Oxê, sigo em frente na batalha 
Lá no alto da pedreira reluziu 
Na cachoeira, entreguei o meu ori 
Ouço o brado da justiça, que ecoa sem temor 
Trovão me ilumina, chama que avermelhou 
Defesa dos filhos do rei maior 
Do Alafim de Oyó, do Alafim de Oyó  

Obá Alaiyê, és o guardião 
Quem me batizou e amansou o leão 
A sabedoria, a lei divina em mim 
Dono do destino até o fim  

Toca o alujá… Eô! 
É barravento, incorpora Yawô 

Eu peço agô! 
Ferramenta pra lição, a sentença e o perdão… A dualidade humana 
Sustenta a proteção, uma arma em cada mão… Poder que emana 
Tem Amalá e cerveja preta no Ibá 
É fogo, é sedução que encanta as Yabás 
O seu filho atendeu o seu pedido 
Pelas lâminas guiado, pelas lâminas regido 
De branco e encarnado a dançar 
Segue na missão para homenagear 

O machado de Xangô, pro destino anunciar  É a chama da vitória da Alegria do Vilar

Leão de Nova Iguaçu 

Penúltima escola a desfilar na segunda-feira na Intendente Magalhães, O Leão vai contar a história de Maria Felipa, uma marisqueira e combatente brasileira na Guerra de Independência do Brasil, especificamente na campanha de Independência da Bahia na Ilha de Itaparica.

Autores: Arlindinho Cruz, Ali Jabr, Julio César Lourenço, José Maurício, Marcos Vinicius Sampaio, Douglas Guaracemir, Cláudia Rivizzini, Vinicius de Almeida, Alexandre Ribeiro, Frank Tavares, Silvio Romai, Sérgio Igor Castro da Silva, André Zezza.

O mar que nos concebeu a vida
Também abriu feridas, pelas mãos do invasor
O sangue no chão foi derramado
Fez o negro acorrentado entoar o seu clamor
Tribos, praieiras, flechas, capoeira
Nem o tempo apagou
Fez do corpo bandeira, a dor virou rebeldia
Na alma um farol que ilumina
Vem das Yabas, a ancestralidade
Identidade em sua africanidade 

Oh, Itaparica… chama da revolta acesa
Brilhou nas mãos da Negra Fortaleza
Com rede e coragem, venceu a opressão
Maria Felipa é força e devoção

A ilha se cobre de fitas
E rufam tambores à celebrar
Mulheres se tornam rainhas
Independência…O triunfo popular
Ê Bahia dos Filhos de Ghandi… Afoxé
Ê Bahia… somos os filhos do Axé
Na lavagem do Bonfim, baianas e seus patuás
Nas festas e nos rituais, Olodum, Ylê Aiê
Roconcavo do samba… liberdade
Alegria popular pela cidade 

Mais uma Maria, das Marias do Brasil
Valente, Guerreira, sua luta resistiu
Muita bravura  e fé, pela libertação
É Coroada no rugido do Leão

Império da Uva

Fechando os desfiles da Série Prata, a Agremiação da Baixada se veste de devoção com o enredo “Nos caminhos da Fé, o meu sonho anunciou…Salve Nossa Senhora Aparecida, a Mãe Preta do Brasil!”, onde a escola vai trazer  a história de fé, resistência e esperança do povo brasileiro através da imagem sagrada da padroeira do Brasil.

Autores: Lício Ferreira, Inaldo Botelho, André Luis, Valter Filho, Robson Maurício, Luiz Fernando, Maria Madalena, Oswaldo Ferreira, André Luis Lima, Fernando de Lima, Cremilson de Jesus, Júlio César, Denílson César, Franck Willian, Marcio Delgado, Fabrício Amaral, Thiago Brito, John Douglas, Marco Aurélio, Diego Nicolau, Marcelo Santos, Renan Paixão, Edson Júnior, Paulo Larré e Diogo Pereira. 

Sonhei… com a mensagem de Nossa Senhora
O sonho conduz a trajetória
Mãe Preta mostra o destino, a direção
Devoto imperiano, esse sonho é todo seu
Vejo que eu não estou sozinho
A vela acendeu!
Nessa romaria sigo em procissão
É a esperança a sorrir
Num cortejo de emoção e fé
Sonhando com a Sapucaí

Os seus milagres, ouvi
Histórias que o povo contou
Nas águas, sua aparição
Fartura na rede do pescador

Aos seus pés… se curvou a realeza
Ó luz dos pobres, dos excluídos
Que fez parar o cavaleiro destemido
Reza, cantiga e batuque
É missa dos pretos
Sincretizada é Oxum “Ora Yeyêo”
No rádio a tocar
A mais bela canção que o mundo ouviu
Pra exaltar a Padroeira do Brasil

É um canto de amor no caminho da fé
Meu Império da Uva se curva a ti
Faz de mim seu altar, o milagre da vida
Nossa Senhora Aparecida

Alexandre Loureiro | Riotur

Programação Sapucaí 2026

O Carnaval da Sapucaí é o Maior Show da Terra! Aqui você confere a programação oficial dos Desfiles da Sapucaí 2026.

Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, as escolas do Grupo Especial (12) e da Série Ouro (15) se apresentam na Avenida Marquês de Sapucaí. Serão dois dias de desfiles da Série Ouro e três do Grupo Especial, mantendo a mesma configuração do ano passado.

Programação Sapucaí 2026

Série Ouro

13 de fevereiro (sexta-feira)
Unidos do Jacarezinho
Inocentes de Belford Roxo
União do Parque Acari
Unidos de Bangu
Unidos de Padre Miguel
União da Ilha do Governador
Acadêmicos de Vigário Geral

14 de fevereiro (sábado)
Botafogo Samba Clube
Em Cima da Hora
Arranco do Engenho de Dentro
Império Serrano
Estácio de Sá
União de Maricá
Porto da Pedra
Unidos da Ponte

Grupo Especial

15 de fevereiro (domingo)
Acadêmicos de Niterói
Imperatriz Leopoldinense
Portela
Estação Primeira de Mangueira

16 de fevereiro (segunda-feira)
Mocidade Independente de Padre Miguel
Beija-Flor de Nilópolis
Unidos do Viradouro
Unidos da Tijuca

17 de fevereiro (terça-feira)
Paraíso do Tuiuti
Unidos de Vila Isabel
Acadêmicos do Grande Rio
Acadêmicos do Salgueiro

21 de fevereiro (sábado) – Desfile das Campeãs (20h)
Mangueira (6º lugar)
Imperatriz (5º lugar)
Salgueiro (4º lugar)
Vila Isabel (3º lugar)
Beija-Flor (Vice-campeã)
Viradouro (Campeã)

Para saber mais sobre o Carnaval do Rio, acesse o site oficial: riotur.rio.

Confira também o material fotográfico completo do Carnaval do Rio no Flickr oficial da Riotur.

Ensaios Técnicos da Série Ouro – Carnaval 2026

Programação dos Ensaios Técnicos da Série Ouro – Carnaval 2026

O Carnaval já começa a ganhar forma no Sambódromo com os ensaios técnicos da Série Ouro. As apresentações são fundamentais para o alinhamento final das escolas, permitindo ajustes de harmonia, evolução e desfile, além de aproximar o público do clima da Avenida. A entrada é gratuita.

Confira abaixo o calendário dos ensaios técnicos da Série Ouro, rumo ao Carnaval 2026:

23  de janeiro (sexta-feira) • 21h

Unidos do Jacarezinho
Em Cima da Hora
Unidos da Ponte
Vigário Geral
Unidos de Padre Miguel

Acesse o conteúdo completo do Ensaio Técnico no Flickr da Riotur.

24 de janeiro (sábado) • 18h

Botafogo Samba Clube
União do Parque Acari
Unidos de Bangu
União de Maricá
União da Ilha

Acesse o conteúdo completo do Ensaio Técnico no Flickr da Riotur.

25 de janeiro (domingo) • 18h

Inocentes de Belford Roxo
Arranco do Engenho de Dentro
Império Serrano
Unidos do Porto da Pedra
Estácio de Sá

Acesse o conteúdo completo do Ensaio Técnico no Flickr da Riotur.

Como vai funcionar o transporte público? 

De acordo com o Metrô Rio, as estações que recebem o público do Sambódromo — Praça Onze e Central do Brasil — ficarão abertas até as 4h nas madrugadas de sexta para sábado. Já ao fim dos ensaios de sábado e domingo, essas duas estações terão o horário estendido até as 2h30 da manhã.

As demais estações ficarão abertas no horário normal (até meia-noite nas sextas e sábados, e até as 23h aos domingos), com portas abertas apenas para o desembarque após o horário de fechamento.

A estação Praça Onze é a indicada para quem vai aos setores pares da Sapucaí, ou, no caso dos desfilantes, que irão se concentrar para o lado do prédio dos Correios. Já a Central é a estação mais próxima de quem vai para as arquibancadas do lado ímpar do Sambódromo, ou para quem vai se concentrar perto do prédio Balança Mas Não Cai.

Ainda segundo a concessionária, a orientação é que os clientes carreguem seus cartões com antecedência ou utilizem o pagamento por aproximação diretamente nos validadores das catracas.

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Riotur abre concurso para selecionar bandas dos Bailes Populares do Carnaval 2026

A Riotur abriu o concurso de seleção de bandas especializadas em Carnaval que irão se apresentar nos Bailes Populares do Carnaval do Rio em 2026. O processo vai escolher 30 grupos musicais que serão contratados para animar a programação oficial da festa em diferentes pontos da cidade.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 15 de janeiro de 2026, presencialmente, na sede da Riotur, localizada na Rua Dom Marcos Barbosa, nº 2, 2º andar, na Cidade Nova, das 10h às 17h. O regulamento também pode ser solicitado pelo e-mail concursosdecarnaval.riotur@prefeitura.rio ou consultado diretamente na empresa.

As bandas inscritas passarão por apresentações presenciais nos dias 27, 28 e 29 de janeiro de 2026, em local que ainda será divulgado pela Riotur. As performances acontecerão entre 10h e 18h e fazem parte da etapa classificatória do concurso.

Ordenamento das apresentações

A ordem das apresentações será definida por sorteio, marcado para o dia 20 de janeiro, às 16h, no auditório do setor 11 da Passarela do Samba, no Estácio. O repertório fica a critério das bandas, desde que seja composto exclusivamente por músicas carnavalescas.

A avaliação será feita por uma comissão julgadora formada por cinco especialistas em música, indicados pela Diretoria de Operações da Riotur. Os critérios de julgamento incluem ritmo, harmonia, interpretação, afinação e conjunto. Cada grupo terá, excepcionalmente, dois minutos para ajuste de som antes da apresentação.

Os jurados atribuirão notas de 5 a 10, sem frações, e as 30 bandas com maior pontuação serão selecionadas para atender à programação dos Bailes Populares do Carnaval 2026. O resultado final será publicado no Diário Oficial do Município. Cada banda contratada receberá R$ 18.500, valor referente a duas apresentações de 90 minutos cada. O pagamento será feito em duas parcelas: 50% antes e 50% após as apresentações, com os descontos legais previstos em lei.

O regulamento estabelece ainda que um músico não pode integrar mais de uma banda, sob pena de desclassificação.

As despesas com transporte de músicos e instrumentos ficam sob responsabilidade dos próprios grupos. As bandas devem contar com cantores e formação instrumental mínima que inclui trompete, saxofone, trombone, teclado, contrabaixo elétrico e instrumentos de percussão como surdo, repinique ou bombo e caixa.

Os locais de apresentação das bandas selecionadas serão definidos posteriormente pela Riotur.

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Carnaval 2026: Copacabana recebe Fan Fest com maior bateria do mundo e programação gratuita

O Carnaval do Rio vai ganhar uma novidade para 2026. Os cariocas e turistas vão contar um novo espaço para sentir o clima da folia antes mesmo dos desfiles na Marquês de Sapucaí. A partir de 20 de janeiro, a Praia de Copacabana se transforma em um grande ponto de celebração com uma Fan Fest que seguirá animando a orla até 21 de fevereiro, dia do Sábado das Campeãs. Através do conceito “Sinta o Carnaval”, o público vai ter a oportunidade de conhecer e experimentar algumas etapas do desfile, por meio de oficinas com sambistas e até mesmo um cortejo carnavalesco simbólico ao pôr do sol.

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Logo na abertura, os organizadores prometem um espetáculo histórico: uma super bateria com mais de 1.200 ritmistas, reunindo integrantes de diversas escolas do Grupo Especial. A apresentação será comandada por mestres do Maior Espetáculo da Terra, entre eles Mestre Ciça, homenageado no enredo da Viradouro de 2026, e Mestre Casagrande, da Unidos da Tijuca, cujo desfile presta tributo à escritora Carolina Maria de Jesus.

Além disso, uma equipe do Guinness World Records estará presente para registrar a tentativa de inscrição do feito como a maior bateria de escola de samba do mundo.

Shows, oficinas e transmissão dos Desfiles

No Posto 3, na altura da Rua República do Peru, um palco especial receberá apresentações sempre de sexta a domingo, com shows em formato de dupla — um artista consagrado e um convidado. Os horários e o lineup completo serão divulgados em breve. Além dos shows, a Fan Fest contará com atividades carnavalescas gratuitas, como oficinas de bateria, samba no pé e a participação de passistas e ritmistas de escolas do Grupo Especial a cada dia. Durante os dias oficiais de desfile, telões instalados no espaço vão transmitir, ao vivo, as apresentações diretamente da Sapucaí.

O lançamento oficial da Fan Fest para imprensa e patrocinadores acontece no dia 15 de janeiro, no Clube dos Marimbás. A Fan Fest vem para contemplar uma série de eventos que vão dar o tom do que vai acontecer nos Desfiles na Passarela do Samba que, a partir do dia 23, os ensaios técnicos das Agremiações da Série Ouro e do Grupo Especial. A outra novidade deste ano é que, pela primeira vez, os desfiles das escolas mirins abrirão o calendário de ensaios, com apresentações nos dias 31 de janeiro, 1º de fevereiro e 8 de fevereiro, reforçando o papel fundamental das escolas de samba mirins na formação das futuras gerações do carnaval carioca.

Os ensaios seguem até 8 de fevereiro, sempre às sextas, sábados e domingos. A tradicional lavagem da Passarela do Samba está marcada para o dia 7.

Calendário de Ensaios Técnicos:

Sexta-feira – 23/1, a partir das 21h
• Unidos do Jacarezinho
• Em Cima da Hora
• Unidos da Ponte
• Acadêmicos de Vigário Geral
• Unidos de Padre Miguel

Sábado – 24/1, a partir das 18h
• Botafogo Samba Clube
• União do Parque Acari
• Unidos de Bangu
• União de Maricá
• União da Ilha do Governador

Sábado – 25/1, a partir das 18h
• Inocentes de Belford Roxo
• Arranco do Engenho de Dentro
• Império Serrano
• Unidos do Porto da Pedra
• Estácio de Sá

Sexta-feira – 30/1, a partir das 21h
• Acadêmicos de Niterói
• Mocidade Independente de Padre Miguel
• Estação Primeira de Mangueira
• Unidos da Tijuca

Sábado – 31/1, a partir das 20h
• Unidos de Vila Isabel
• Acadêmicos do Salgueiro
• Paraíso do Tuiuti
• Portela

Domingo – 1/2, a partir das 19h
• Unidos do Viradouro
• Imperatriz Leopoldinense
• Acadêmicos do Grande Rio
• Beija-Flor de Nilópolis

Sexta-feira – 6/2, a partir das 21h
• Acadêmicos de Niterói
• Mocidade Independente de Padre Miguel
• Estação Primeira de Mangueira
• Unidos da Tijuca

Sábado – 7/2, a partir das 18h
• Unidos de Vila Isabel
• Acadêmicos do Salgueiro
• Paraíso do Tuiuti
• Portela

Domingo – 8/2, a partir das 19h
• Unidos do Viradouro
• Imperatriz Leopoldinense
• Acadêmicos do Grande Rio
• Beija-Flor de Nilópolis

Calendário Desfiles  Série Ouro 

Sexta-Feira – 13/2 

• Unidos do Jacarezinho
• Inocentes de Belford Roxo
• União do Parque Acari
• Unidos de Bangu
• Unidos de Padre Miguel
• União da Ilha do Governador
• Acadêmicos de Vigário Geral

Sábado – 13/2 

• Botafogo Samba Clube
• Em Cima da Hora
• Arranco do Engenho de Dentro
• Império Serrano
• Estácio de Sá
• União de Maricá
• Unidos do Porto da Pedra
• Unidos da Ponte

Calendário Desfiles  Grupo Especial

Domingo- 15/2 

• Acadêmicos de Niterói
• Imperatriz Leopoldinense
• Portela
• Estação Primeira de Mangueira

Segunda-Feira – 16/2 

• Mocidade Independente de Padre Miguel
• Beija-Flor de Nilópolis
• Unidos do Viradouro
• Unidos da Tijuca

Terça-Feira – 17/2 

• Paraíso do Tuiuti
• Unidos de Vila Isabel
• Acadêmicos do Grande Rio
• Acadêmicos do Salgueiro

Serviço 

Dias de funcionamento: 20, 23, 24, 25, 30 e 31/01  1º, 6, 7, 8, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 20,
e 21/02

Local: Praia de Copacabana – Rua República do Peru (altura do Posto 3)

Redes Socias: @liesa_rj 

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Escolas da Série Ouro divulgam sambas-enredo para o Carnaval 2026

A contagem regressiva também começou na Série Ouro! As Escolas de Samba que lutam pelo tão sonhado acesso ao Grupo Especial em 2027 já revelaram seus sambas-enredo para o Carnaval 2026, e a emoção está no ar. Entre os dias 13 e 14 de fevereiro, a Marquês de Sapucaí será palco de grandes histórias. Prepare-se para conhecer os hinos que vão embalar o coração da Avenida e mostrar a força da Série Ouro!

Confira a letra completa de cada agremiação conforme a ordem de desfile:

Unidos do Jacarezinho 

Enredo: O ar que se respira agora inspira novos tempos.

Autores: Paulinho Bandolim, Tomate Show, Rodrigo Jacopetti, Bruno Dallari, Godoi, Guto Cachaça, Dodô Ananias e Rafa Cria.

LETRA

O vento que soprou no Turano anuncia:
Lá no morro nasceu outro cria.
De repente, mais uma poesia…
Por “andar aí”, viu Geraldo e Magalhã,
Fez dos versos sua arma de batalha,
Com cavaco e repique…
Herança de Arlindo, Guineto e do Cacique.
Cantando a vida… sambista imortal!
No Jacarezinho deu nó na tristeza
E fez da vida carnaval!

A voz do morro é quem diz, Um bamba sabe de cor: “Pilares” dessa raiz, O teu orgulho maior. Torrão amado, te fez gente como a gente, Nem melhor, nem pior — apenas diferente.

Pintou de rosa e branco a inspiração,
Do ventre que desperta a criação.
Batizado pelos menestréis…
E salgueirense da cabeça aos pés!
Revela para os palcos brasileiros
O talento verdadeiro
De quem deixou acontecer naturalmente.
São novos tempos e a trilha é o amor,
Legado que Dozinha guiou.
Patente alta do samba!
Plantou a semente de bamba.
Teu coração radiante não deixa negar:
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar!

Sapucaí vai tremer quando a sirene tocar… Jacarezinho, taca fogo no conga! Vai ter pagode e samba-enredo nessa festa, Chama Xande de Pilares pra ser coroado na favela!

Inocentes de Belford Roxo

Enredo: Um sonho de um tal pagode russo, nos frevos do meu Pernambuco.

Autores: Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Lucas Macedo, Charles Silva, Cabeça do Ajax, Alessandro Crespo e Bira

LETRA

Num remelexo que é de cair o queixo

Solta o fole, abre o fecho

Que o frevo vai começar

No bole bole tem que ter a cara dura

Quando a mão vai na cintura

O corpo chega arrepiar

Virou fofoca tremendo disse me disse

Cá nas bandas do Arrecife

A quadrilha do Czar

Uma indecência… despertando uma Querência

Eu não minha inocência resolvi experimentar

Era gente dançando daqui

E o russo cantando de lá

Misturou polca com côco

Quero ver não se entregar

Era o russo cantando de lá

E a gente dançando daqui

Balalaica vai chorando

E o triângulo a sorrir

O cais tremeu com a zoada arretada

Virou valsa embolada, a sanfona ao luar

Na praça, virou festa e cantoria

Feito chuva em São João

Foi-se o povo na folia.

Tinha retrato e promessa no baú

Beijo danado que veio do sul

Mas o cabra se avexou, pôs-se o barco e partiu

Tão Inocente, Belford Roxo descobriu

Que Rússia nada, isso é Recife meu Brasil

Samba meu povo, que a emoção não tem fim

No fervo do frevo, o destino sorri pra mim

Chegou a hora de apostar nessa virada

Canta Caçulinha da Baixada

União do Parque Acari

Enredo: Brasiliana

Autores: Moacyr Luz, Fred Camacho e Gustavo Clarão

Sou eu, Brasil
Da retinta matriz africana
Ascendente que a arte proclama
No palco do meu carnaval
Descerrada a cortina
A dança ilumina ao terceiro sinal
É o samba de novo, e a força do povo
A estrela divina, negra bailarina
Quitutes e cores, Maria Baiana
Acordam tambores! Desperta Aruanda!

Ibarabo o terreiro ganhou platéia
Ecoou o batuque dos ancestrais
Quem consagrou foi Joãozinho da Goméia
Rei Nagô, resistência dos rituais

É farra do côco, ladainha
Cenários, ensaios, livraria
Tem frevo rasgado de sombrinha
Musical Dramaturgia
Calunga, Maracatu, louvado seja Exu
Bahia de felicidade
Ninguém calou nossa voz, a história fala por nós
Requintes de Brasilidade
Lança teus “Caboclos”
Que o amor se manifesta
Desce a ladeira!
Zum zum zum tem capoeira
Gira mundo e faz a festa

A ribalta alumiou
Nossa trupe vai passar
Preto velho abençoou
O legado popular
No cordão de Acari
Ela é soberana
O teatro é aqui
Viva Brasiliana

LETRA 

Unidos de Bangu 

Enredo: As coisas que mamãe me ensinou 

Autores: Dudu Nobre, Junior Fionda, Marcelinho Santos, Binho Teixeira, Laura Roméro, Júnior Falcão, André Baiacu, Geraldo M. Felicio, Valtinho Botafogo, Gilsinho da Vila, Fábio Bueno, JV Albuquerque, Jonas Marques e Juca

LETRA

Porteira aberta ao chão de Madureira

A bênção que nos deu Papai do Céu

Acordes da menina pioneira

Caminho de Exu, Vila Isabel

Retinta poesia em humildade

Necessidade de aprender e conquistar

Ainda mais nesse Brasil que se segrega

Eis que ela congrega o preto e seu lugar

Nem todo choro é pranto

Nem todo não é o fim

Um encanto na vitrola

O chorinho ao bandolim

Liderança foi escola

Um alerta de amor

São coisas que mamãe te ensinou

Dos atabaques, percussão foi a magia

Se nos chamam minoria, poesia militante

É nesse instante que a mulher assume a rédea

Faz da história enciclopédia

Faz do voto seu levante

Vi a paixão regar a árvore frondosa

Num palácio verde e rosa

Florescer e inspirar

Pra resistir feito Ciata e Dandara

Nossa gente, Odara, vem te saravá

Chama o morro do Pau da Bandeira, ôôô

Traz cavaco, pandeiro e tantan

Se a preta é rainha, é lá de Mangueira

Tem samba até de manhã

Ogunhê, meu pai Ogum

Epahey Oyá

Bato cabeça pra saudar seus orixás

Por um “mundo” mais igual

Firma na palma da mão

Axé, Bangu… Axé, Leci Brandão

Unidos de Padre Miguel

Enredo: Kunhã-Eté: O Sopro Sagrado da Jurema

Autores: Thiago Vaz, Jefinho Rodrigues, W.Correa, Richard Valença, Miguel Dibo e Cabeça do Ajax

LETRA

Quem vem lá é a Unidos de Padre Miguel

A chama da ira terrena que evoca o sagrado do céu

Girando inicia o Toré, herança dos meus ancestrais

O passo marcado, nas mãos maracás

Virado no meu Juremá

Xamã revelou a missão

A mata é de Clara Camarão

Kunha Eté, sobrenome resistir

Sangue urucum as margens do Potengi

Mãe d’água (mãe d’água) desperta a fina flor

Poti, Potiguara em nome do amor

Quando ecoa o tambor, vibra a alma da floresta

Nesse solo de guerreiros, o corpo se manifesta

Firma o pé, empunha a lança, que a justiça vem a tona

A nossa tribo avisa:

Essa terra aqui tem dona!

Nativa, lidera mulheres em tantas batalhas

Muralha invisível que o tempo despiu

Brasil, na tua Jurema que habita o sacrário

Leão é invasor, Rei é o povo originário

Eh cabocla da pele morena

Tem doçura, tem encanto, no entanto não tem pena

Das águas sagradas aos seres de luz

Entrego o caminho a quem me conduz

É “clara” essa força que faz ir além

Incorporada no povo da Vila Vintém

Vai meu Boi Vermelho, honre a tua história

E seja a flecha viva da memória

Quantas vezes for preciso, haverá renascimento

Pra que a verdade não caia no esquecimento

União da Ilha do Governador

Enredo: Viva o hoje! O Amanhã? Fica pra depois! 

Autores: Wagnão, Rony Sena, João Vidal, Vinícius Moro, Renan Diniz, Paulo Beckham, Jotapé e Gigi da Estiva

LETRA

Hoje mirando o horizonte

Eu vi uma terra pra lá de estranha

Olhos vidrados no céu, moderna babel

Que loucura tamanha

Será que mensageiro desse caos sou eu?

Ou esse povo ainda não entendeu

Que a fé no porvir não muda o agora

Acreditar que tudo vai se acabar

Só deixa o mundo de pernas pro ar

Então não se culpe e só se preocupe ao chegar a hora

Descobri o Rio de Janeiro bon-vivant

Rebuliço carioca dura até de manhã

Poesia nas calçadas, festa boa, batucada

Partideiro versejando pelas madrugadas

Ao longe também, eu vivi fevereiro

Fiquei encantado com tantos cordões

Pra fazer história então fui enredo

Meu sonho era estar entre os foliões

Perder o juízo, pra mim nunca foi opção

Mas sei que é preciso um rastro de inspiração

Viva o hoje! Esqueça o depois de vez

Esse é meu conselho a vocês

Ilha, te entrego com carinho o meu diário

Lições dessa jornada que bendiz

Ser presente é o segredo para ser feliz

Coração insulano bate dentro do peito

Aprendi a te amar, agora não tem jeito

Um dia eu volto pra te ver, meu grande amor

União da Ilha do Governador

Acadêmicos de Vigário Geral

ENREDO: Brasil Incógnito: o que os seus olhos não veem, a minha imaginação reinventa

AUTORES: Verônica dos Tambores, Junior Fionda, Marcelinho Santos, Junior Falcão, Flavinho Avelar, Geraldo M. Felício, Camila Lúcio, Gilsinho da Vila, Rogério Máximo, Rafael Gonçalves, Soares do Cavaco, Antônio Neto e Davison Jaime

LETRA

Se a canoa não virar, olê olá

Meu recado vira samba e carnaval

Chega ao destinatário

O meu grito libertário

Vigário Geral

Sou eu teu canibal e remetente

Nessa carta incoerente

Vim lembrar do que passou

Aporto nesse mar de atrocidade

Pindorama insanidade

Que desvenda o Invasor

A tinta da história que insistiu me decifrar

Um Bicho de arco e flecha a devorar

Os livros, ao contar que fui escravo do passado

Um filho de tupã catequizado

Tomaram terra…e me forçaram misturar

a pele preta, a coroa, o cocar

Deixa o chão tremer eeô

Que mata a dentro a cobiça reluziu

Qual é meu nome ora pois

A força, o sangue de nós dois

Debaixo de pau, Brasil

Ao ler que minha fome de saber se alimenta

Degusta o verbo te supera e reinventa

Devo sentir que a transgressão te causa dor

Se me criou sabia um dia quais seriam os meandros teu Deus de pedra não põe medo em meus malandros

E teu sagrado insiste em vilipendiar

Vixe Maria! Cabra da peste arretada é Betinha, a devoção da minha gente encarnada

A eterna fome de prazer me consumiu

Se festejar é minha sina

A Vera Cruz quem te assina

E te entregue a tua pátria que pariu!

Botafogo Samba Clube

Enredo: O Brasil que floresce em arte.

Autores: Diego Nicolau, Samir trindade, Marcelo Adnet, Fabrício Senna, Binho Simões, Mauricio da Pizzaria, Gabriel Machado, Gilsinho da Vila, Rodrigo Escócia, Cláudio Emiliano, Edu Botafogo, Liane Harmonia, Denis Moraes, Tange Botafogo, Juca, Laura Romero, Piter Fogoró, Pinóquio do Cavaco e Jefferson Oliveira

LETRA

Tão natural quanto o tom da natureza
Relicário de beleza
O abstrato
Nas telas, seus pincéis cheios de vida
Em alma colorida que retrato
E foi assim
Da arte, seu talento fez pra mim
Imaginária fonte de inspiração
Inovadora criação
O dom criou as calçadas imortais
Nas curvas de delírios tropicais
O traço que encanta e cativa
Viva a natureza viva!

 Vai, vai voar Pousa na vitória-régia Pra encontrar o cerrado dos ipês Mandacaru é a flor que nasce onde mais seca A aquarela mais perfeita de meu Deus

 Vem contemplar as bromélias
A sutileza coloriu meu Pantanal
Em todo canto desse meu Brasil menino
Diversidade sem igual
Cada flor que você protegeu
Cada espécie que catalogou
É mais que moldura, maior que o gesto
É manifesto de amor
Botafogo Samba Clube
Vem cantar, é carnaval
O teu legado é patrimônio mundial

Vamos semear o bem como o mestre ensinou

Entreguei meu alvinegro pra você encher de cor

O amor floresceu, nesse lindo jardim

História que não vai ter fim

Em Cima da Hora

Enredo: Salve Todas as Marias – Laroyê, Pombagiras!

Autores: Marcota de Cavalcante, Serginho Aguiar, Gabriel Simões, Alexandre Reis, Marcio de Deus, Silvio Romai, Raphael Gravino, Camila Lucio, Gigi Da Estiva, Jorginho Da Flor, Mateus Pranto, Caio Rodrigo, Gabrielzinho e Orlando Ambrósio.

Acorda Exu, Laroyê
Tem pimenta e dendê
Pombogira Mojubá
Fiz um pedido aos pés de uma figueira
Pra saudar Rosa Caveira
Pambu Njila a girar
Ganga Dilê, Ganga Dilê, ô Ganga
Dona das Almas vai quebrar demanda
Feiticeira dos encantos
Nunca me deixou sozinho
No Cruzeiro ou na Calunga
Meia-noite toca o sino

É lei, é lei, à fogueira, condenada
Quanto mais o fogo ardia, ela dava gargalhada
Ê, cacurucaia, é Tata de Angola
Dona Sete Catacumbas é da Em Cima da Hora

Alma cigana, entregue à liberdade
Te chamam de impura, corpo sem dignidade
Das cinzas renascida, enfrenta o julgamento
Leva pro inferno as más línguas do consenso
É Quitéria, colondina, Rosa Negra e Mortalha
É Mulambo e Padilha, é menina e navalha
Na encruzilhada vou oferecer
Vela preta e vermelha, a champanhe e o padê
Em cada esquina, meu povo vai incorporar

E Cavalcanti vem baixar nesse Congá

Abre a roda
Em Cima da Hora firma o ponto no tambor
Acende um toco, dá um pito e um marafo
Porque a Dona da Casa chegou

Arranco do Engenho de Dentro

Enredo: A Gargalhada é o Xamego da Vida

Autores: Gaia da Cuíca, Marcelo Vieira, Ricardo Ferreira, Sampaio Imóveis, Victor Gimenes e Yuri Branco

A alegria tomou conta de mim

Rufem tambores pra anunciar

Sou eu Falcão pairando em trampolim

No circo da ilusão brilhar

Ó, Guarany!

Da arte, alforria pra resistir

A pretitude às bençãos do Rosário

A trupe em família se consagrou

Deixa o legado:

Ser palhaço é revolucionário

Ê, chamego num xote pra lá de bão

Reina amor no coração

Vem cheio de graça

Com seu par, chamegando aqui e acolá

No picadeiro, nosso altar

Será que ela é homem

Ou ele é mulher?

Será que isso importa? Pois é…

Não é Benjamin,

Carlitos não é

O nome é Maria

Aplauda de pé

E assim, quando a dor torturar

A camélia secar, sorri

Ainda que a lona desbote

A Estrela não morre, sorri

Artista-mãe que nos inspira

Não é delírio, é fantasia!

Nas encruzilhadas da felicidade a sambar

Não tem corda bamba que faça meu riso tombar

Dou gargalhada feliz da vida

O meu Arranco é Xamego na avenida

História de garra, coragem e fé

De tantas Marias, de toda mulher

Império Serrano

Enredo: Ponciá Evaristo Flor do Mulungu

Autores: Hamilton Fofão, Dudu Senna, Leandro Maninho, Cláudio Russo, Lico Monteiro, Jorginho da Flor, Silvio Romai, Marco Aurélio, Victor Mendes, Mateus Pranto e Gabriel Simões.

LETRA

Sou eu, a Flor do Mulungu

Brilham os olhos d’Água! Orayeyê! É de Mamãe Oxum!

Sou Ponciá Consagrada

Entregue às palavras

E ao axé das ancestrais

Se tempos atrás

Ecoavam vozes do porão

Hoje reescrevo a história

poesia a despertar nas pretas mãos

Nos becos da minha memória

Meu verbo é ouro de aluvião

Meu verso é barro de artesão

Pra Folia de Reis, chamo vô e chamo tio

Na Folia de Reis, vou vivendo por um “fio”

Ô lê lê, lá vem batuque, pra congada começar

Angorô, vira menino! Angorô, não vou virar!

Não é fácil emergir nesse contraste

Benevuto, a maldade, não quer me ver sorrir

No refúgio desses becos e vielas

De mãos dadas com Sabela

Eu só quero ser feliz

O Rio que me acolheu me ensinou também a florir

Vi muita gente de lá no rosto negro do povo daqui

Sou eu quem dá voz à caneta que silencia o fuzil

Me torno imortal no Livro Brasil

Malungo! Que Negro- Estrela possa ser reconhecido

Sem o choro de um futuro interrompido

Por todo preto, escreviver!

“A gente combinamos de não morrer!” (Combinamos de não morrer!)

Chamei Maria, preta velha jongueira…

Vovó Joana, pra benzer Madureira 

Busquei Ivone pra matar essa saudade 

O negro é raiz da liberdade!

É Kizomba de preta literatura!

É escrita sem censura no Império a florescer!

Casa de Preto também é Academia

Serrinha… Ponciá Yalodê!

Estácio de Sá

Enredo: Tata Tancredo – O Papa Negro no Terreiro do Estácio

Autores: Luiz Antônio Simas, Júlio Alves, Thiago Daniel, Magrão do Estácio, Tinga, Marquinhos BF, Diego Nicolau, Adolfo Konder, Totonho, Dilson Marimba, HB, Juninho do Estácio e Cláudio Russo

LETRA

Oh, Tata!

Traz a guia de miçanga

Pra quem é da nossa banda a demanda enfrentar

Oh, Tata!

Salve a linha de umbanda e a bandeira de Oxalá

Naquele tempo de malandro e meganha

Eu usei lata de banha pra fazer o instrumento

Ensinamento pro São Carlos que subia

A ladeira todo dia encarando o regimento

Tancredo, guardião e testemunha

O primeiro fundamento da curimba e da mumunha

Atabaques no terreiro, na porteira o guardião

Uma vela no cruzeiro, duas velas pro Leão

Chegou general da banda, azeitado no dendê

Na cangira galo canta, Cantagalo eu quero ver

Vai, nas ondas do mar

Yemanjá ganhar presentes de fé

Todo povo da cidade num só canto

Contra o quebranto firma no batuquejé

Ao papa negro, mandingueiro, de arerê

Quem é de santo, veste branco e vai dizer:

Coisa de acender, pemba de riscar

Folha e feitiço pra cura

Coisa de acender, pemba de riscar

Banho de folha e feitiço pra curar

Macumba é macumba, cangerê, mojubá

Macumba é macumba, firma ponto no gongá

Kolofé, saravá Omolokô

No terreiro de Tancredo a Estácio incorporou

União de Maricá

Enredo: Berenguendéns e Balangandãs

Autores: Babby do Cavaco, Rafael Gigante, Marcelo Adnet, Hélio Porto, Jefferson Oliveira e André do Posto 7

Nêga da ladeira do Pelô

Tens o som de Salvador

E a magia que fulgura

Revolucionar é seu papel

E a arte do cinzel

Tu carregas na cintura

Junto ao tabuleiro nas manhãs

Há o sonho das irmãs que anseiam liberdade

Ecoa toda Nzinga de Matamba

A mandinga e a demanda

Realeza, identidade

Balanço que lembra meu adarrum

Na armadura de Ogum, memória ancestral

Adorno que guardo no meu ilê

Herança dos Malês

É forja do metal!

Santa luz da rebeldia que moldou o Livramento

Somos jóias da princesa, filhas do empoderamento

Penduricalho, que te entrego de lembrança

Guarda a fé, o fogo e o talho, resplandece a esperança

Eu peço aos meus orixás

E entrego todo axé

A nega pode e vai ter o que quiser

Tantas pretas consagradas

Meu espelho com orgulho

E a quem renega a mulherada:

Vá dormir com esse barulho!

Balangandãs, berenguendés

Canta Maricá o que a baiana tem

Pertencimento que reluz no amuleto

Claro, tinha que ser preto!

Porto da Pedra

Enredo: Das Mais Antigas da Vida, o Doce e Amargo Beijo da Noite

Autores: Bira, Rafael Raçudo, Oscar Bessa, Márcio Rangel, Eric Costa, Fernando Macaco, Miguelzinho, Jarrão, Rafael Gigante, Vinicius Ferreira e Pierre Porto

LETRA

Dama do luar e cabaré

Quem ousa enfrentar a força da mulher?

Meu corpo, encruzilhada de mistérios

Na boca, minha língua, uma navalha

Caminho para o céu e o cemitério

Na esquina, o feitiço que gargalha

A ninfa divindade do erudito

Libido que te leva ao infinito

Sou Geni que se libertou

Fiz um porto da pedra que você jogou

Eu vim de longe para lhe satisfazer

Meu ofício vem do vício que alimenta seu prazer

A preferida da realeza e do cais

Conheço o chão das promessas que o homem faz

Parceira no amor, transveste sedução

Musa do escritor, veneno e salvação

Também sou moça e de família

Mãe e filha, meu sustento vem da luta

Uma puta mulher, que sabe o que quer

Em casa, na cama, na rua

Dona de mim, vestida ou nua

O preço da vida quem sabe sou eu

Preserve seu corpo, meu bem, ao encontro do meu

Sou da chama a centelha na vermelha luz

Minha sina se assemelha à dor da Vera Cruz

Tenho a garra e a certeza

Sou o que eu queria

Tigresa que mata um leão por dia!

Unidos da Ponte

Enredo: Tamborzão – O Rio é baile! O poder é black! 

Autores: Chacal do Sax, Gustavinho Oliveira, Marquinhos Beija-Flor, Gabriel Simões, Faustino Gravino, Brayan Sá, Valtinho Botafogo e Mateus Pranto

LETRA

É dia de baile na comunidade

Só os de verdade vão colar comigo

Lancei o nevou, a tropa aprovou

O corte na régua é o estilo

Quem tenta me incriminar

Adora me imitar

Se minha moda pra você

Tem valor comercial

Meu passo, minha ginga e batida

São denúncia, botam dedo na ferida

Pra periferia, orgulho ancestral

Pega a visão, meu irmão

Não venha afrontar, fechar na vacilação

A gente vai bater de frente e o baile vai rolar

Tenha consciência que o pobre tem o seu lugar!

Vai, varar a madrugada até o dia amanhecer

O nosso morro tem voz e poder

É dia de graça pra tantos irmãos

Vem botar abaixo a segregação

Nossa arte estampa os muros

Tem charme no viaduto

Ninguém resiste ao nosso som

O povo nos consagrou e não se vendeu

Liberta DJ, a favela venceu!

Pra cada MC revolucionar

E mostrar que o funk nunca vai acabar!

Não sou de mandar recado, sou cria de Meriti!

Não sou de mandar recado, sou cria de Meriti!

Aqui é som de preto! Com orgulho, favelado!

O baile da Ponte é na Sapucaí!

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Carnaval 2026: Frisas para os desfiles do Grupo Especial voltam a ser vendidas nesta terça-feira

Se você ainda sonha em assistir de perto o maior espetáculo da Terra, prepare-se: a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) vai recolocar à venda, nesta terça-feira (28), a partir das 9h, as frisas remanescentes para os desfiles do Grupo Especial no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

A compra deverá ser realizada exclusivamente pela plataforma Ticketmaster, com pagamento imediato via Pix. De acordo com a Liesa, os preços serão os mesmos da primeira fase de vendas, e a nova etapa será destinada apenas a pessoas físicas.

Como vai funcionar a nova etapa de vendas?

O comprador deverá acessar o site da Ticketmaster, entrar na fila de espera virtual e, quando for liberado, escolher o setor e o dia desejado. Cada CPF poderá adquirir apenas uma frisa por vez, contendo seis lugares. Quem desejar garantir frisas para mais de um dia de desfile deverá finalizar a compra, efetuar o pagamento e, depois, retornar à plataforma para realizar uma nova solicitação, conforme a disponibilidade.

Os desfiles do Grupo Especial acontecem nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro de 2026, com as seis escolas mais bem colocadas retornando à avenida no dia 21 de fevereiro, para celebrar o Sábado das Campeãs. Confira a ordem oficial  das apresentações:

Domingo, 15 de fevereiro

Acadêmicos de Niterói

Imperatriz Leopoldinense

Portela

Estação Primeira de Mangueira

Segunda-feira, 16 de fevereiro

Mocidade Independente de Padre Miguel

Beija-Flor de Nilópolis

Unidos do Viradouro

Unidos da Tijuca

Terça-feira, 17 de fevereiro

Paraíso do Tuiuti

Unidos de Vila Isabel

Acadêmicos do Grande Rio

Acadêmicos do Salgueiro

Para quem planeja visitar o Rio durante o Carnaval, esta é a oportunidade perfeita para garantir o ingresso e vivenciar de perto a magia do Carnaval Carioca.

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Carnaval 2026: Ensaios técnicos da Série Ouro serão realizados em três dias no Sambódromo

O calendário oficial dos ensaios técnicos das Escolas de Samba da Série Ouro para o Carnaval 2026 foi divulgada nesta segunda-feira (20) pela Liga RJ. Pela primeira vez, as apresentações serão divididas em três dias concentrados em um único fim de semana, entre 23 e 25 de janeiro, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

O cronograma começa na sexta-feira (23/01), a partir das 21h, com Unidos do Jacarezinho, Em Cima da Hora, Unidos da Ponte, Acadêmicos de Vigário Geral e Unidos de Padre Miguel. No sábado (24/01), os ensaios têm início às 18h, com Botafogo Samba Clube, União do Parque Acari, Unidos de Bangu, União de Maricá e União da Ilha do Governador. O encerramento acontece no domingo (25/01), também às 18h, com Inocentes de Belford Roxo, Arranco do Engenho de Dentro, Império Serrano, Unidos do Porto da Pedra e Estácio de Sá.

Os ensaios técnicos são uma das etapas mais aguardadas da preparação das escolas para os desfiles oficiais, permitindo ajustes de canto, evolução e harmonia na avenida. Assim como em anos anteriores, a entrada será gratuita, oferecendo ao público uma prévia da emoção que tomará conta da Sapucaí em fevereiro.

Em 2026, as escolas da Série Ouro desfilam nos dias 13 e 14 de fevereiro, prometendo abrir o Carnaval carioca com muito samba, tradição e competitividade.

Serviço

Datas: 23, 24 e 25/01
Horário: Sexta, a partir das 21h; Sábado e Domingo, a partir das 18h
Local: Sambódromo da Marques de Sapucaí
Ingresso: Entrada Gratuita

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Corte Real 2026: definidos os finalistas que disputarão um lugar na realeza do Carnaval Carioca

Está chegando a hora das grandes finais! Nesta sexta-feira (17) foi realizado o segundo dia das semifinais, dedicado à disputa dos reis e rainhas, em um dia marcado por muita agitação, casa cheia e celebração. Com uma disputa de 20 candidatas a Rainha e 10 a Rei, apenas metade de cada foi selecionado para a final do dia 24. Entre os postulantes do dia, classificaram-se os candidatos a Rei Anderson Matheus (7), Danilo Vieira (2), Djeferson Mendes (6), Jonata dos Santos (12) e Pablo Jales (3). As candidatas a Rainha foram Ana Carolina Antunes (28), Ana Luiza Carneiro (8), Caroline Xavier (29), Gabriela Carvalho (42), Ingrid Ferreira (34), Jéssica Almeida (9), Luana Fernandes (2), Rhunda Monteiro (23), Samara Trindade (13) e Thays Busson (22).

Wilson Neto, o Rei Momo de 2022, e Bianca Monteiro, rainha de bateria da Portela, realizaram a apresentação da noite com muita energia e emoção. Quem esteve lá, presenciou uma verdadeira noite de dedicações de amor ao samba.

A banca de jurados, formada a cada edição por representantes, amantes e estudiosos do nosso samba e da nossa cultura, contou com presenças ilustres, como Tia Surica, figura lendária e matriarca da Portela; Lucinha Nobre, Porta-Bandeira multi-campeã e Estandarte de Ouro; Mari Mola, embaixadora e Rainha do Carnaval em 2023; Bárbara Ferreira, jornalista e escritora; Nilce Fran, vice-presidente da Portela e Célia Fernandes, presidente da Associação de Mulheres Empreendedoras do Brasil. Também fizeram parte da mesa o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, o vice-presidente Luís Monsores e o diretor de operações Flávio Teixeira.

Rosa Magalhães: a homenageada da noite

Como não podia faltar em um dia de celebração do carnaval, o samba foi forte no palco. O grupo Moça Prosa, formado por mulheres que participavam de uma oficina de percussão feminina na Pedra do Sal, abriu os trabalhos com excelência, recebendo todos que chegavam com muita animação. Após o tempo dedicado à homenagem para Rosa Magalhães, o Salgueiro, sua ex-escola, entrou no palco para fazer jus à sua memória. Com cores fortes e sambas mais ainda, a vermelho e branco encantou o público ao apresentar seu samba-enredo de 2026, que é dedicado à grande carnavalesca.

Com a condução do Rio Samba Show, a disputa foi tomada por diversos candidatos fortíssimos, que deixaram suas histórias de vida, posicionamentos e dedicação no palco. O espetáculo foi encerrado com a apresentação do Terreiro de Crioulo, roda de samba que viaja diversas cidades do Brasil, mas que tem sua raiz fincada na Zona Oeste do Rio, e é um sucesso absoluto entre os eventos da cidade.

O dia foi dedicado à lendária Rosa Magalhães, um dos maiores nomes da história do carnaval. Formada na “Revolução Salgueirense” dos anos 60, Rosa detém o recorde de mais títulos conquistados no Sambódromo, sendo cinco pela Imperatriz (1994, 95, 99, 2000 e 2001), um pela Vila Isabel (2013) e, antes da avenida, conquistou o último título do Império Serrano em 1982. Magalhães faleceu em 2024 e será o enredo do Salgueiro no desfile de 2026.

“Eu tô muito emocionada de estar aqui, porque isso registra que, de alguma maneira, passar por esse palco, além de coroar a gente no ano que ganhamos, nos transforma em um marco na história do nosso Carnaval, e isso é muito importante. É cada vez mais importante que meninas que são crias de comunidade e de escola de samba, fiquem marcadas na história do carnaval.”, disse Maria Mola, Rainha do carnaval de 2023.

Todos os dias da Corte são transmitidos ao vivo no Youtube, através do canal oficial da Riotur  e do Fitamarela.

Confira o calendário das finais do Concurso Corte Real Carnaval:

Dia 23/10 – Final LGBT+ (Muso, Musa e Pessoa Não-Binária)
Dia 24/10 – Final (Rei e Rainha)

Confira a programação de homenagens e shows completa das finais:

Dia 23/10 (Preta Gil) – Samba Que Elas Querem, Imperatriz, Maime dos Brilhos, Karina Karão e Sambay
Dia 24/10 (Arlindo Cruz, Bira Presidente, Gilsinho da Portela e homenageados anteriores) – Quintal da Magia, Beija-Flor e Arlindinho
Serviço:

Concurso Corte Real do Carnaval 2026
Datas: 23 e 24/10
Horário: 19h
Local: R. Rivadávia Corrêa, 60 – Santo Cristo (Cidade do Samba)
Melhor forma de chegar: VLT – Linha 1 (Santos Dumont x Terminal Gentileza). Basta desembarcar na estação Cidade do Samba/Tia Ciata
Ingresso: Entrada gratuita

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Concurso Corte Real 2026: Programação segue com grandes shows na Cidade do Samba

A temporada de shows da Corte Real do Carnaval 2026 segue firme na Cidade do Samba, com uma programação que reúne alguns dos nomes mais amados das rodas de samba carioca. O evento, que já movimentou o público nas fases iniciais do concurso, ganha ainda mais força nas próximas datas, com apresentações de Sapagode, Grande Rio, Karoline Absyntho, Moça Prosa, Terreiro de Crioulo, Salgueiro, Samba Que Elas Querem, Imperatriz Leopoldinense, Meime dos Brilhos, Karina Karão, Sambay, Quintal da Magia, Beija-Flor e Arlindinho.

Com entrada gratuita, o espaço se transforma em um grande encontro popular, unindo competição, cultura e música. As apresentações acontecem sempre a partir das 19h, na Cidade do Samba, e contam com transmissão ao vivo nos canais da Riotur e Fita Amarela no YouTube.

Sobre o Concurso Corte Real Carnaval 2026

O Concurso Corte Real é uma das tradições mais queridas do carnaval carioca. Realizado pela Riotur, o evento escolhe o Rei Momo, a Rainha e as Princesas do Carnaval, além da Corte LGBT+ (Muso, Musa e Pessoa Não-Binária), figuras que simbolizam a alegria e a representatividade da folia. A edição de 2026 traz o tema “Celebrando a Ancestralidade”, com homenagens a grandes nomes do samba e apresentações de grupos consagrados da cultura popular, consolidando a Cidade do Samba como ponto de encontro dos amantes do carnaval.

Programação de shows e homenagens

16/10 (quinta-feira) – Homenagem a Maria Augusta
Atrações: Sapagode, Grande Rio, Rio Samba Show e Karoline Absyntho

17/10 (sexta-feira) – Homenagem a Rosa Magalhães
Atrações: Moça Prosa, Salgueiro, Rio Samba Show e Terreiro de Crioulo

23/10 (quinta-feira) – Homenagem a Preta Gil
Atrações: Samba Que Elas Querem, Imperatriz Leopoldinense, Meime dos Brilhos, Karina Karão e Sambay

24/10 (sexta-feira) – Homenagem a Arlindo Cruz, Bira Presidente e Gilsinho da Portela
Atrações: Quintal da Magia, Beija-Flor e Arlindinho

Serviço

Concurso Corte Real do Carnaval 2026
Datas: 16, 17, 23 e 24 de outubro
Horário: A partir das 19h
Local: Cidade do Samba – R. Rivadávia Corrêa, 60 – Santo Cristo
Melhor forma de chegar: VLT Linha 1 (Santos Dumont x Terminal Gentileza) – Estação Cidade do Samba/Tia Ciata
Entrada gratuita
Transmissão ao vivo: YouTube @Rioturoficial e @Fitamarela