Foto: Léo Queiroz

Celebração do Dia Nacional do Samba terá três dias de desfiles na Cidade do Samba e shows

O Dia Nacional do Samba, ganhará uma comemoração à altura do que os amantes da folia merecem! Nos dias 29, 30 e 1º de dezembro, a Cidade do Samba, localizada na Rua Rivadávia Correa, 60, na Gamboa, contará com três dias de desfiles especiais das agremiações do Grupo Especial do carnaval do Rio, além de shows inéditos! O evento terá entrada franca mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, com abertura dos portões às 19h.

A celebração começa na sexta-feira (29), com as escolas que desfilam no primeiro dia de Carnaval: Unidos de Padre Miguel, Imperatriz Leopoldinense, Viradouro e Mangueira. Todas levarão os principais segmentos, como comissão de frente, casal de mestre-sala e porta-bandeira, passistas, baianas, velha-guarda e parte dos ritmistas e de componentes de alas. A abertura ficará por conta do Cacique de Ramos e, o encerramento, do cantor Belo.

No sábado, as agremiações do segundo dia do Carnaval vão se apresentar na Cidade do Samba: Unidos da Tijuca, Beija-Flor, Salgueiro e Vila Isabel. A abertura será com o Terreiro de Crioulo e, o encerramento, com o Samba da Volta.

Para encerrar as comemorações, o domingo (1º) receberá as agremiações: Mocidade Independente, Paraíso do Tuiuti, Grande Rio e Portela. Ao final dos desfiles, os sambistas poderão confraternizar ao som de Jorge Aragão.

SERVIÇO:

DIA NACIONAL DO SAMBA

Endereço: Cidade do Samba – Rua Rivadávia Correa, 60 – Gamboa

Abertura dos portões: 19h

Entrada: 1 kg de alimento não perecível

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De Bethânia a Laíla: os desfiles que marcaram os últimos títulos do Grupo Especial

Os desfiles do Grupo Especial carregam, a cada edição, uma combinação de expectativa, memória e renovação. Na Passarela do Samba, o passado recente serve de termômetro para medir o nível de exigência do presente. Os últimos campeões do Grupo Especial ajudam a entender como o espetáculo evoluiu nos enredos, na estética e na forma de contar histórias, apontando caminhos para o que o público espera ver novamente na avenida. Venha conferir com a gente como foram os últimos desfiles que já estão eternizados na galeria de momentos históricos do Maior show da Terra.

2016

Carnaval 2016 – Mangueira – Liesa Fat Press

A Estação Primeira de Mangueira foi a campeã do Grupo Especial do Carnaval de 2016. Para encerrar um jejum de 14 anos, a agremiação trouxe o enredo “Maria Bethânia: A menina dos olhos de Oyá”, assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira, homenageando as cinco décadas de carreira da cantora Maria Bethânia. Naquele ano, além da Mangueira, Unidos da Tijuca, Portela, Salgueiro, Beija-Flor e Imperatriz marcaram presença no Sábado das Campeãs.

2017

Carnaval 2017 – Portela e Mocidade – Luiz Alvarenga e Fernando Grili/ Riotur 

Nesta edição, duas agremiações dividiram a glória máxima do Carnaval carioca. A Portela quebrou um jejum de 33 anos sem títulos ao levar para a Sapucaí o enredo “Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar Ao Ver Esse Rio Passar…”, que abordou a relação histórica da humanidade com os rios, passando por lendas e religiosidades. A outra campeã foi a Mocidade Independente de Padre Miguel, que fez uma conexão com Marrocos por meio do enredo “As Mil e Uma Noites de uma ‘Mocidade’ pra lá de Marrakesh”. Imperatriz, Grande Rio, Salgueiro e Beija-Flor se juntaram a Portela e Mocidade no Desfile das Campeãs.

2018

Carnaval Rio 2018 -Beija-Flor – Raphael David | Riotur

Com forte crítica social no enredo “Monstro é aquele que não sabe amar (Os filhos abandonados da pátria que os pariu)”, a Beija-Flor uniu referências ao romance Frankenstein às mazelas sociais brasileiras e conquistou seu 14º título do Carnaval. A escola levou para a avenida alas emblemáticas, como a dos “roedores dos cofres públicos” e a dos “lobos em pele de cordeiro”, em alusão à classe política. Paraíso do Tuiuti, Salgueiro, Portela, Mangueira e Mocidade completaram o Top 6 e encerraram a festa no Sábado das Campeãs.

2019

Carnaval 2019 – Mangueira – Acervo LIESA

Com o enredo “História pra Ninar Gente Grande”, a Mangueira voltou a conquistar o título do Carnaval carioca pela 20ª vez. A verde e rosa promoveu uma revisão da história oficial, exaltando lideranças populares negligenciadas, e desconstruindo figuras tradicionalmente tratadas como heróicas. Além da Mangueira, Viradouro, Vila Isabel, Portela, Salgueiro e Mocidade desfilaram no Sábado das Campeãs.

2020

Carnaval 2020 – Viradouro – Fernando Grilli / Riotur

A história do grupo das Ganhadeiras de Itapuã levou a Unidos do Viradouro a conquistar seu segundo título. Com o enredo “Viradouro de Alma Lavada”, a escola de Niterói apresentou o legado de mulheres negras que lavavam roupas na Lagoa do Abaeté, em Salvador, e realizavam outros trabalhos em busca da compra de suas alforrias. O Top 6 foi completado por Grande Rio, Mocidade, Beija-Flor, Salgueiro e Mangueira.

2021

Em virtude das restrições impostas pela pandemia de Covid-19, os desfiles do Grupo Especial foram cancelados neste ano.

2022

Carnaval 2022 – Acadêmicos do Grande Rio

No retorno dos desfiles após a pandemia, a Acadêmicos do Grande Rio conquistou seu primeiro campeonato ao celebrar as tradições afro-brasileiras com o enredo “Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu”. A agremiação da Baixada Fluminense homenageou a divindade Exu e combateu a intolerância religiosa, desmistificando preconceitos contra as religiões de matriz africana. Além da Grande Rio, Beija-Flor, Viradouro, Vila Isabel, Portela e Salgueiro desfilaram no Sábado das Campeãs.

2023

 Imperatriz – Gabriel Monteiro Riotur

O “Rei do Cangaço” fez a Imperatriz Leopoldinense voltar a festejar um título após mais de duas décadas. Com o enredo “O Aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarda”, inspirado na literatura de cordel sobre o destino de Lampião após a morte, a escola conquistou a avenida. O Desfile das Campeãs contou ainda com Viradouro, Vila Isabel, Beija-Flor, Mangueira e Grande Rio.

2024

 Viradouro – Foto Marco Terranova/ Riotur

O tricampeonato da Viradouro veio com o enredo “Arroboboi, Dangbé”, que apresentou as serpentes como objeto de culto nas tradições africanas. Em sistemas de crença como o da nação jeje, o réptil simboliza regeneração, vida, transformação e recomeço. Além da escola de Niterói, Imperatriz, Grande Rio, Salgueiro, Portela e Vila Isabel retornaram para o Sábado das Campeãs.

2025

Carnaval 2025 – Beija-Flor – Foto Alexandre Loureiro /  Riotur

A homenagem ao legado do carnavalesco Laíla garantiu à Beija-Flor de Nilópolis o seu 15º campeonato. Com o enredo “Laíla de Todos os Santos, Laíla de Todos os Sambas”, a escola celebrou a fé em Xangô e a trajetória do carnavalesco, culminando em um reencontro simbólico com Joãosinho Trinta no plano espiritual. O desfile também marcou a despedida de Neguinho da Beija-Flor da Marquês de Sapucaí. Além da campeã, Mangueira, Portela, Viradouro, Imperatriz e Grande Rio participaram do Sábado das Campeãs.

Com esse retrospecto recente, o Carnaval deste ano chega cercado de altas expectativas. Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, novas histórias serão contadas em três noites de desfiles que prometem entrar para a história da Marquês de Sapucaí. Confira aqui a programação completa.

Desfile Marquês de Sapucaí patrimônio imaterial

Desfile das escolas de samba da Marquês de Sapucaí é reconhecido como patrimônio imaterial

O desfile das escolas de samba da Marquês de Sapucaí, um dos maiores símbolos culturais do Rio, passou a integrar oficialmente o patrimônio imaterial histórico, cultural, artístico e humanístico do Estado do Rio. O reconhecimento foi formalizado por meio da Lei nº 11.064, publicada no Diário Oficial do Estado em 19 de dezembro de 2025.

Realizado anualmente na Passarela do Samba, no Centro do Rio, o desfile é um dos principais cartões-postais culturais da cidade e desempenha papel fundamental na identidade carioca, além de projetar o Rio para o Brasil e o mundo. A nova legislação reconhece o valor simbólico, artístico e social do espetáculo, que reúne escolas de samba, artistas, comunidades e milhões de espectadores a cada edição.

Considerado o principal palco do Carnaval carioca, o Sambódromo da Marquês de Sapucaí concentra os desfiles do Grupo Especial e das demais divisões, além de movimentar de forma significativa a economia da cidade. O evento impulsiona o turismo, fortalece a economia criativa e gera milhares de empregos temporários, impactando diretamente diversos setores, como hotelaria, gastronomia, transporte e serviços.

Ao longo das décadas, a Passarela do Samba se consolidou como um dos maiores símbolos culturais do Rio, reunindo enredos que dialogam com a história do Brasil, temas sociais, religiosos e políticos, além de valorizar tradições populares e expressões artísticas das comunidades cariocas.

A lei entrou em vigor na data de sua publicação, garantindo o reconhecimento imediato do desfile das escolas de samba da Marquês de Sapucaí como patrimônio cultural imaterial do Estado. Para o Município do Rio de Janeiro, a medida reforça a importância do Carnaval como um dos principais ativos culturais e turísticos da cidade, reconhecido mundialmente por sua criatividade, diversidade e capacidade de atrair visitantes de todas as partes do mundo.

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Marquês de Sapucaí: história, curiosidades e os bastidores do maior palco do Carnaval do mundo

Um dos maiores símbolos culturais do Brasil, a Marquês de Sapucaí consegue ultrapassar as barreiras de ser uma simples avenida. Ela tem o dom de conectar tradição, criatividade e emoção, que se conectam todos os anos para dar vida ao Maior Espetáculo da Terra: O Carnaval carioca. Projetada para ser a casa definitiva dos desfiles das Escolas de Samba, a Sapucaí reúne curiosidades pouco conhecidas e histórias marcantes que transformam cada desfile em um espetáculo inesquecível. Conheça alguns fatos e detalhes que ajudam a entender por que esse espaço é tão especial para cariocas, sambistas e visitantes do mundo inteiro.

A origem 

Antes de ganhar a forma que o mundo conhece hoje, a Passarela do Samba quase teve outro endereço. A proposta inicial era que os desfiles acontecessem na Av. Presidente Vargas, tradicional palco do Carnaval carioca até então. No entanto, o então vice-governador Darcy Ribeiro defendeu que a nova estrutura fosse construída na Av. Marquês de Sapucaí, nas proximidades da Praça Onze,  região considerada um dos grandes berços do nosso samba.

A escolha do local não foi simples e gerou debates, já que ali funcionava a fábrica de uma famosa marca de cerveja, o que exigiu negociações e adaptações antes do início das obras.

O projeto de Niemeyer e construção recorde 

Para transformar a ideia em realidade, o consagrado arquiteto Oscar Niemeyer foi convidado para tocar o projeto. Em 1983, ele apresentou o projeto do Sambódromo com um conceito inovador: criar um espaço que fosse, ao mesmo tempo, palco do Carnaval e equipamento público.

Alinhado às propostas educacionais e culturais da época,Niemeyer incluiu 115 salas de aula sob as arquibancadas dos setores 4, 5, 6, 7 e 9, reforçando o papel social da obra além da festa. Sua construção também entrou para a história pela velocidade. Em apenas 110 dias, cerca de 2,5 mil operários trabalharam intensamente para entregar a obra, inaugurada em março de 1984. O resultado é um projeto com características marcantes do estilo de Niemeyer: linhas modernas, estrutura simétrica e o uso do concreto como elemento principal.

O nome oficial do Sambódromo

Embora seja mundialmente conhecido como Sambódromo da Marquês de Sapucaí, o nome oficial é Passarela Professor Darcy Ribeiro, uma homenagem ao antropólogo e idealizador da mudança do local dos desfiles. A associação com a avenida, no entanto, foi tão forte que o nome popular acabou se tornando sinônimo do maior espetáculo da Terra.

Quem foi o Marquês de Sapucaí?

O nome da avenida desperta curiosidade, já que o personagem homenageado não tinha ligação direta com o Carnaval. Cândido José de Araújo Vianna, o Marquês de Sapucaí, nasceu em Nova Lima, Minas Gerais, e viveu durante o período imperial brasileiro. Formado pela Universidade de Coimbra, foi político, desembargador e educador. Atuou como professor de D. Pedro II e de suas irmãs, tornou-se tutor das filhas do imperador, foi ministro da Fazenda e presidiu o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil.

A Sapucaí hoje

Atualmente, o Sambódromo conta com 13 setores, praças de alimentação, sala de imprensa e estrutura preparada para grandes eventos. Durante o Carnaval, mais de 120 mil pessoas passaram pela Passarela do Samba para acompanhar os desfiles das escolas da Série Ouro, do Grupo Especial e das escolas mirins.

Cerimônia de Lavagem: fé e tradição 

Seguindo a tradição, a Lavagem da Sapucaí é um ritual de fé e purificação que marca o fim dos ensaios técnicos com a participação de baianas, mestres-salas, porta-bandeiras e diversos grupos religiosos, que caminham pela avenida com flores, ervas e defumadores para abrir os caminhos para o espetáculo, simbolizando a limpeza de energias e a união de todas as fés para abençoar o evento.

O Carnaval da Sapucaí em 2026

Está chegando o grande momento da Marquês de Sapucaí voltar a ser o centro das atenções do mundo do samba com uma programação intensa. Os desfiles da Série Ouro acontecem nos dias 13 e 14 de fevereiro. Já o Grupo Especial, principal vitrine do Carnaval carioca, entra na avenida em três noites consecutivas: 15, 16 e 17 de fevereiro.

Encerrando a festa, o tradicional Sábado das Campeãs, no dia 21 de fevereiro, reúne as seis escolas mais bem ranqueadas, que ganham o direito de desfilar novamente, celebrando o sucesso e a excelência do espetáculo.

Programação Intendente Magalhães 2026

Confira a programação dos desfiles da Intendente Magalhães no Carnaval 2026

O Carnaval do Rio também pulsa forte na Intendente Magalhães, palco dos desfiles do Grupo 1 das Federações dos Blocos, além das Séries Prata, Bronze e do Grupo de Avaliação. Em 2026, a avenida volta a receber escolas de samba de diferentes regiões da cidade em dias de muita emoção, cores e comunidade.

A programação começa no sábado de carnaval,  a partir das 29h, com os desfiles do Grupo da Federação dos Blocos Carnavalescos. Já os desfiles da Série Prata acontecem no domingo e na segunda-feira de carnaval, a partir das 18h. O Grupo de Avaliação desfila na terça-feira, e a Série Bronze entra na avenida na sexta e no sábado após o carnaval oficial.

Ao todo, os desfiles acontecem nos dias 14 (Grupo 1 da Federação dos Blocos), 15 e 16 de fevereiro (Série Prata), 17 de fevereiro (Grupo de Avaliação) e 20 e 21 de fevereiro de 2026 (Série Bronze), reunindo dezenas de escolas e fortalecendo o carnaval popular do Rio.

Programação Intendente Magalhães 2026

Ordem dos Desfiles – Federação dos Blocos (Grupo 1)

14/02 | Sábado 

  1. Birita Mas Não Cai
  2. 2.  Império do Gramacho
  3. Vai Barrar? Nunca!
  4. 4.  Cometas do Bispo
  5. Unidos do Alto da Boa Vista
  6. União da Ponte7
  7.   Novo Horizonte
  8.   Renascer de Vaz Lobo
  9.   Unidos do Bandeirante
  10.   Do Barriga

Ordem dos Desfiles – SÉRIE PRATA

15/02 | Domingo

  1. Mocidade Unida do Santa Marta
  2. Arrastão de Cascadura
  3. Tubarão de Mesquita
  4. Renascer de Jacarepaguá
  5. União do Parque Curicica
  6. Independente da Praça da Bandeira
  7. Chatuba de Mesquita
  8. Vizinha Faladeira
  9. Unidos de Lucas
  10. Independentes de Olaria
  11. Tradição
  12. Lins Imperial
  13. União de Jacarepaguá
  14. Acadêmicos do Cubango

16/02 | Segunda-feira

  1. Império da Tijuca
  2. Flamanguaça
  3. Feitiço Carioca
  4. Siri de Ramos
  5. Acadêmicos da Abolição
  6. Império de Nova Iguaçu
  7. São Clemente
  8. Acadêmicos do Dendê
  9. Acadêmicos do Engenho da Rainha
  10. Unidos de Santa Tereza
  11. Acadêmicos da Rocinha
  12. Acadêmicos de Santa Cruz
  13. Alegria do Vilar
  14. Leão de Nova Iguaçu
  15. Império da Uva

Ordem dos Desfiles – GRUPO DE AVALIAÇÃO

17/02 | Terça-Feira 

  1. Mocidade Unida da Cidade de Deus
  2. Império Ricardense
  3. Raça Rubro-Negra
  4. Império da Resistência
  5. Mocidade Independente de Inhaúma
  6. Acadêmicos da Pedra Branca
  7. Difícil é o Nome
  8. Gato de Bonsucesso
  9. Arame de Ricardo
  10. Acadêmicos de Madureira
  11. Renascer de Nova Iguaçu
  12. Coroado de Jacarepaguá
  13. Delírio da Zona Oeste
  14. Unidos de Manguinhos
  15. Casa de Malandro

Ordem dos Desfiles – SÉRIE BRONZE

20/02 | Sexta-feira

  1. Concentra Imperial
  2. Acadêmicos do Recreio
  3. Rosas de Ouro
  4. Império de Braz de Pina
  5. Sereno de Campo Grande
  6. Leão de Quintino
  7. Flor da Mina
  8. Unidos de Cosmos
  9. União Cruzmaltina
  10. Alegria de Copacabana

21/02 | Sábado

Unidos da Barra da Tijuca

Caprichosos de Pilares

Unidos de Vila Rica

Boi da Ilha do Governador

Imperadores Rubro Negros

Unidos do Cabuçu

Unidos da Vila Kennedy

Acadêmicos do Peixe

Novo Império

Mocidade de Vicente de Carvalho

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Copacabana vai virar Bembé: Beija-Flor promove desfile especial na orla neste domingo

A orla de Copacabana será tomada pelo samba neste domingo (25), com a realização de um desfile especial da Beija-Flor de Nilópolis. A Escola de Samba levará o canto, a energia e a força de sua comunidade para a Av. Atlântica, em uma apresentação aberta ao público que promete transformar um dos cartões-postais mais conhecidos do Rio em um grande palco de celebração da cultura popular.

Batizada de “Copacabana vai virar Bembé”, a ação reúne componentes da Agremiação em um cortejo que destaca os elementos fundamentais que a Beija-Flor vai levar para Sapucaí este ano. O desfile também reforça a presença do samba como expressão artística, cultural e social profundamente ligada à história do Rio.

A concentração dos integrantes está marcada para as 15h, com início do desfile previsto para as 16h, na altura da Rua Santa Clara. A iniciativa marca o retorno da Beija-Flor à orla de Copacabana em um formato tradicional de desfile, algo que não acontecia desde 2018. Para facilitar o deslocamento dos componentes, a Beija-Flor disponibilizará ônibus exclusivos, com saída prevista para as 13h, a partir da sede da escola, em Nilópolis. O público que desejar acompanhar o desfile poderá acessar a região por meio do transporte público, com desembarque na estação Siqueira Campos do Metrô, além das diversas linhas de ônibus que atendem o bairro.

PROGRAMAÇÃO DESFILES MIRINS

PROGRAMAÇÃO DESFILES MIRINS – SAPUCAÍ 2026

O Carnaval da Sapucaí também é espaço para a nova geração do samba! Em 2026, os Desfiles Mirins levam alegria, criatividade e muito talento para a Marquês de Sapucaí, reunindo crianças e jovens de diversas comunidades do Rio.

Ao todo, 20 escolas mirins participam da programação, com apresentações distribuídas entre os meses de janeiro e fevereiro, antes do Desfile das Campeãs. É o futuro do carnaval mostrando que a tradição segue mais viva do que nunca.

Programação Desfiles Mirins Sapucaí 2026:

Sábado (31/01) • 18h

  • Miúda da Cabuçu
  • Inocentes da Caprichosos
  • Império do Futuro 

Domingo (01/02) • 17h30

  • Golfinhos do Rio de Janeiro
  • Ainda Existem Crianças na Vila Kennedy – Vila Kennedy
  • Petizes da Penha 

Domingo (08/02) • 18h

  • Corações Unidos do CIEP
  • Nova Geração da Estácio de Sá 

Sexta-Feira (20/02) • 17h

  • Infantes do Lins
  • Herdeiros da Vila – Vila Isabel
  • Pimpolhos da Grande Rio
  • Tijuquinha do Borel – Unidos da Tijuca
  • Estrelinha da Mocidade
  • Mangueira do Amanhã – Mangueira
  • Aprendizes do Salgueiro
  • Sonho do Beija-Flor
  • Filhos da Águia
  • Crias da Imperatriz – Imperatriz Leopoldinense
  • Netinhos do Tuiuti
  • Virando Esperança – Viradouro

Saiba mais em: Desfiles Mirins 2026: nova geração do Carnaval desfila na Sapucaí com programação especial

Acompanhe todas as informações sobre Carnaval no site riotur.rio.

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Conheça os sambas-enredo da Série Bronze do Carnaval 2026

Nos dias 20 e 21 de fevereiro, a Intendente Magalhães volta a ser palco da pluralidade do Carnaval carioca com os sambas-enredo da Série Bronze. É nesse chão democrático que, assim como na Série Prata, vão se encontrar Escolas tradicionais, carregadas de história e novas Agremiações, que chegam com muita vontade de marcar seu nome na folia.

A seguir, confira os sambas-enredo das agremiações que desfilam nesses dois dias e prepare-se para viver mais um capítulo da maior manifestação cultural do país:

Concentra Imperial 

A Escola de Santa Cruz inicia os desfiles da Série Bronze prestando reverências a Rosa Magalhães. Com o enredo “Nem toda rosa é vermelha, das espécies surge a Magalhães”, a Concentra promete celebrar a sensibilidade artística e o legado da carnavalesca, que encantou gerações.

Autores: Glauco Leão, Bebetinho, Douglas Ramos, Nito de Souza, Naval, Marquinhos Beija-Flor, Júlio Assis.

Bum bum paticumbum prugurundum
Sua obra é um legado que o samba aplaudiu
Dos livros extraiu sabedoria
Sua arte é poesia com um toque genial
Tribos tupinambás e tabajeres vão passar
Mas vale um jegue que um camelo a derrubar
Brasil mostra sua cara e raiz, or not Tupy
Quem te descobriu foi o seu Cabral
Desceu o suco na pancada do ganzá

Vem brincar nesse trem, au revoir Napoleão
Na Rua do Ouvidor, delirante confusão (bis)
A festa é pra gente, Marques na Sapucaí
Para o caldeirão ferver, o concentra é o ti-ti-ti

Na Vila, mostrou o celeiro pro mundo
E fez um arraiá pra lá de bom
Por muitas vezes, uma rosa premiada
Balançou arquibancada e deu o tom
Um cenário ideal nasceu
No Maraca a festa brilhou
A união dos esportes, selando a paz mundial
Eternizando o encerramento magistral

Ê saudade que dói no fundo do peito (bis)
E quem dera um dia no tempo voltar

Agradecer aos mestres com carinho
Concentra Imperial resgata o caminho (bis)
De Rosa Magalhães, eterno ensinamento
Pra vida, inspiração e sentimento

Acadêmicos do Recreio

Com o enredo “Nosso Lar Aiyê dos Orixás: Terreiro de Nossa Gente”, a Escola da Zona Sudoeste promete enaltecer o nosso lar como um espaço sagrado de culto, resistência e morada. A Agremiação promete se transformar em um terreiro de luz e fé, onde o Aiyê (a Terra) é a morada sagrada dos nossos Orixás e o berço da nossa comunidade.

Autores: Jeferson Rodrigues, Marquinhos Índio, Gilson Bernini e Gilsinho da Vila

Cenário encantado de axé
O portal da minha fé, o ayê dos orixás
Terreiro de umbanda e candomblé
Memória viva dos meus ancestrais
Chegou o povo cigano
Tem festa à luz do luar
Em cada palma da mão… destino
Fogueira, pé na areia à beira-mar
Ao som dos violinos
A roda de oborós e iabás
É canto e reza, caridade, amor e paz

Minha Praia da Macumba
Um presente do sagrado
Um balaio de riquezas
Êta solo abençoado
A energia que envolve o meu quintal
Virou enredo nesse Carnaval

Ogã, firma ponto no tambor
Ialorixá mandou
Bota a gira pra girar
Laroyê Exu, mojubá
A malandragem tá na ginga do meu samba
Filho de pemba também vai pagodear
No fim do ano, quando o céu clareia
Tem oferendas que a maré sabe levar
Esporte, cultura, lazer, prazer
Motivos pra me orgulhar… meu lugar
A brisa sopra musicalidade
Lá vou eu nas ondas da felicidade

Kabecilê Xangô, meu padroeiro
Alumia o nosso lar, salve o povo macumbeiro
Yemanjá, peço proteção
Vai, meu Recreio, nesse mar de emoção

Rosa de Ouro

O legado de Candeia vai ser levado para a Avenida pela Rosa de Ouro. Com o enredo “Deixe-me ir: Rosa de Ouro canta Candeia: A Luz que Iluminou o Samba!”, a Escola homenageia seus 90 anos, cortejando de reverência à sua trajetória, às suas letras combativas e poéticas, ao seu amor incondicional pela negritude, pela cultura popular e pelo carnaval verdadeiro.

Autores: Victor Rangel, Dinho PQD, Marcelo Vieira, Diego Gaúcho, Edson de Jesus e Léo Castro.

É povo preto, é mandinga e fundamento
O real assentamento traz a luz de orixá
Que guia, orienta e dá caminho
Nunca vai deixar sozinho, é a força pra lutar
O negro em dia de graça, o axé que não passa
A esperança que não vai ter fim
Arte iluminada por Candeia
A estrela que anseia o futuro no sopro do benjoim

Partideiro, sua rima me conduz
O seu verso vem das bandas de Oswaldo Cruz
O retinto carioca se vestiu de azul e branco
Trouxe a águia da Portela e seu eterno manto

É resistência, alma livre pra cantar
Sob a luz do luar… exalou favela
Cultura enraizada no saber
Muito fez por merecer, mostrou sua diretriz
Quilombo é raça, raiz
Acordes que brotam do chão
O canto é um elo das três raças
A fuga dos nossos ais
Sua história assim se faz
O legado é alma do Carnaval

A nossa escola de samba é ouro
É rosa que faz o povo cantar
Meu partido é o samba na veia, tem sobrenome Candeia
Chama que jamais se apagará

Império de Brás de Pina

Com o enredo “Nas Asas do Gavião, o Violão – Alma Musical do Brasil”, a Agremiação da Zona Norte promete embarcar a Intendente em viagem mágica pela história da música brasileira, tendo o violão como fio condutor que costura ritmos, emoções e histórias de norte a sul do país. 

Autores: Adriano Amaral, Luh Andrade, Clara Vidal, Felipe Lima, Jorginho Anhangá Ney Mesquita. 

Veio de além-mar
Na travessia, um lamento em segredo
Feito de notas e pranto tecido
Cordas caladas em meio ao degredo
Ao aportar no chão, soprou liberdade
Festejando com os índios, nasceu identidade
Na voz do repente cortando sertão
Florescem poesias no xote, baião
Violeiros, sertanejo a cantar
Um novo som está no ar

Na Lapa, a lua sorri seresteira
Entre as varandas da gafieira
A bossa que embala um chorinho do bom
Nas cordas do meu violão

Vem nos meus acordes viajar
Por melodias de tantas canções
Uma congada de cores no frevo das multidões
Grandes festivais, liberdade e esperança
Caminhando contra o vento
A Tropicália é lembrança
O rap é a luta desse meu país
No funk a favela só quer ser feliz
E o samba é a voz que não cala, é minha raiz
Vem ver meu Gavião tocar sua viola
E fazer valer a história
Pro meu Império ser campeão

Violão e a canção brasileira
Mistura perfeita desse meu país
Brás de Pina, a tua bandeira
Paixão verdadeira de um povo feliz

Sereno de Campo Grande

Em comemorações de seus 30 anos, a Sereno vai mergulhar nas sombras da desigualdade para trazer à luz aquilo que é silenciado através do enredo “Com o Olhar de Coruja, Enxergamos Além da Escuridão”. O desfile também vai celebrar a resiliência e a cultura que pulsa mesmo em meio ao caos e da esperança que insiste em florescer. 

Autores: Jaci Campo Grande, Sergio Alan, André Baiacu, Fabio Rodrigues, Laio Lopes, Marcelinho do Cavaco, Reinaldo Chevett, Almir Chega Junto, Renato Duarte e Ricardo Castellar “Cabelo”

Além da escuridão
Uma luz que encanta e fascina
Contra os muros da opressão
Vou em outra direção, proteger a vida
O rio escasso lamenta
Paira no céu o ar poluído
Nas matas resiste a esperança
Por que não acreditar
Exaurido o planeta, que futuro haverá?

Campos de guerra expõem a contradição
Riqueza demais em poucas mãos
Ante a ganância voraz
Canto em favor da paz
Enfrento toda forma de exclusão

Respeito a fé, origem e cor
Sou a coruja espalhando o amor
Represento o saber
O estudo ajuda a vencer
Reflete no meu pavilhão
A “garra” de ser campeã
O samba fortalece a minha paixão (superação)
Reciclando sonhos
A festa não pode parar
Brilham as “bodas de pérola”
No meu olhar

Sublime inspiração
Quantas histórias no coração
Em noite de esplendor, um voo pleno
Nos 30 anos do Sereno

Leão de Quintino

Com o título “O Reino que o Samba Sonhou!”, a Agremiação de Quintino promete emocionar o público com um defile  onde a fantasia, a cultura e a alegria do povo formam os pilares de um império popular. 

Autores: Marcelo Lepiane, Lico Monteiro, Marquinhos Beija flor, Júlio Assis, Flavinho Avellar, Ricardo Simpatia, Jonas Marques ,Tim Maia, Marcelo Mineiro, Julio Cesar Freid’Sil, Laura Romero, Binho Teixeira, Waltinho Xavier.

Era uma vez
Um reino onde a fé não descansa
Lugar de coragem e luta
Suor e labuta e um fio de esperança
Sob a luz dos guardiões da avenida
Magia, herança ancestral
Metamorfose é transformação
No show da vida à criação

No faz de contas vou bordando a fantasia
Com euforia,  entalhando a ilusão
A obra prima do artista em poesia
Vai empolgando  a multidão 

Sopra a brisa e anuncia
Festejo nesse reino de emoções
Trovadores batucadas
O cortejo faz pulsar os corações
E pra embalar
O Carnasamba contagia
Baluartes, gente bamba
Tem nobre no samba
Os reis da folia
Os nobres do samba
No reinado da folia

 Abre o portal da alegria
Leão de Quintino chegou
O sonho Encantado do povo que Brilha
No reino que o samba sonhou

Flor da Mina do Andaraí

Com o enredo “Tereza de Benguela – A escrava que virou rainha”, a agremiação vai contar o legado inspirador de Tereza de Benguela, uma mulher que rompeu as correntes da escravidão para se tornar líder do Quilombo do Quariterê, no Mato Grosso, desafiando o sistema escravocrata e construindo uma comunidade autônoma, plural e resistente.

Autores: Jorge do Batuke, Fred Lima, Lucas Alves, Márcio Carvalho, Ayr Júnior, Claudinho Oliveira e Araguaci

Oh! Tereza!
A roda do tempo girou,
Mas ninguém te esquece.
És filha de Angola?
Ao luar permanece…
Tua alma guerreira, que jamais se apagou.
Odoyá… no balanço do mar
Liberta as correntes,
Quilombola, heroína, é chama ardente!
Benguela, nome que eternizou.
Foi na fé em Deus!
Foi na fé em Deus!
Brava luta contra o opressor
Igualdade ainda não chegou?
De caboclo à mulato,
A essência é o amor!

Êêê… negra rainha…
Que na força de Nzâmbi
Não se entregou! Oh, Senhor!
Do Quariterê, a eterna herança.
A liberdade não raiou.

Resistência é a força que se cria,
Nosso canto tanto ensina,
O seu sangue germinou,
Linda semente…
Que hoje é a estrela guia,
Sua luz nos irradia…
Coragem, povo vencedor!

Ôôôôô, canta Flor da Mina!
Preta é a voz do morro!
Que ecoa na avenida!

Unidos de Cosmos

Para essa temporada, a Unidos de Cosmos propõe um mergulho profundo na ancestralidade, exaltando a força espiritual, a sabedoria dos povos originários e o elo sagrado que nos une à natureza. Com o enredo “AHAMA – É preciso resgatar para existir“,  a escola promete um desfile de fé, memória e consciência, celebrando o reencontro com nossas origens e o despertar para o que realmente nos mantém vivos.

Autores: Lúcio Naval, Diego Nicolau, Igor Pagodinho, Márcio Silva, Júnior Diniz e William Picote

Sou eu curumim que carrega no sangue a terra
O filho ancestral de um país ancião
O elo entre homens e animais
O som dos pajés em seus rituais
Evoco a resistência nesse chão
A alma de Sepé Tiaraju
A força de Tamoios, Cariris
A luz em dois de Julho
Por todos os “Brasis”

O grito que ecoa é brado de resistência
A quem entoa contra nossa existência
Ergo a voz pra lutar, defender nosso chão
Agbaye, Deus Tupã! Salvação!

Rio acima, a mata é dos encantados
Na defesa do Eldorado
Da beleza de cunhã
Onde a lua se admira
Na contenda Curupira
Entidade guardiã
Meu Brasil Urucum
Coração de mulher
Grito de resistência
Testemunho de fé
Canta todo o povo da floresta, vem ver
É festa até o dia amanhecer

Auê Auê quando o som do tambor bater
A magia acontecer
É Cosmos a desfilar,
Aldeia Brasil rumo a vitória
Escreve o nome do teu povo na história

União Cruzmaltina

O legado de Miguel Camisa Preta vai ser o tema central da União Cruzmaltina para o desfile deste dia. Com o enredo “A parábola de Miguel – O Homem da Camisa Preta”, a Agremiação celebra a trajetória de um personagem forjado na rua, na astúcia, na coragem e no código próprio de quem nunca aceitou ser menor que seu destino. 

Autores: Samir Trindade, Renne Blum, Herval Neto, Jonathan Silva e Daniel Paixão

Carioca atrevido,
Capoeira temido…
Vem, Malandro Miguel!
Liderança de rua,
Forjado de astúcia,
Malícia de mel!!!
Muitas amou, também por muitas foi amado.
Pegada firme de um malandro posturado.
Viveu a vida defendendo e atacando…
Na madrugada, de mãos dadas com o profano.
Mas Capoeira se esqueceu, que não sabia desviar de bala.
No gatilho, a covardia:
Faleceu Camisa Preta
E a Capital decretou luto na Lapa!

Vem, abre a roda e vem jogar!
Malandro bom, não pode confiar nos outros.
Mas o que pareceu ser mal
Deu vida a um imortal:
Camisa Preta, campeão do Carnaval! (2x)

Ogunhê, Patacori!
Epa Hey, Iansã Balé!
Do outro lado, ele assumiu
A malandragem com seu Zé.
Pra uns, é Miguelinho do Morro ou Miguelzinho.
Fuma, bebe, brinca e ri,
Mas não é de brincadeira!
Pros amigos tem cerveja e petisco;
Pros inimigos, tem caixão e vela preta!
Quem lhe demanda, eu admiro a ousadia.
O seu feitiço passou longe de pegar!
Camisa Preta frita peixe em água fria.
E aqui, na Cruzmaltina, faz macumba voltar!

Na porta de um cabaré,
Eu vi caído quem jurou de me matar.
Não deu nem tempo de saber quem é,
Porque Miguel chegou bem antes de eu chegar! (2x)

Alegria de Copacabana

Fechando a primeira noite, a Alegria de Copacabana vai levar o enredo “Tranca-Rua”, que promete abordar as tradições de fé, resistência e mistério, com a saudação “Laroyê” para abrir os caminhos.

Autores:Márcio André, Rafael Prates, Daniel Katar, Mingauzinho, Nando do Cavaco, André Filosofia, Grassano e V.Tomageski 

Ogum… Ogunhê
Chama a gira…
Pro Seu Capa Preta e cartola
Pra conduzir meu caminhar
Rumo a vitória!
É no toque da macumba
Que me livro da quizumba
Exu das Almas, saravá!
Mar de dendê, marafo, alafiá
É festa de Umbanda
Pra vencer demanda

O sino da igrejinha faz belém-blém-blom
O sino da igrejinha faz belém-blém-blom
Meu povo pisa forte neste chão
E firma o ponto batendo na palma da mão 

Ô luar, ô luar…
Sobre as sete encruzilhadas
Embaré vem gargalhar
Ô luar, ô luar…
A falange está formada
O xirê vai começar!
Dos humildes, defensor
Tenho fé no axé do protetor
Seu Tranca-Rua vai cortar todo esse mal
Abençoa a minha escola
Vem guiar meu carnaval

Laroyê Exu e Mojubá
Clareia clareia
Abre os caminhos Alegria vai passar
Levantar poeira

Caprichosos de Pilares

Abrindo a segunda noite de desfiles, a Caprichosos levará o enredo “Que valha a nossa voz”. A voz preta será exaltada através de ritmos, nomes e canções singulares que se destacam no Brasil. O protagonismo preto através da música, dita para a Caprichosos um cenário sócio musical, onde o som conclama ideologias, verdades e a realidade cultural de jovens e artistas.

Autores: Alexandre Reis, Victor Rangel, Giuliano Paim, Dinny da Vila, Jonathan Tenório, Gigi da Estiva, Zé Mauro, Herval Neto e Lodi

Solta a voz chegou pilares
E nos bailes da Pesada o DJ comanda o som
É Black Power resistência não espera
É fusão que reverbera um tremendo batidão
Olhos coloridos de uma menina
Preta melodia é Brasilidade
Empoderamento na cultura popular
O show vai começar

Grafitando letras racionais
Minha Arte não vai tombar jamais
O meu charme é curtir um funk
Um anda bonito e outra elegante 

Afro Brasileiro gosta de mistura
Ritmo empolgante toque todo seu
Na modernidade alma de terreiro
A baianidade nunca se perdeu
O som do negro é universal
Faz no carnaval a maior a maior festa popular
Caprichosamente um Grammy pra te coroar
É Deus quem aponta a estrela
Que tem que brilhar

Um sorriso negro é favela
Braço forte que não cansa sentinela
Dos sambas de Ciata aos pagodes
De Arlindo o nosso tambor te leva ao infinito

Unidos de Vila Rica

“O Poeta do Sertão: João do Vale” será a homenagem da Villa Rica ao mestre da música popular brasileira, um ícone da cultura nordestina que transformou as adversidades do sertão em poesia e resistência. Com um enredo que nos leva do coração do Maranhão até o palco do Brasil, celebramos a vida e a obra de João do Vale.. 

Autores: Pato Roco, Renne Barbosa, Henrique Santos, Herval Neto, Piter Luiz, Evanildo Paranhos, Nelsinho Marcolino, Ismael Peçanha. Participações Especiais: Bia Teixeira & Santos Consultor Imobiliário

Do ventre da terra vermelha
No “Lago da Onça” nascia
O mensageiro da esperança
Lavrando a fibra da família
Na sua enxada, a poesia
As cicatrizes traziam a dor
Pé na estrada, uma nova jornada
O “aço” do Nordeste despontou

No toque do “tambor de crioula”
Renasce a valentia, maracá
Ê, Bumba Meu Boi, brilha São Luís
Seu reduto de magia

Rasgando o céu da imensidão
Contra a opressão
Um “carcará” que voou
Pra desarmar as mordaças
Desse país, “mundo cão”
João… artista nobre dessa mãe gentil
O povo todo aplaudiu
No “Zicartola” e no teatro “Opinião”
A luta, coragem, desbrava
De azul e amarelo, o morro te exalta
Do samba faço oração
Eternizado em nosso coração

Ele é o João da Villa Rica
De tantas vidas, de tantos amores
“Pisa na fulô” na gira do Maranhão
Canta forte, “o poeta do sertão”

Boi da Ilha do Governador

Terceira escola a desfilar no sábado, a Boi da Ilha vai reeditar um dos maiores carnavais de sua história: “Orun-Ayê”, de 2001. O enredo narra a criação do mundo a partir de uma lenda africana de origem nagô. 

Autores: Aloisio Villar, Clodoaldo Silva, Paulo Travassos e Silvana Da Ilha

Vem do Orun
A ordem do Divino Criador
Para ser criada a Terra
E viver em paz, sem guerra
Olorun abençoou
Oxalá, orixá de confiança
Cai na sede da vingança
Não cumpriu sua missão
Exu, que é o bem e a maldade
Usa sua ambiguidade
Faz mudar a direção

Odudua, vá falar com Orunmilá
Consulte o oráculo de Ifá
Não se esqueça da oferenda (bis)
Não tenha vaidade
A nossa força vem da humildade

Vejo os meus filhos em seu caminhar
Elementos irão se formar
Nasce a vida do ventre de Ayê
É nagô, essa beleza é você, nagô
Que mostra um mundo de esplendor

Em uma linda história de amor
Hoje eu peço paz, saúde e felicidade
Brindaremos ao futuro nesse dia (bis)
Faça sua festa com o Boi da Ilha

Imperadores Rubro Negros

A rubro-negra vem o enredo “Nigredo e Rubedo: Alquimia em preto e vermelho”, onde exaltará a prática mística que floresceu durante a Idade Média reunindo arte, ciência e magia, a Alquimia. 

Autores: Marquinho Beija-flor, Valtinho Rubro-Negro, Raphael Gravino, Mateus Pranto, Gabriel Simões e Sérgio Renan

Sou na vida um alquimista
E mergulho na magia
Atravesso as dimensões
Guardo a sabedoria
Manipulo a poesia
Pra buscar transmutações
Decifrar a pedra filosofal
E conquistar o domínio elemental
A química perfeita descobrir
Com os quatro elementos evoluir
O samba é o verdadeiro elixir!

Tem ciência na regência da bateria
Misturei surdo e repique, destilando alegria
Sou o mestre da cadência, eis a minha descoberta
A nossa bossa é veneno na dose certa!

Quem sou eu no universo?
Um grão de areia na imensidão?
Tenho o dom da ousadia
Reinvento a criação
E no “cadinho” dos florais
Conduzo os anseios medicinais
Paixão rubro-negra!
Meu preto e vermelho, o futuro é agora!
Sobre a tábua sagrada
Risco a fórmula que forja a vitória!
Eis a pedra filosofal do samba
Alquimia de gente bamba

Do bronze à prata, a minha missão
Quem sabe ser ouro, a consagração
Imperadores, amor real é por ti
Te amar é o segredo do meu existir

Unidos do Cabuçu

Com o enredo “A Saga dos Tupinambás a Guaranis – No Olhar do Tempo, Escute o Cheiro da Chuva na Aldeia Maricá Cabuçu”, a proposta da Agremiação é uma imersão poética e histórica nas raízes indígenas do Brasil, especialmente dos povos que habitaram a região de Maricá.

Autores: Gabriel Leal, Erick Marques, Davison Jaime, João Zanuncio, Fábio Brandão, China do Cavaco, Mariano Araújo, Antônio Neto, Jonatan Quintanilha

A grande vespa vai voar sobre a terra de Tupã
Iluminando o curumim
Raiz forte, o sagrado, chuva em solo abençoado
Do guerreiro guarani
Resistência, ideal de luta
Ninguém assusta o poder ancestral
Aprendemos a lição, preservar o nosso chão
Essência do meu povo original

Anawê oka anawê… nós temos brilho no olhar
Anawê oka anawê… coragem pra vencer

Ouço um apito na mata
“Cuspindo” fumaça
Progresso ou ilusão?
Tentaram moldar sua fé
Das mãos de José
Toquei maracá em oração
Na imensidão do mar
Ouro negro, Maricá
Das profundezas, luz de um novo dia
É a força tupinambá
Que faz tremer a avenida

Naurú kuéra auê, na pele urucum
Rufem os tambores aqui na Cabuçu
A estrela azul vai brilhar (vai brilhar)
Na imponência da aldeia Pariká!

Unidos da Vila Kennedy

A Unidos da Vila Kennedy vem para a Intendente falando sobre a CUFA. Com o enredo “O grito da Favela, CUFA, o Brasil que deu certo”, a Vila Kennedy celebra a história da Central Única das Favelas, nascida em Madureira e hoje reconhecida no mundo todo como voz da do povo preto que transforma dor em potência, exclusão em oportunidade e silêncio em voz.

Autores: Flavinho Bento, Fernando Professor, Claudinho Russo, Miolo, André Baiacu, Jailton Russo, Leo Gonçalves, Luciano Flauzino, De Paula e Leo Peres

Um grito ecoa na boca do povo
A CUFA é a alma de um mundo novo
A prova real do verso que diz
“Eu só quero é ser feliz” 

Despertou!
O sonho de uma nova alvorada
No vaivém dos becos e vielas
A gente vira o jogo na quebrada
A luta que virou revolução
Teu povo em multidão
Estende as mãos
Conduz a esperança no viver
Histórias pra contar e aprender
Florescem os direitos de igualdade
Felicidade… É saber viver

Sobe morro, desce morro
Entre festas e mazelas
Teu nome é Favela
Vê se tu pega a visão que mostra na tela
Só sabe é quem vive nela 

Nos acordes da canção
Batidão toca na praça
Nossa gente não se rende
É a voz que não se cala
Pra formar um cidadão
Favelado em Doutor
Salve a mãe guerreira que se dedicou
Vila!
Veja o clarão da liberdade
A chave da oportunidade
Resistir sempre valeu
Por todo gueto
Nas aldeias e quilombos
Nos Brasis dos nossos sonhos
A comunidade venceu!

Acadêmicos do Peixe

A Acadêmicos do Peixe levará à avenida o “O que que o meu samba tem…”, uma homenagem à maior manifestação da cultura popular brasileira, o Carnaval. O enredo propõe uma viagem no tempo, resgatando as origens da festa do povo, desde o entrudo e os blocos de sujo, passando pelos ranchos, cordões e pelas rodas de samba dos becos e vielas, até os grandes desfiles contemporâneos.

Autores: Serginho Rocco, Orlando Ambrósio, Telmo Augusto, Washington Motta, Gilmar L. Silva e Anderson dos Santos

Deixa essa magia me levar
Seu axé purificar, mãe baiana
Festa profana da elite à ralé
Minha escola diz no pé… evoé!
Sou mascarado, pierrô e colombina
Fantasia que fascina um eterno folião
Que esquece as mágoas pra viver essa ilusão
Bate bumbo, Zé Pereira faz zoeira na cidade
Porre de felicidade
Foi Deus Baco quem mandou

Deixa falar a vizinha faladeira
Que o samba na Praça Onze
Foi de levantar poeira
Raiou do couro do tambor a igualdade

Um clima de alegria que invade
Num sonho que parece não ter fim
Batuque que foi pelo mundo afora
Agora veja o que meu samba tem
É vermelho e branco
Um brilho, encanto que mais ninguém tem

Tá aí meu Carnaval, passado no presente
É o nosso peixe sacudindo a Intendente
Vamos fazer história
Em busca da vitória

Novo Império

Com o tema  “No canto sagrado dos pajés e curandeiros: A cura que brota da floresta”, a Escola de Samba promete levantar seu pavilhão para cantar a força ancestral da mata. Entre o gorjear dos pássaros e o dançar das árvores ao som das cascatas, surge a magia que perfuma a vida com cheiro de beijoim. As energias de Ossain e Aroni, num bailado místico, convidam a todos para um banho de fé e renovação.

Autores: Chicão do Cavaco, Fagudinho, Rogério Máximo, Cidinho Pernambucano, Madalena, Silvana Aleixo, Jorge Feijão. 

Com as bênçãos dos pajés e curandeiros
Pássaros gorjeiam nas matas
Árvores dançando no bailar das cascatas
Começa o sassayin
Curando feridas, perfumando a vida
Com cheiro de benjoim
Eiyê voou, ô ô ô!
Aroni pulou, numa perna só
Ó Senhor das folhas,
Guiai as escolhas, tenha dó!

Vovô ensinou! Banho de abô
A bengala do velho quebra mandinga
Se junta caboclo, okê, arô!
Curandeiro da antiga

A floresta guarda o segredo
Finda o medo, Senhor Rei da magia
Macera as ervas
Elimina a epidemia
Com plantas medicinais
Dos nossos ancestrais
Vai meu samba exalar o aroma
Das flores, curar os dissabores
Sementes para a vida florescer
A Novo Império traz do ventre do Ayê…
Saravá! Atotô, Obaluaiê!

Okê, okê! Okê, arô! Oxóssi é caçador
O guardião e rei das matas
Peço licença, ó Juremá!
Abre os caminhos pra minha escola passar
Cabocla, filha de Tupinambá!

Mocidade Vicentina 

As festas de São João vão ser o tema central da Mocidade Vicentina. Em “Anavantur, Anarriê! Vem com a Mocidade dançar quadrilha, que o samba hoje é balancê!”, a Escola de Vicente de Carvalho promete apresentar a festa que, assim como carnaval, tem um propósito: celebrar o povo brasileiro!

Autores: Alexandre Guerra de Minas Arthur Franco, Custódio, Eliezer Rosa Meia Noite, Fábio Henrique, Fernando Silva, Joca Amaral, Luiz Carlos D’Almeida, e Mário Gomes 

Merci beaucoup nasci na França
Cheguei ao Rio, pelas mãos de Portugal
Do luxo a simplicidade
Birei cultura popular …
Ulalá
Hoje sou quadrilha, sou brincante
A pegada fascinante, faz o povo delirar
Olha a cobra! É mentira!
Abre a roda que o Arraiá vai começar!

Pula a fogueira, viva São João
Festa na roça ou no salão
O povo do samba no seu balancê
A Intendente vai estremecer 

As bandeirinhas, enfeitando o cenário
Em casamentos que o padre consagrou
Semeei a terra, plantei a esperança
Pra colheita perfeita, que São Pedro abençoou
Sorriso franco dessa gente brasileira
Que dança, canta e se sente mais feliz
Entrelacei minha raiz e transformei
O caipira na avenida hoje é rei
Na trajetória encontrei desigualdade
Ergui a voz nos preconceitos sociais
Nos templos há fé e a bonança
Entre a chita e a organza
Os valores são iguais
No chão de estrelas onde a minha escola brilha
Tem sambista na Quadrilha
Eita sô trem bão demais

Anarriê, anarriê, anavantur na Mocidade
Quero ver tu remexer
Anarriê, anarriê, do passista ao quadrilheiro
Hoje o couro vai comer!!!

Unidos da Barra da Tijuca

A Escola de Samba da Zona Sudoeste fecha os trabalhos na Intendente com o enredo “Enquanto Houver Sonho Há Esperança”, onde a escola vai explorar o mundo dos sonhos e subconsciente, através da metáfora de um cérebro com engrenagens, simbolizando a materialização de desejos, como estabilidade e sorte. 

Autores:Marcus Teles, Samir Trindade, Noca Neto, Clarissa Minardi , Marcelo Belo ,Wagner Guerra, Victor Rangel, Alexandre Reis, Marcão Lodi, Alesxandre Junior, Rodrigo Ferraz, Herval Neto, Renne ,Barbosa, PH Ubaldino, Pedro Moledo e Eduardo Lobão

No céu, um clarão
Os anjos vêm anunciar
Um novo sonho a surgir
Iluminando meu pavilhão
Do amor eu nasci
Vi na ciência evolução
Inspirações pra despertar
Há esperança no ar

No poder da mente, a criação
Mistérios, magias da imaginação
Onde tudo pode, a gente alcança
Nossos sonhos de criança

Na busca da felicidade
Carrego no peito a esperança
Nem toda riqueza traz alegria
O pesadelo vem da noite pro dia
Eu vou, com força e coragem pra resistir
Inspiro um novo tempo que vai reluzir
Nessa comunidade
Guerreira
“Sonhando acordado” até de manhã
Com o brilho nos olhos pra ser campeão!

Clareou na força do afã
Traz nessa avenida um novo amanhã
O sonho é nosso e vamos à luta
Unidos da Barra da Tijuca

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Conheça os sambas-enredo da Série Prata do Carnaval 2026

A Série Prata do Carnaval 2026 promete emocionar o público com sambas-enredo que vão ecoar pela Intendente Magalhães nos dias 15 e 16 de fevereiro. Com entrada gratuita e acesso aberto a todos, os desfiles reafirmam o caráter democrático do Carnaval carioca, com moradores, foliões e visitantes a vivenciar de perto a força criativa das Escolas de Samba.

A seguir, confira os sambas-enredo das agremiações que desfilam na Série Prata do Carnaval Rio 2026 e prepare-se para viver mais um capítulo da maior manifestação cultural do país:

Mocidade Unida do Santa Marta 

A Agremiação de Botafogo abre os trabalhos na Intendente Magalhães com o enredo “Samba é a minha cachaça”, uma celebração da bebida símbolo da cultura popular brasileira e da figura do malandro, encerrando uma trilogia que reflete sobre a vida, suas contradições, afetos e resistências.

Autores: Dalton Batista da Cunha; Renan Uccelli Guedes Ferreira; Daniel Tavares Guimarães; Thales Henriques da Mata Nunes Ferreira; Hugo de Oliveira; Carlos José Nogueira; Breno Medeiros Adão; Enzo Mello Barroso Menucci.

Ó santa no engenho, injustiçada
Água ardente nos tambores da senzala
Abençoada no meu coração
Que destila riquezas, fermenta revoltas da nação
“Marvada” que beija a boca
Deixa minha língua solta
E a verdade no ar
Protege dessa gente sem noção
Queima a goela do alemão
Que de nós, quer te roubar

Essa caninha, morena ou branquinha
Faz meu corpo esquentar
Se subir para a cabeça, vem e tira meu juízo
Sem o samba atravessar

Nasceu mais um, desce mais uma
A vida é festa, bebo até no gurifim
E no botequim, a danada está no altar
Nessa “batida” bebo até o sol raiar
Chora, “pinga” a lágrima de dor
Fiel é a cachaça, meu verdadeiro amor
Otim, deste lado da encruza
É a “pura” coragem da comunidade
Sagrada manguaça, nada vai nos derrubar

Vem Santa Marta, num gole pra festejar
Samba é minha cachaça, bebe pinga e vem sambar
Samba é minha cachaça, bebe pinga e vem sambar

Arrastão de Cascadura 

Segunda escola a desfilar no domingo, a Agremiação da Zona Norte do Rio levará o enredo “Cascadura se diverte nas culturas populares do Nordeste“, explorando as belezas, tradições e fé nordestinas, com lançamento do samba-enredo e figurinos já em andamento, prometendo muita alegria e identidade na Avenida, destacando elementos como Candomblé, Senhor do Bonfim e Filhos de Gandi.

Autores: Franco Cava, Leonardo Bessa, Lucas Thierry e Marquinhos Silva

Ah…meu Nordeste
Recanto do amor
Arrastando o povo… eu vou
São nove estrelas no céu da paixão
um mar de alegria invade o sertão

Se avexe não
Se achegue mais
Pro lado mais bonito do meu Brasil
Cabra da peste, lamparina, lampião
Alumia o meu chão
Mandacaru no agreste floriu
Pano da costa bordado de mar
Bato cabeça e peço licença no Gantois
Senhor do Bomfim guie essa jornada
Nessa terra abençoada
Na força dos Orixás

Desce a ladeira…Frevança
Em Pernambuco, Maracatu, canto e dança
Pula fogueira, Capelinha de melão
É lá na Paraíba o maior São João

E a beleza de Iracema
Se faz poema no meu Ceará
Em Juazeiro, Padim Ciço milagreiro
Sou romeiro de joelhos à rezar
Folguedos, Reisado me encantam
Vaquejada e o Boi Bumbá
Toca o Tambor de Mina
Dança menina no Maranhão
E num repente no altar desse terreiro
Vejo tremular divino o meu pavilhão

Tubarão de Mesquita

Terceira escola a desfilar no domingo, a Tubarão vem com o enredo “Berta Ribeiro: da Praça Onze ao Coração da Floresta”, que conta a história de quem dedicou a vida à valorização da cultura, da arte e do conhecimento popular. A agremiação de Mesquita vai abordar suas raízes culturais, sua trajetória e suas contribuições para a sociedade.

Autores: Sérgio Fonseca e Tom Tom

Desembarcou neste mundo, meu Deus,
Entre negros e judeus, quando ainda era criança.
Cresceu, mudou, foi morar na Pauliceia,
Porém não mudou de ideia nem perdeu a esperança.
Pela mão do casamento,
Achou alento, amor e paz.
Entre os nativos, sem tirar os pés do chão,
Decorou toda a lição dos saberes ancestrais.

Entre os Desana,
Mergulhou de peito aberto
E aprendeu que a alma humana
É bem maior vista de perto.

Antes, o mundo não existia:
Era um vazio existencial.
Depois que veio a tecnologia,
Não foi além do fogo e do metal.
Daí, então, veio a tecnoeconomia
De argila, pluma e palha natural.
Tudo se trança e, às vezes, dá um nó:
Tubarão, arte e ciência são uma coisa só.

Ave liberta!
Ave Berta! Viva a vida!
Salve o reino da floresta,
Hoje, em festa, na avenida!

Renascer de Jacarepaguá

A escola da Zona Sudoeste será a quarta a desfilar no domingo de folia. Para este ano, a Renascer promete estabelecer uma conexão entre a obra de Dante Alighieri e o dia a dia do povo brasileiro, que enfrenta seus próprios infernos cotidianos. O enredo “A Divina Comédia Brasileira” propõe atravessar os porões de uma nação profunda, convidando o público a mergulhar nessa jornada.

Autores: Cláudio Russo, Carlinhos do Cavaco, Julinho Cá e Jefinho do Amaral

Na selva imensidão,
Escuridão, concreto armado
A infância na contramão
Malabarista do sinal fechado
Desassossego, desemprego e opressão
Quem taxa a renda é a mordida do leão
A loba é mãe da exploração faminta vil
Como é que pode faltar o pão no Brasil!!!
Conheço as letras que vão me iluminar
Vou aprendendo para um dia ensinar

Tá no poder herói ou farsa
A esperança não venceu
Eu tenho medo desse mundo de trapaça
Vá pro inferno aquele que já se vendeu

Retorno à lida, é a vida afinal
Meu anjo me guia pra longe do mal
Nas ruas emprego informal
Saúde doente, manchete em jornal
Chego ao paraíso
Libertado pela educação
Quatro dias de festa me acabo
Ao povo o recado que há salvação

No país da ilusão é carnaval
Vai rolar um bafafá
O Renascer coloca a lenha na fogueira
Deixo a comédia brasileira me levar

União do Parque Curicica

A quinta agremiação a desfilar no domingo de folia é a União do Parque Curicica, que levará para a avenida a vida e a obra de Arlindo Oliveira, artista que transformou os desafios da mente em cores, formas e histórias .No enredo “As Viagens de Arlindo – Minha Loucura é Ser Artista”, a escola vai destacar o legado do artista e sua potência criativa.

Autores: Dudu Nobre, Victor Rangel, Dinho PQD, Jonathan Tenório, Renne Barbosa, Wagner Guerra, Herval Neto e Grassano

Meu bem, vim contar sua história,
Uma insana trajetória, fruto da imaginação.
A arte é vida, e a vida, um desatino,
Um sublime desafio,
Suburbana inspiração.
Viajar e reviver as emoções,
O afeto espanta o medo e liberta corações.
O menino desperta sob o manto do saber,
Estandarte de esperança em um novo amanhecer.

Um poema, um rosário,
Tudo vai se transformar.
O retrato mais bonito, aquarela multicor,
Revoada sem amarras que jamais se imaginou.

Toca o violão, a inclusão, sonho meu.
Entre oceanos e mandalas,
O amor não se perdeu.
Em Gaia, toda a sua criação,
Universo singular.
Arlindo, o seu legado não se apagará.
Ao som do bolero, uma paixão,
O Boi Diamante a eternizar.
Saúde mental, uma conquista:
Sua loucura é ser artista.

Na Colônia, o centenário é carnaval.
Nessa avenida, vi o sonho acontecer.
Bairro de loucos, você sabe onde fica:
Curicica.

Independente da Praça da Bandeira

A chegada dos povos negros à região Nordeste é o tema central da Independente da Praça da Bandeira, sexta escola a desfilar neste dia.. No enredo “Grande Sertão Negro”, a Agremiação de São João de Meriti promete abordar, com irreverência e força cultural, a história dos africanos que ajudaram a formar uma das regiões mais importantes do país.

Autores: Marquinhos Beija-Flor, Cláudio Russo, Raphael Gravino, Mateus Pranto, Gabriel Simões e Breno Santos Amaral

É preto o Nordeste do meu país,
Raiz da negritude se arraigou
Nos mocambos do sertão
E no porto de São Salvador.
Vem de Angola, Congo, Benin e Guiné.
Abará, acarajé,
O tempero da baiana
E o legado que forjou a nossa fé.
Tem magia, tem axé… é herança africana.

Negro bate tambor… kizomba!
Canto livre do quilombo é samba.
Ê, malê… aprendi que resistir
É honrar a luta de Mahin e de Zumbi.

O frevo ferve pelas ruas de Olinda,
Maracatu onde a nobreza preta é linda.
Bumba Meu Boi de Pai Francisco e Catirina,
A resistência africana nos ensina
E ecoa nas vozes do ijexá.
É jeje, é yorubá, é toque de afoxé.
Nordeste, a umbigada virou samba,
Yaôs e gente bamba,
Carnaval e candomblé.

No saveiro da Senhora, o presente vai pro mar.
No saveiro da Senhora: Odoyá, Yemanjá!
E a minha Praça da Bandeira sai do gueto
Pra saudar o povo preto: Inaê, Mojubá!

Chatuba de Mesquita

A trajetória de Benedita da Silva será o tema central da Chatuba de Mesquita neste Carnaval. Com o enredo “Benedita do Povo”, a escola da Baixada Fluminense, sétima a desfilar no domingo,  vai contar a história da primeira governadora negra do Brasil, ex-senadora e referência na luta por igualdade racial, justiça social e pelos direitos das mulheres.

Autores: Dudu Botelho, Leonardo Bessa, Franco Cava e Gabriel Chocolate

O Criador,
Do barro fez surgir a vida.
No ventre, o amor e a graça prometida,
Forjada por seus ancestrais,
Flor e essência da paz.
Enfrentou o preconceito,
Seguiu seu destino.
A cor da noite é luz que emana
Na pele retinta,
Nobre herança africana.

Segue a missão… vamos à luta!
É crença e fé de quem não se curva.

Cidade partida, ferida e feitor,
Fundou o Partido do Trabalhador.
Preta, favelada: sua identidade,
Orgulho de ser da comunidade.
No morro, o palanque,
Sua casa, seu altar.
Pelo povo eleita,
Nasceu pra governar.
Igualdade, justiça social,
Sem medo de ser feliz.
A voz que não cala contra a exploração:
Primeira negra senadora do país!

Fome Zero, cultura, educação,
Pelos mais humildes entregou seu coração.

É a força, é a raça, poder de mulher,
Guerreira bendita, Bené.
Chatuba é estrela no céu a brilhar,
A esperança de quem vive pra lutar.

Vizinha Faladeira

A saga da reconexão do homem com o mar será o eixo central do desfile da Vizinha Faladeira na Intendente Magalhães. Com o enredo “A Voz que Vem do Mar é Ancestral”, a Pioneira do Samba promete lançar um chamado urgente à reconexão com a natureza, honrando as tradições afro-brasileiras e reforçando a luta pela preservação do mar e da memória.

Autores: Regina, Luciano Fogaça, Orlando Junior, Cecília Cruz, Diego Nogueira, Osmar Fernandes, André Damázio, Claudinho e Julio Pagé

Anoiteceu, misterioso mar.
Na maré cheia, vamos embarcar.
Não ouvimos o clamor a ressoar,
Silêncio que prenuncia a jornada.
Como foi que a humanidade se perdeu?
Calaram a voz dos ancestrais.
Em águas turvas, segredos não mais.
Quem sabe dizer o preço da modernidade
Que sufoca os batuques desse chão,
Unindo a irmandade pra missão?

Vai, Sereia Faladeira,
Tuas raízes encontrar.
Segue firme a correnteza,
Custe o que custar.
Um grito de socorro ecoa em coro,
A esperança é porta-voz do teu cantar.

No vai e vem das ondas,
O cenário da destruição.
O lixo domina a imensidão
E já não se pode respirar.
Quem suja o mar não pode sambar.
Oh, mãe! A força das marés vai guiar.
Kianda, em teus braços não há o que temer.
Teu poder é ancestral,
Alerta a todo ser humano:
Faz do oceano palco do teu carnaval.

A Pioneira chegou sob a luz do luar,
Histórias pra contar.
Eis o sagrado festejado na areia,
Sambando na beira do mar: vem, Sereia!

Unidos de Lucas 

“O povo escreve sua história em um sublime pergaminho”. Com este samba-enredo, a Agremiação de Parada de Lucas revisita as principais revoltas sociais da história do Brasil, exaltando a luta popular como protagonista na construção de uma nação mais justa e igualitária. 

Autores: Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Charles Silva, Kaique Gigante, Lucas Martins, Guilherme Kauã, Jefferson Oliveira e João Vidal

É tempo, real liberdade
Aos originários que o Brasil esqueceu
O falso progresso e a desigualdade
Nasce tua ordem, e morre um filho meu
Sou muito mais que valor de mercado
E está gravado em minha história
Herança de Congo e Palmares
O sangue da luta ficou na memória
Pujança de crioula e de malês
É o grito liberto no peito
Derrubando o preconceito
Rebelando de uma vez

Mais um revel que veio do gueto
Impondo respeito pra se libertar
Teu decreto é ilusão, não foi fundamento
Negro luta, negro canta em movimento

Levanta nação!
Teu verbo vai no “front” contra a farda
Mentiras dessas cartas assinadas
Delírio que pregou o opressor
Pra resistir… Protesto contra o imperador
Meu Brasil… a sua pátria nunca se calou
Quem vive nas margens da sociedade
Enfrenta o chumbo da falsa doutrina
De punho cerrado, Diretas já!
Pra não se entregar a qualquer sina!

É a revolução, reparação da história
Deixar na memória um legado de luta
Meu povo vem mostrar o seu poder
É o Galo de Ouro, é Unidos de Lucas

Independentes de Olaria

A Agremiação da Zona Norte mergulha na trajetória de Jackson do Pandeiro, mestre da síncope, gênio da mistura e rei do ritmo brasileiro. Com o enredo “O Balanço do Cabra que Embolou o Som e, no Compasso da Mistura, Fez um Brasil Pandeiro”, a escola exalta a musicalidade que marca a obra do homenageado, destacando suas raízes, sua genialidade rítmica e o legado que atravessa gerações.

Autores: Cláudio Russo, Marquinhos Beija-Flor, Gabriel Simões, Mateus Pranto, Raphael Gravino e Leandro Vicente

Do som do silêncio se fez o remanso,
E o brejo querido entendeu que o balanço
Nasceu na criança de nome José.
Ciranda de flora, toada de fé.
E o coco brejeiro embala o menino,
Cantares da terra moldando o destino.
E nessas andanças, a vida é cordel;
No agito da feira, parece escarcéu.

Ê fuzuê, meia-noite na baderna,
É balancê, mexe braço, mexe perna.
É da moléstia, é da gota serena,
Olha que “a pisada é essa”,
Enlouquece a morena.

O rei do balanço fez mistura
E acendeu o dom.
O rei do balanço fez mistura:
Cachaça com bourbon.
Jack soul, Jack som,

Já que tudo está no tom.
Quero ouvir, quero ver
Se o coco vai ficar bom.
Encontra Miami e Copacabana,
O chiclete e a banana,
Capoeira “zum-zum-zum”.
“Se é samba que eles querem,
Eu dou, eu dou”,
Parado eu sei que não fica um!

Olaria é forró, forró de paraibano,
Traz o rei do pandeiro, remelexo insano!
Chame seu par, pegue ele pelo braço,
Só não pode dançar fora do compasso!

Tradição 

A apresentadora Gardênia Cavalcanti será o enredo da Tradição no Carnaval de 2026. Com “A Menina do Sertão que Virou Estrela de TV – Gardênia Cavalcanti”, a escola levará para a Avenida a história de uma mulher que desabrochou como uma flor no Sertão nordestino e hoje brilha como estrela da televisão brasileira.

Autores: Lico Monteiro, Leandro Thomas, João Perigo, Telmo Augusto, Gigi da Estiva, Filipe Zizou, João Neto, Rafael Gonçalves, Salgado Luz, Denis Moraes, Júlio César e Valtinho Botafogo

Voz-primavera, perfume de flor menina
Colhe o que a vida ensina, mas não nega a raiz
Nas linhas secas, no calor da incerteza
Nasce a flor da natureza
Chove a poesia em tantos Brasis
Como aprendeu com as Marias do sertão
Arte é inspiração pro sertanejo sonhar
E a fé que existe em seu interior
Joia de maior valor
Prece pra padroeira abençoar

Ê ê… Chegança
Feito dança desabrocha
A herança nordestina no pandeiro e no gonguê
Essência de mulher, sua história é um poema
Faz Santana do Ipanema, sua terra florescer! 

Sem tirar os pés do chão, bateu asas e voou
Se revelou a estrela da televisão
Por trás da tela, brilhou… Chegou a todo lugar
Em cada sonho, não deixou de acreditar
Fulô morena, a mais bela do jardim (bis)

Mulher… vem apresentar a sua história
Que inspira tantas flores na semente
Faz dessa vitória o seu bordão:
“Vem com a gente”, Tradição!

Chama a sanfona pra menina-flor
Voa meu Condor, vence a tempestade
De azul e branco mostra que é gigante
Vem coroar Gardênia Cavalcanti!

Lins Imperial

Para o Carnaval de 2026, a agremiação do Complexo do Lins encontra inspiração na água, elemento divino, símbolo de origem, memória e permanência através do enredo “Macacu – No caminho das águas cristalinas, reflete a alma da criação”. Em seu desenho geográfico natural, a água está registrada nos topónimos de duas comunidades do complexo: Cachoeira Grande e Cachoeirinha, estreitando a relação da Lins Imperial com esse elemento sagrado.

Autores: Paulo Cézar Feital, Marcelo Tricolor, Sidney Sá, João Neto, Telmo Augusto, Dinny da Vila, Argentina Caetano, Gilsinho da Vila e Ricardinho Professor

 É Deus quem traça o destino das águas,
Sob a luz do Cruzeiro do Sul.
Vem do seu pranto as lágrimas fartas,
Das fontes Quizangas de Macacu.
Na realeza de Oxóssi,
Os traços da natureza,
A lenda de uma história de amor.
Puris se abrigam na serra,
Os bantus, cultura e beleza,
Mitologia que vem de Olorum!

 A procissão e o som do ijexá
Fazem ecoar os rios e cachoeiras.
Povo de Oxum…
Ilê Axé Omin, Oração das benzedeiras.

 Com a bênção da Santíssima Trindade,
Imaculada reluzindo em seu altar,
Das águas cristalinas renascem flora e fauna,
Com o cantar dos sabiás e o imponente jequitibá.
Ventre que produz a fecundação,
Da terra gerando vida,
Traz alimentos e ervas que curam.
Ribeirinhos fazem o solo florescer:
As águas jamais podem adoecer!

 E neste carnaval eu vou te seduzir,
Divina fé, feito um ritual.
Vou mergulhar e me banhar de verde e rosa,
Lavar a alma com a Lins Imperial!

União de Jacarepaguá

A agremiação promete exaltar a relação sagrada do quiabo para as religiões de matriz africana. Com o título “Quingombô entre Dois Mundos!”, a escola vai narrar diferentes itans como o de Ogum, que venceu Obá, uma yabá (orixá feminina), após ela escorregar na baba do quiabo.

Autores: Victor Rangel, Alessandro Tiganá, Herval Neto, Wagner Guerra, Neném do Banjo, Renne Barbosa, Gigi da Estiva, Daniel Paixão, Alexandre Reis e Jonathan Tenório.

Quingombô, na raiz o fundamento,
Africano alimento que o mar atravessou.
Floresce a herança cultural de um povo ancestral,
Que vê justiça no machado de Xangô.
É proteção, é axé que cura a alma,
Oferenda que emana o poder dos orixás.
No meu ilê tenho tudo o que preciso:
Quem come quiabo não pega feitiço!

Erê, erê, erê, erá,
No xirê da ibejada
Hoje eu quero festejar.
Erê, erê, erê, erá,Salve Cosme e Damião,
Caruru pra celebrar.

Ô mãe baiana, faz fumaça no terreiro,
Traz a pitada do tempero brasileiro.
Apimentada culinária popular,
Uma delícia que encanta o paladar.
Prepara a famosa galinhada
Com quiabo e angu,
Sabor que se espalhou de norte a sul.
O banquete tá na mesa, quem vai querer?
Bota dendê, bota dendê!

Vem plantar a fé pra colher o axé,
Eu sou o fruto que desabrochou.
Na força do amalá,
Eu quero ver segurar
A União de Jacarepaguá!

Acadêmicos do Cubango

A Acadêmicos do Cubango propõe um desfile em que o sertão não é apenas paisagem, mas essência de vida. Com o enredo “O Menino Sonhador do Sertão”, a escola de Niterói promete apresentar um Brasil profundo, celebrando a criatividade, a espiritualidade e a força de um povo que não desiste nunca. 

Autores: Obson Ramos, Niu Souza, Vinícius Xavier, Thiago Meiners, Sergio Careca, Rafael Coutinho, Pequinho, Bobby Brown, Anderson Lemos, Manolo, Nego Vinny, Pará da Souza e Miltinho

De pé descalço vai a minha poesia,
Feito asa-branca, voa a imaginação.
Cada retalho, uma história… fantasia.
Mandacaru floresce no “aperreio” desse chão.
Os olhos brilham, nunca vi tanta beleza
Que inspira a cantoria de cordel.
Se “arrudeia”, “bate-coxa”, sobe a poeira,
Sob a estrela que “alumia” o menestrel.
Lá vem arte na boleia de um sonhador.
Ô, ô, ô, ô, ô, ô… venham ver! A alegria chegou!

Pingo de esperança, vento de bonança,
Pro “véio” sertanejo “vê chuvê” no sertão.
Na lida é vaqueiro, na vida violeiro,
Entoando a moda pra Bonita e Lampião.

Me fiz um rei no castelo de magia
E sonhei que a brincadeira ganha vida.
Quem carrega a fé não sente medo:
Meu “Padim”, vem me valer nesse festejo.
Mesmo na terra judiada e sofrida,
Nossa semente insiste em crescer.
No coração menino, sei que meu destino é vencer.

É mais que um sonho, é meu ideal:
Esse arraiá já virou carnaval.
Vou onde for, por seu verde e branco,
Cubango, eu te amo tanto!

Império da Tijuca 

A verde e branca do Morro da Formiga abre o segundo dia na Intendente prometendo um desfile carregado de fé, força e resistência com a releitura de um de seus enredos mais marcantes. “O Intrépido Santo Guerreiro” narra a saga do Santo que desafiou a opressão, enfrentou batalhas em nome da justiça e foi eternizado como protetor dos humildes e símbolo de resistência durante o período em que diocleciano, Imperador de Roma dominou a região da Capadócia.

Autor: Bola

Jorge era um bravo guerreiro
Que enfrentou batalhas sem nunca temer
E com o seu talento natural
Chega ao comando da guarda imperial
Roma que em tempos distantes
Punia os amantes da religião cristã
Via o soldado convertido
Apesar de perseguido, confirmar sua fé
Diocleciano, imperador romano
Ordenou a sua execução
Se espalhou o culto em sua devoção

Não chore alteza, não chore não
O cavaleiro matou o dragão
Santo guerreiro, de coração
Canta o Império em louvação

E ao chegar no Brasil
Com o sincretismo, no tempo da escravidão
Foi batizado de Ogum
É fogo, é ferro, é graça para cada um
Ele é que vence a demanda
Seja na Umbanda ou no Candomblé
Se hoje tem cavalhada
Amanhã tem congada pro santo de fé
Quem é fiel, é da guerra
É Corinthians na Terra e Jorge no céu

Eu te sinto pelo ar
Eu te vejo no luar
O Morro da Formiga em procissão
Faz a sua homenagem ao santo de devoção

Flamanguaça

A Flamanguaça lança seus olhares para uma das mais intrigantes e fascinantes práticas da humanidade. Com ‘Ecos de Sortilégios”,  a escola rubro-negra vai apresentar um tema que atravessa séculos, culturas, civilizações e continua a encantar as mentes de leitores, espectadores e criadores de narrativas em todo o mundo. 

Autores: Daniel Katar, Hudson Luiz, Márcio André, Turko e Rafa do Cavaco

Ecoa o batuque de lá
Oh mãe, África!
Soprou ventos ancestrais 
Guardiões nos rituais 
Raízes mágicas Nkisi …
Muthi proteção 
Aos voduns exaltação 
Sangoma e seus mistérios
Amuleto tem poder 
No Ifá o meu destino o encanto do saber 

O brilho de Isis, a feiticeira
Senhora de Heka, faceira
É oferenda, crença ancestral
Um elo sagrado sobrenatural 

Sobe a fumaça no templo das sacerdotisas 
Num céu de estrelas
A luz dos alquimistas 
Tem bruxaria tem… magia nesse caldeirão
O mantra hindu é fé e devoção 
É curandeiro ê pajelança feitiço e cura
Ê curandeiro ê na dança do sol e da lua
Reza pra benzer o meu terreiro
Com seu axé rubro negro 

Sou o canto da massa
Sou Flamanguaça!
A emoção é te ver vencer, vencer 
Nossa nação em ritual
No sortilégio desse carnaval

Feitiço Carioca

A agremiação do Santo Cristo vem com o enredo “Meu Malvado do Fundo do Coração”, uma viagem nostálgica pelos antagonistas que, mesmo com suas artimanhas, conquistaram o afeto do público. A proposta da escola é explorar a ambiguidade dos vilões que marcaram gerações, passando por clássicos dos desenhos animados e personagens icônicos da literatura e do cinema.

Autores: Macaco Branco, Prof. Carlos Bebeto, Rafael Chokito e Daniel Victor

Deixa o caldeirão ferver (deixa, deixa),
A magia está no ar.
“Eu tô do jeito”, eu sei que o pecado gosta:
Sou malvadão, eu sou Feitiço Carioca!

Não tenha medo
E corra pra se divertir.
Vou te assustar e também te ver sorrir!
Enfeitiçado e criativo em malvadezas,
Gargalhadas, espertezas, personagens vão surgir.
Ganhando vida, mascarados e vilões,
Meu favorito causa alucinações!
Arrepiado vai vestir a fantasia…
Sucesso de bilheteria essas tais aberrações!

O Charada é vilão na bateria,
Põe Arlequina de passista pra sambar.
O meu malvado do fundo do coração
É arretado, vigarista, trapalhão.

Talvez
O imperfeito represente as revoltas,
As fraquezas e a nossa admiração.
Povoa esse imaginário
Atraente e lendário, conquista adoração.
O bem e o mal são escolhas da gente,
Mas no carnaval dá pra ser diferente!
E, por mais estranho que for,
Nem toda maldade se opõe ao amor.
Nem toda maldade se opõe ao amor!

Siri de Ramos

Com o enredo “Joias do Axé”, a Siri de Ramos mergulha no universo das religiões de matriz africana, exaltando suas formas, cores, símbolos e toda a riqueza dessa tradição ancestral. O desfile promete  valorizar a espiritualidade, a força e a beleza que o axé carrega, celebrando a herança cultural que exala nas comunidades e na Avenida.

Autores: Naldo da Portela, PC do Repique, PC Bombinha, Laercio, Marquinho Simpatia, Fagundinho e Fernando de Lima

Orixá guerreiro,
Senhor do saber,
Alumia meu terreiro
Com a chama do poder.
Salve o candomblé!
Búzios vou jogar, tem rituais,
Energia dos metais.
Tem fio de contas e balangandãs,
Na cerimônia, alforje de Iansã
E o quelê pra consagrar,
Divindades cultuar.

Bate tambor… ô, ô, ô, ô!
Firma no ponto que o Siri de Ramos chegou
Pra contar essa história,
Louvar a raiz que ficou na memória. (bis)

Lua vem irradiar
A luz da alforria que tarde brilhou.
A sorte trouxe riqueza
Que a negra de ganho
No corpo ostentou.
Vem conhecer Debret,
Que os patuás veio retratar.
Nossa Senhora do Carmo
Vem abençoar.

Pai Ogum!O seu amuleto é minha fé.
De ervas eu me banhei
E na Bahia encontrei
Joias do sagrado axé. (bis)

Acadêmicos da Abolição 

Com o enredo “Chão é Gente. Cultivar, Cultuar e Colher Ancestralidade”, a escola da Abolição ressignifica o conceito de chão como território vivo, sagrado e coletivo, onde memória, identidade e ancestralidade afro-indígena se encontram. A narrativa celebra a diversidade, o pensamento plural e a confluência de saberes como forma de resistência à cromofobia e ao apagamento colonial.

Autores: Lequinho, Cecília Cruz, Fabinho Gomes, Victor Mendes, Zé Moraes e Júnior Fionda

Nego! Eu vim plantar em poesia
Pra irrigar sabedoria
Do sangue fértil ancestral
Somos… o corpo, a alma e o grão
A liberdade em profusão
Herança Afroriginal
Pajé do chão que habita o meu ser
A diversidade ao meu ver, cultiva luta e amor
Pra combater na selvagem colônia
Envenenada de insônia
Quem suja seu solo de dor 

Ae Ae, Mãe Terra Ae!
O dom de cuidar pra ter de comer
Finda o meu canto capiongo
Traz fartura pro quilombo
Já me fiz por merecer

Partilha a fé no roçado, em comunhão
Prepara o que é cultuado
Bota erva no pilão
Esse solo rachado
Minha constituição
Contra o latifundiário
O canto da abolição

Tudo que Velho plantou
Vou regar por toda vida
Fiz da escola meu terreiro
E do samba minha lida

Eu sou fruto da semente, Abolição!
São cinquenta primaveras florescendo nesse chão
Na minha gente vou acreditar
Só colhe a vitória quem aprende a semear

Império de Nova Iguaçu

O Império levará para a Avenida o legado do terreiro de candomblé Kupapa Unsaba. O espaço é uma ramificação do tradicional Terreiro Bate Folha, de Salvador. Com o enredo “Kupapa Unsaba – Morada Ancestral”, a azul e branca da Baixada contará uma diáspora de além-mar: uma semente africana que recebeu todo o axé na Bahia, criou raízes profundas na região, floresceu e segue reflorescendo pelas zelosas mãos de Floripes, o coração dessa dinastia ancestral.

Autores: Samir Trindade, John Bahiense, Renne Barbosa, Herval Neto e Daniel Paixão

Alumiou
Na morada dos encantos
O corpo arrepiou
Joelho se dobrou
É Lembá, Lembá Dilê
Quem dá demanda
Vai Lessengue em seu destino
Leva Congo e Angola na viagem
Chega ao Rio de Janeiro
Pombogira tem a chave
Água para o rei
Kizomba pra saudar
Ilê de proteção, chão de África

Muzenza Mabeji, herdeira do axéEm Anchieta, um ritual de fé

Ê Arenguerê, ê ArenguerêDesce o xaxará, vem para curarChove pipoca, a palha em giroÉ Unsumbô quem traz o alívio

E na casa de Zumbá
De Inkosse e Rongorô
A magia de Lembá, onde venta Kaiangô
Cada árvore plantada tem folha de Katendê
Matukalombô, fartura e saudade
Correm os vunjis em liberdade
Iyá nos confie o mistério
Dobra o couro, o Império
Vem de Exu o poder
No chão de terra batida
A vitória em vida há de florescer
Filhos, netos, tantas gerações
Vieram retribuir
Mametu Mabeji

Bate folha, bate tambor
Bate tambor, bate folha
Tem xirê na raiz do candomblé
Meu terreiro, legado de mulher!

São Clemente

O enredo que guiará a Escola de Botafogo promete ser um espetáculo à parte. Intitulado “Na Tamarineira, é pagode, é carioca, é São Clemente”, a São Clemente  mergulha nas raízes do samba ao reverenciar o jongo, o lundu, a Casa de Ciata e os quilombos, conectando a história da música popular brasileira à trajetória de resistência, celebração e identidade da escola. 

Autores: Nelson Amatuzzi, César do Ouro, James Bernardes, Hugo Bruno, Dedé Russo, LN, Vando Cardoso, Ronie Machado, Giovani e Vitor Mendes.

Eu sou o tronco forte que insiste
Sou raiz que atravessa oceanos
Resiste no canto, nasce da dor
Do choro derramado, num batuque aportou
O jongo e o lundu na Casa de Ciata
No Valongo, nos quilombos, minha seiva é libertar
Em cada galho, uma “fada” e um pagodinho
Bira, Jorge e Arlindo
Herança africana a ressoar

Em tom de protesto, sou manifesto
Meus versos não se prendem à mordaça
“Acorde” em liberdade, floresceu comunidade
No canto que agita a massa

Nas levadas virei samba-enredo
Escolas fincaram bandeiras
No Cacique ergui meu terreiro
Santíssima Trindade pioneira
Festejar virou liturgia
No fundo do nosso quintal
A cada herdeiro, um soneto de amor
Faz do berço imortal (imortal)
Um fiel clementiano
Não perde o compasso, feliz a cantar
Com dignidade, enfrentar a tempestade
Pro show continuar

Firma o partido alto, pro pagode começarJá mandei buscar ioiô, já mandei chamar iaiáBanjo, viola, cavaco, repique e pandeiroSão Clemente é quintal de todo partideiro

Acadêmicos do Dendê 

A escola insulana vai homenagear a Associação Atlética Portuguesa, símbolo da região, que celebrou o seu centenário em 2024. Com o enredo “No Carnaval dos 7 Mares, vai dar Zebra!“, a escola tem como personagem central o mascote da Lusa: a zebra. A narrativa mistura fantasia e memória, com a zebra embarcando numa viagem simbólica por carnavais ao redor do mundo, até retornar ao seu lugar de origem — o clube que marcou a história esportiva e cultural da Ilha. 

Autores: Almir da Ilha, Aloisio villar, Dé da Ilha, Waguinho, Rosangela Poeta, Marcelo Martins, Bruno Revelação, Micha, Doum Guerreiro, Rafael Santos, Marquinhus do Banjo, Rafinha da Ilha e Gugu das Condongas

Pelos setes mares viajei
Guardo lembranças dos lugares que passei
Grandiosos carnavais, que o tempo não disfaz
Vi… nos salões toda nobreza nos bailes de Veneza
Mascarados se escondiam
Desejos e paixões, roubando os corações
Mistério arte e poesia e poesia!

Vou navegando pelas ilhas desse mar
Pela Martinica eu fui me apaixonar
No rufar do tambor a saudade apertou
Até parece a Ilha do Governador

De volta ao meu Rio de Janeiro
Oh! Minha Lusa, quanta emoção
Galopei na fantasia que aqui um dia
Já foi tradição
O vento soprou a galera explodiu
Tem bola na rede o gol que saiu
Fiz história em Madrid, tirei onda no Havaí
Patin House é alto astral
Sou nostalgia, futebol e carnaval

Hoje é dia do meu sonho acontecer
Vou cair nessa folia com dendê!
No morro se faz samba com certeza
Rumo à vitória com a zebra portuguesa

Acadêmicos do Engenho da Rainha

A Acadêmicos do Engenho da Rainha vem homenageando Tomás Santa Rosa, um dos mais importantes nomes do Teatro Brasileiro, com o enredo “Santa Rosa – Negro, moderno, plural!”. Santa, para os íntimos, enfrentou o preconceito racial para comprovar o seu valor artístico e modernizou a cenografia teatral no Brasil.

Autores: Cláudio Russo, Marcota, Raphael Gravino, Gabriel  Simões , Renan Diniz , Laura Cavalcanti, Fábio de Souza e Mateus Pranto

Herói de perfil teatral
Menino de Engenho
Tomas tudo que é teu
Toma de posse a luta e o axé
Pinta os acordes da roda de samba
Faz seu batismo num bom candomblé
Retrata a gente esquecida
E a vida de mil pescadores
Escuta a mãe lavadeira cantando as dores

Nos traços da capa, o dom de ilustrar
Coloca no mapa um novo Brasil
Um livro aberto pra repaginar
A velha memória de um tempo hostil

E segue a revolucionar
O gênio das artes, um multiartista
Bem “vestido” pra se consagrar
À luz da ribalta, preto é protagonista
Santa, mistura o popular e o erudito
O seu talento bendito
Ganha a cena, enfeita o drama
Tinge o céu da minha favela
De rosa e carmim
No risco, o Pierrô e o Arlequim
Na Primeira Academia, a arte não tem fim

Eu quero ouvir o Morro do Engenho
Tomar a avenida em uma só voz!
Em nome da arte, por tudo que tenho:
Santa Rosa somos nós!

Unidos da Vila Santa Tereza

Inspirada no verso eternizado pela madrinha Beth Carvalho, a escola vai levar o enredo “Vila Santa Tereza Não Marca Bobeira e Festeja os 45 anos do Cacique de Ramos”, que conta a trajetória de um dos maiores símbolos da cultura popular e do samba carioca.  

Autores: Cláudio Russo, Marquinhos Beija Flor, Sílvio Romai, Gabriel Simões, Mateus Pranto, Raphael Gravino e Amaro Poeta

Vem pagodear
À sombra da tamarineira
E ver todo povo sambar
Nosso canto ecoar a noite inteira
E recordar o fundamento que Oxóssi enraizou
Com as folhas da jurema abençoou
Esse quilombo suburbano
Reduto onde o samba foi morar
O tambor se fez altar
Salve o Cacique de Ramos!

Lalaiá, laiá… tô com “água na boca” pra brincar
Lalaiá, laiá… eu só quero caciquear

Bate tantã, corta o repique
Faz um verso improvisado
Pega o banjo e puxa um tom…
o pagode tá formado!

Junta um pandeiro e o som de um cavaquinho
No terreiro da Uranos que se dança miudinho
E os seus frutos germinaram em toda parte
Mostrando que o samba é arte, poesia na essência
Suas três cores representam seus valores
Emolduram seu papel de resistência
Aldeia de toda essa gente
Semente que eu vou festejar
Nem mesmo a força do tempo irá apagar
O mestre ensinou que o show tem que continuar!

Eu sou a Vila Santa Tereza
Da batucada original
É noite de celebração
Ao Cacique guardião
Do fundo do nosso quintal

 Acadêmicos da Rocinha

A Rocinha propõe em “Alafiou! Caminhos Abertos para a Vitória!”, um reencontro necessário com suas raízes, suas tradições e com a força da ancestralidade. Os saberes dos terreiros, a oralidade dos nossos ancestrais, as práticas religiosas que resistiram mesmo quando relegadas aos subterrâneos da cultura oficial. 

Autores: Lico Monteiro, Fred Lima, Leandro Thomaz e João Perigo

Bate tambor, vai ter curimba
Na minha gira de Ogum
São tantas flores e veredas
Dança ao vento a folha da figueira
Respeite a raiz da minha figueira
Onde ecoa o adarrum, oferenda no ayê
Mensageiro é sentinela, Mojubá, Laroyê!
E nas sombras que cortaram a raiz… ajogun
O silêncio recolhido agô (agô)
É tempo de voar… p’ra Ilê Ifé!
Que o destino de Orunmilá
Possa confirmar o meu axé!

Sete bodes p’ra Exú, respeito aos eguns
A purificação: Oyá! (Oyá)
A força p’ra honrar meu oriÊ Patacori!
Não deixe seu filho tombar!

Viu nos búzios o destino… Babalaô
No Ifá a direção, confirmação!
Quem deseja abre caminhos
Não segue sozinho na escuridão
O cheiro de alfazema ganha a noite
Perfumando avenida de axé (axé!)
Reluz a borboleta encantada
Entre o choro e gargalhada… seus filhos de fé!
Rocinha! Como é bom te ver brilhar
Teu cortejo é esperança
Alafiá!

A Sòrò Dayò! A Sòrò Dayò!Deixa girar… ô deixa girar!Põe erva p’ra defumar, Rocinha!Vitória p’ra coroar… Rocinha!

 Acadêmicos de Santa Cruz

A agremiação da Zona Oeste vem com o enredo “Brasil de Mil Faces em um Só Coração”, que promete um convite a uma imersão na história e na cultura do nosso país, celebrando sua complexidade e a inabalável resiliência de seu povo. 

Autores:Paulo César Feital, Jefinho Rodrigues, Nita, Gilson Bernini, Jaci Campo Grande, Leandro Balinha, Carla da Barreira, Robinho Kisamba, Tuquinha, Rominho do Teo, Marcinho.com, Nem da Baiúca, Douglas Ramos, Ricardo Pimenta, Nito de Souza e Victor Raphael.

Terra sagrada…
Onde o povo é a maior riqueza
Pindorama, Paraíso Tropical
Dádiva da natureza
Lar dos tupinambás, Guaranis, Carajas
Antes da colonização
Já eram donos desse chão
Nas crenças e rituais
O dom de ser feliz e semear a paz
Mistério… Sabedoria
A vida em perfeita harmonia

Carvelas ao Mar exploração
Sangue derramado pela Escravidão
Resiliência Esperança e Fé
Resistencia no Quilômbo.. Axé!

E aí, ouviram do Ipiranga, às margens plácidas
Tambores de um povo torturado
E o Sol da liberdade em raios vívidos
Brilhou sobre a nação dos favelados
Brasil na independência e na proclamação
Caminho livre para imigração
Mosaico cultural, nação plural
A voz que não se cala, forjada na senzala
Samba, capoeira e religião
Mil faces num só coração

Acende a chama da Igualdade
Pra Celebrar Nossa Diversidade
Cada filho desse chão é um ser de luz
Avante, Minha Santa Cruz!

 Alegria do Vilar

Com o enredo “Regido e Guiado pelas lâminas do Rei da Justiça”, a Alegria do Vilar vai apresentar na Intendente a representação de uma ferramenta tão importante para o Orixá e filhos regidos e guiados de Xangô, que é o Oxé, representado por um machado de duas lâminas simbolizando a imparcialidade e a Justiça. 

Autores: Leozinho Nunes, Ali  Gringo, Dinho Prateado, Luciano Gomes, Mauro Nval,F Frank, T. Nem, Marco Calixto, Reginaldo Soares, Filipe Zizou

Laroyê Exu Mojubá
Abre os caminhos pra minha escola passar 
Kaô Kabecile, Xangô! 
O seu Oxê corta o mal e não falha 
Kaô Kabecile, Xangô! 
Guiado pelo Oxê, sigo em frente na batalha 
Lá no alto da pedreira reluziu 
Na cachoeira, entreguei o meu ori 
Ouço o brado da justiça, que ecoa sem temor 
Trovão me ilumina, chama que avermelhou 
Defesa dos filhos do rei maior 
Do Alafim de Oyó, do Alafim de Oyó  

Obá Alaiyê, és o guardião 
Quem me batizou e amansou o leão 
A sabedoria, a lei divina em mim 
Dono do destino até o fim  

Toca o alujá… Eô! 
É barravento, incorpora Yawô 

Eu peço agô! 
Ferramenta pra lição, a sentença e o perdão… A dualidade humana 
Sustenta a proteção, uma arma em cada mão… Poder que emana 
Tem Amalá e cerveja preta no Ibá 
É fogo, é sedução que encanta as Yabás 
O seu filho atendeu o seu pedido 
Pelas lâminas guiado, pelas lâminas regido 
De branco e encarnado a dançar 
Segue na missão para homenagear 

O machado de Xangô, pro destino anunciar  É a chama da vitória da Alegria do Vilar

Leão de Nova Iguaçu 

Penúltima escola a desfilar na segunda-feira na Intendente Magalhães, O Leão vai contar a história de Maria Felipa, uma marisqueira e combatente brasileira na Guerra de Independência do Brasil, especificamente na campanha de Independência da Bahia na Ilha de Itaparica.

Autores: Arlindinho Cruz, Ali Jabr, Julio César Lourenço, José Maurício, Marcos Vinicius Sampaio, Douglas Guaracemir, Cláudia Rivizzini, Vinicius de Almeida, Alexandre Ribeiro, Frank Tavares, Silvio Romai, Sérgio Igor Castro da Silva, André Zezza.

O mar que nos concebeu a vida
Também abriu feridas, pelas mãos do invasor
O sangue no chão foi derramado
Fez o negro acorrentado entoar o seu clamor
Tribos, praieiras, flechas, capoeira
Nem o tempo apagou
Fez do corpo bandeira, a dor virou rebeldia
Na alma um farol que ilumina
Vem das Yabas, a ancestralidade
Identidade em sua africanidade 

Oh, Itaparica… chama da revolta acesa
Brilhou nas mãos da Negra Fortaleza
Com rede e coragem, venceu a opressão
Maria Felipa é força e devoção

A ilha se cobre de fitas
E rufam tambores à celebrar
Mulheres se tornam rainhas
Independência…O triunfo popular
Ê Bahia dos Filhos de Ghandi… Afoxé
Ê Bahia… somos os filhos do Axé
Na lavagem do Bonfim, baianas e seus patuás
Nas festas e nos rituais, Olodum, Ylê Aiê
Roconcavo do samba… liberdade
Alegria popular pela cidade 

Mais uma Maria, das Marias do Brasil
Valente, Guerreira, sua luta resistiu
Muita bravura  e fé, pela libertação
É Coroada no rugido do Leão

Império da Uva

Fechando os desfiles da Série Prata, a Agremiação da Baixada se veste de devoção com o enredo “Nos caminhos da Fé, o meu sonho anunciou…Salve Nossa Senhora Aparecida, a Mãe Preta do Brasil!”, onde a escola vai trazer  a história de fé, resistência e esperança do povo brasileiro através da imagem sagrada da padroeira do Brasil.

Autores: Lício Ferreira, Inaldo Botelho, André Luis, Valter Filho, Robson Maurício, Luiz Fernando, Maria Madalena, Oswaldo Ferreira, André Luis Lima, Fernando de Lima, Cremilson de Jesus, Júlio César, Denílson César, Franck Willian, Marcio Delgado, Fabrício Amaral, Thiago Brito, John Douglas, Marco Aurélio, Diego Nicolau, Marcelo Santos, Renan Paixão, Edson Júnior, Paulo Larré e Diogo Pereira. 

Sonhei… com a mensagem de Nossa Senhora
O sonho conduz a trajetória
Mãe Preta mostra o destino, a direção
Devoto imperiano, esse sonho é todo seu
Vejo que eu não estou sozinho
A vela acendeu!
Nessa romaria sigo em procissão
É a esperança a sorrir
Num cortejo de emoção e fé
Sonhando com a Sapucaí

Os seus milagres, ouvi
Histórias que o povo contou
Nas águas, sua aparição
Fartura na rede do pescador

Aos seus pés… se curvou a realeza
Ó luz dos pobres, dos excluídos
Que fez parar o cavaleiro destemido
Reza, cantiga e batuque
É missa dos pretos
Sincretizada é Oxum “Ora Yeyêo”
No rádio a tocar
A mais bela canção que o mundo ouviu
Pra exaltar a Padroeira do Brasil

É um canto de amor no caminho da fé
Meu Império da Uva se curva a ti
Faz de mim seu altar, o milagre da vida
Nossa Senhora Aparecida

Alexandre Loureiro | Riotur

Programação Sapucaí 2026

O Carnaval da Sapucaí é o Maior Show da Terra! E por aqui, você pode conferir a Programação dos Desfiles da Sapucaí 2026.

Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, Grupo Especial (12 escolas) e Série Ouro (15 escolas) se apresentam na Avenida Marquês de Sapucaí.  São dois dias da Série Ouro e três do Especial, com a mesma configuração do ano passado.

Programação Sapucaí 2026

Série Ouro

13 de fevereiro (sexta-feira)
Unidos do Jacarezinho
Inocentes de Belford Roxo
União do Parque Acari
Unidos de Bangu
Unidos de Padre Miguel
União da Ilha do Governador
Acadêmicos de Vigário Geral

14 de fevereiro (sábado)
Botafogo Samba Clube
Em Cima da Hora
Arranco do Engenho de Dentro
Império Serrano
Estácio de Sá
União de Maricá
Porto da Pedra
Unidos da Ponte

Grupo Especial

15 de fevereiro (domingo)
Acadêmicos de Niterói
Imperatriz Leopoldinense
Portela
Estação Primeira de Mangueira

16 de fevereiro (segunda-feira)
Mocidade Independente de Padre Miguel
Beija-Flor de Nilópolis
Unidos do Viradouro
Unidos da Tijuca

17 de fevereiro (terça-feira)
Paraíso do Tuiuti
Unidos de Vila Isabel
Acadêmicos do Grande Rio
Acadêmicos do Salgueiro

Para saber mais sobre o Carnaval do Rio, acesse o site riotur.rio.

Desfile da campã Beija-Flor de Nilópolis - 08/03/2025.  Foto: João Salles/Riotur

Carnaval 2026 já tem ordem de desfile – Se liga na programação do Grupo Especial!

A ordem dos desfiles do Grupo Especial do Carnaval 2026 já foi divulgada, e o clima de expectativa pelo Carnaval do Rio só aumenta! Entre os dias 15 e 17 de fevereiro, a Marquês de Sapucaí será o palco das escolas de samba mais tradicionais do Brasil, em três noites de emoção, criatividade e muito samba no pé.

Se você é apaixonado por Carnaval, chegou a hora de se programar! Confira abaixo a programação completa com a ordem dos desfiles do Grupo Especial 2026 e já garanta seu lugar nesse espetáculo inesquecível.

Os ingressos para o Grupo Especial 2026 já estão à venda no site oficial da LIESA, com preços acessíveis e opções para todos os setores da Sapucaí. Garanta o seue viva a magia do maior espetáculo da Terra de perto!

Confira a ordem oficial dos desfiles do Grupo Especial:

  • 15 de fevereiro – domingo:

Acadêmicos de Niterói

Imperatriz Leopoldinense

Portela

Estação Primeira de Mangueira

  • 16 de fevereiro – segunda-feira:

Mocidade Independente de Padre Miguel

Beija-Flor de Nilópolis

Unidos do Viradouro

Unidos da Tijuca

  • 17 de fevereiro – terça-feira:

Paraíso do Tuiuti

Unidos de Vila Isabel

Acadêmicos do Grande Rio

Acadêmicos do Salgueiro

Vai se preparando, porque o coração já começa a bater no ritmo da bateria!